Economia
Pai de Wesley e Joesley Batista vai assumir presidência da JBS
Economia
Fundador do grupo volta ao comando após a prisão dos dois filhos; nome foi escolhido neste sábado em reunião do conselho de administração
Da Redação
A família Batista decidiu indicar o patriarca José Batista Sobrinho, fundador do Grupo JBS, para substituir Wesley Batista na presidência da companhia. O nome do novo presidente foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração da empresa, que se reuniu na noite deste sábado. Única representante do BNDES no momento, Cláudia Santos votou a favor da proposta. Detentor de 21,3% da JBS, o banco tem dois assentos no colegiado, mas um posto está vago.
O argumento da família é que José Batista Sobrinho dará “estabilidade” à empresa, cumprindo o mandato de Wesley, que se encerra em 2019. A família estava decidida a indicar Wesley Filho, filho de Wesley Batista, para o posto e entrar em rota de colisão com o BNDES, que já havia indicado Gilberto Tomazoni, presidente de marcas globais da JBS, como presidente interino.
Por ser muito jovem, Wesley Filho, que tem 26 anos, seria alvo de críticas, avaliou a família. José Batista Júnior, o Júnior Friboi, teria dificuldades em assumir a companhia por já ter seus próprios negócios. Além disso, a recomendação de órgão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) de que Júnior seja condenado por cartel inviabilizou qualquer movimento nesse sentido, segundo uma fonte.
Neto do novo presidente, Wesley Filho deixará os Estados Unidos, onde comandava a divisão de carnes da JBS USA, e passará agora a morar no Brasil, ocupando o cargo de diretor estatutário da JBS.
A ideia é que ele, André Nogueira (presidente da JBS nos EUA), e Gilberto Tomazoni (presidente de marcas globais da JBS) formem um grupo de “liderança de executivos” e trabalhem ao lado de José Batista Sobrinho, assessorando-o no comando da gigante global de alimentos.
Na reunião deste sábado, o Conselho também definiu a criação de um Time Global de Liderança, responsável por assessorar a presidência em tomada de decisões. O time é composto por Gilberto Tomazoni, André Nogueira e Wesley Batista Filho, que comandam algumas das principais áreas de negócios da JBS e que seguem com suas atribuições e responsabilidades atuais.
Surpresa. Diante da postura beligerante do presidente do BNDES na última semana, o fato de a representante do banco ter acatado o nome de Zé Mineiro no comando foi recebida com certa surpresa. A eleição traz alívio ao clã Batista, já que pacifica os ânimos num momento delicado para a companhia. A avaliação é que o BNDES perdeu armas na tentativa de afastar a família do comando.
Apesar disso, o processo de arbitragem atualmente em curso será mantido. Isso porque o BNDES quer impedir que representantes da família no conselho votem em processos para responsabilizar Wesley e Joesley Batista por prejuízos causados à JBS. Os Batistas não aceitam que sejam excluídos da deliberação.
Wesley Batista está preso desde quarta-feira passada na Operação Tendão de Aquiles, que investiga se o empresário usou informação privilegiada para lucrar indevidamente no mercado de ações e de câmbio. A defesa do bilionário teve um pedido de habeas corpus negado pelo TRF da 3a. Região, em SP.
Como Wesley era integrante do conselho de administração da JBS, também haverá mudanças por lá. Para seu lugar, irá Aguinaldo Gomes Ramos, membro da família, que trabalhou na JBS Mercosul, em operações do Uruguai e do Paraguai.
Conglomerado. A holding J&F, que controla a JBS, também apresentará novos nomes para integrar sua gestão. O presidente da holding, Joesley Batista, está preso desde o domingo passado, dia 10, acusado de omitir informações de seu acordo de delação premiada. Ele também teve pedido de prisão preventiva na operação que investiga a atuação dos irmãos nos mercados com uso de informação privilegiada.
Ao contrário da JBS, no comando do conglomerado, a sucessão não deve ser feita dentro da família. A ideia é que executivos que já trabalham na J&F passem a ocupar a diretoria e o conselho de administração da holding.
A J&F tem 42% da JBS e é dona ainda da Flora, de higiene e limpeza, da Âmbar, de energia, e do Banco Original. A companhia vendeu nos últimos meses sua participação na Vigor ( lácteos), na Alpargatas (calçados) e na Eldorado (celulose). Tenta ainda selar a venda das linhas de transmissão da Âmbar, processo ainda em andamento.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Economia
Bandeira tarifária das contas de luz segue amarela em julho
A bandeira tarifária permanecerá amarela em julho, informou hoje (26) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, será mantido o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos nas contas de luz, no próximo mês, para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). 

Segundo a Aneel, a decisão foi tomada devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.
“A manutenção da bandeira amarela, ativa desde abril, reflete condições menos favoráveis de geração no País, típicas do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado”, explicou a agência.
Bandeiras tarifárias
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras.
Portanto, as cores são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 kWh consumidos.
Os valores cobrados são os seguintes: na bandeira amarela, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 por 100 kWh; na bandeira vermelha, no Patamar 1, a tarifa aumenta R$ 4,46 / 100 kWh.
Já na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais caras e a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.
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