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Painel ajuda empresas a identificar oportunidades de negócios com a UE

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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou uma ferramenta para ajudar empresas a identificar oportunidades de negócios a partir do Acordo Mercosul – União Europeia (UE). O Painel Acordo Mercosul-União Europeia: Oportunidades por Estado foi lançado nesta sexta-feira (26) durante o encontro Conexões Produtivas – Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia, em São Paulo. 

O painel visa auxiliar as empresas a conhecerem os mercados do bloco europeu e a entenderem quais os produtos brasileiros que se beneficiam de redução ou eliminação gradual de tarifas previstas no acordo. No momento são 543 oportunidades de exportação com redução tarifária imediata para 25 países da UE, abrangendo setores como alimentos, máquinas e equipamentos, produtos químicos, artigos manufaturados e segmentos da indústria de transformação.

O encontro em São Paulo foi promovido pela ApexBrasil, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e teve a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que esteve à frente da pasta até abril.

O evento é voltado à qualificação da indústria na exportação direta para mercados de países do bloco. Houve destaque para ferramentas e programas de apoio às empresas exportadoras.

“Celebrado o acordo, o desafio é fazer negócios, ampliar vendas, aproveitar oportunidades”, afirmou Alckmin em discurso voltado a empresários e representantes do setor produtivo.

“Com esse acordo Mercosul-União Europeia, pode crescer ainda mais a corrente de comércio, com o Brasil exportando mais, a União Europeia também, e com aumento dos investimentos no país”, completou o vice-presidente, ao se referir ao acordo, que entrou em vigor em maio.

O bloco europeu é o segundo parceiro comercial do Brasil. Atualmente, o comércio entre o país e o bloco movimenta cerca de US$ 100 bilhões por ano. A UE também responde por metade dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil. As possibilidades de expansão são consideráveis, principalmente para pequenas e médias empresas, que hoje tem uma participação minoritária no comércio entre os blocos.

“A assinatura do acordo abre novas perspectivas para o comércio entre os dois blocos, mas é fundamental que essas oportunidades cheguem às empresas”, destacou o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.



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Brasil avalia que tarifaço dos EUA foi politizado mirando eleições

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Em meio às tratativas sobre as taxas impostas pelos Estados Unidos aos produtos do Brasil, os negociadores brasileiros têm atuado levando em conta que as medidas foram politizadas em um contexto eleitoral no qual a Casa Branca tem interesse nos resultados do pleito presidencial de outubro de 2026, aqui no Brasil. 

Ambos os governos seguem negociando um possível acordo comercial. O Brasil busca convencer os EUA de que um acordo seria mais vantajoso para os países do que as tarifas extras de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.

O tarifaço foi uma recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

Na última quarta-feira (24) o perfil do Itamaraty no X publicou a posição do governo brasileiro em relação ao tarifaço estadunidense, afirmando que a medida “tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira”. Na publicação, o Ministério das Relações Exteriores informou ainda que o Brasil segue atuando por meio dos canais oficiais de interlocução entre os governos para demonstrar que as políticas brasileiras não prejudicam o comércio com os Estados Unidos.

O prazo para definir a aplicação, ou não, das tarifas, é o dia 15 de julho. O governo brasileiro tem uma agenda de reuniões até lá com os representantes da Casa Branca e acredita que é possível, apesar de difícil, conseguir um acordo com os estadunidenses.  

Ao mesmo tempo, existe a percepção de que o governo Trump deve evitar um acordo que possa favorecer o governo brasileiro diante a proximidade das eleições presidenciais no Brasil. Nesse contexto, essa não seria uma negociação estritamente comercial, até porque os EUA tem superávit com o Brasil, mas sim uma negociação inserida na nova política de segurança nacional de Donald Trump de buscar a reinserção dos EUA no mundo sobre novas bases.

A nova política de segurança nacional de Trump, publicada em dezembro de 2025, afirma que os EUA devem buscar a “proeminência” na América Latina enquanto área de influência de Washington, afastando atores de fora do Hemisfério da região, em um recado à China.

Nesta semana, Donald Trump compartilhou artigo que afirma que a eleição no Brasil é um dos “grandes testes” dos EUA na América Latina. O texto repercutido por Trump defende que a saída do “esquerdista” Luiz Inácio Lula da Silva favoreceria os interesses da Casa Branca.  

Entenda

A recomendação da USTR para taxar o Brasil é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento usado é que o Brasil teria práticas “desleais” nas relações comerciais, o que incluiu ataques contra o Pix para favorecer empresas de pagamento estadunidenses.

O Brasil rebateu que os argumentos não são legítimos e que a decisão parte de uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington.

O governo vem questionando as tarifas adicionais dos EUA com o argumento de que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de 2,7%, o que não justificaria o argumento de que as empresas norte-americanas seriam prejudicadas no acesso ao mercado brasileiro.



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