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Oferta pública de ações da Sabesp é aberta

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O governo de São Paulo abriu na noite dessa sexta-feira (21) a oferta pública das ações da Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp). Com isso, inicia-se a última etapa da privatização da empresa. No início do mês, o governo paulista anunciou que ficará com apenas 18,3% das ações da companhia. Atualmente, o estado detém 50,3% dos papeis; o restante está nas mãos de empresas ou pessoas físicas. 

Segundo o Palácio dos Bandeirantes, a venda de ações será dividida em dois lotes: o primeiro, de 15% dos papeis, será destinado a um investidor de referência; já o segundo, com cerca de 17% das ações, será aberto a todo o mercado, inclusive pessoas físicas, jurídicas e funcionários da companhia.

A partir da próxima segunda-feira (24) e até a sexta-feira (28), os investidores profissionais que se credenciaram na Bolsa de Valores (B3) até o último dia 17 poderão apresentar suas propostas de preço pelo primeiro lote (15% das ações da companhia). Dois investidores de referência selecionados serão anunciados no dia 28, após o fechamento do mercado.

Disputa

Os dois investidores de referência farão uma nova disputa para determinar quem ficará com os 15% dos papeis. “Se um investidor de referência tiver o melhor preço no livro de mercado, mas estiver gerando menor retorno financeiro ao estado, esse poderá recorrer ao right to match e cobrir o valor da oferta do concorrente, vencendo a disputa”, explica, em nota, o governo do estado.  O vencedor será divulgado no dia 15 de julho.

Já as vendas do segundo lote de ações (17% dos papeis da companhia) terão início em 1º de julho e ocorrerão até 15 de julho. Os interessados, inclusive pessoas físicas, poderão apresentar ofertas por meio de suas corretoras.

A liquidação e o encerramento da operação de privatização das ações do estado ocorrerão em 22 de julho. A oferta pública de ações da Sabesp está sendo conduzida pelos bancos BTG Pactual, Bank of America, Citi, UBS e Itaú BBA. 

De acordo com o Palácio dos Bandeirantes, não haverá oferta primária, o que significa que apenas ações que atualmente são do Governo de São Paulo serão vendidas.

Busca no exterior

O governo do estado de São Paulo tentará encontrar compradores da companhia no exterior a partir de segunda-feira (24), nos Estados Unidos e na Europa.

“O Governo de São Paulo inicia na próxima segunda-feira (24), em Nova Iorque, a terceira missão internacional do ano, que prevê agendas também na Europa. Liderada pelo governador Tarcísio de Freitas, a comitiva paulista participa de uma série de encontros com executivos de grupos e fundos globais de investimentos para apresentar o modelo da oferta”, disse o governo, em nota.



Fonte: Agência Brasil

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Informação e acolhimento marcam encerramento do Agosto Lilás com roda de conversa sobre violência contra a mulher

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Em um ambiente de acolhimento, escuta e troca de experiências, a equipe da Unidade de Saúde Laurentino Paulo de Cerqueira, no bairro Água Limpa, promoveu, nesta sexta-feira (28), uma palestra especial para encerrar as ações do Agosto Lilás. A atividade trouxe uma importante reflexão sobre a violência contra a mulher, os relacionamentos abusivos e a importância de reconhecer os sinais de uma relação marcada pelo controle e pela violência.

A atividade contou com a participação da investigadora da Polícia Civil e chefe de operações da Delegacia da Mulher, Sandra Elias Miranda de Campos, que conversou com as pacientes sobre os diferentes tipos de violência, os cuidados que as mulheres devem ter e a importância de buscar ajuda diante de situações de abuso.

A palestra aconteceu justamente em um dia de grande movimentação na unidade. Para a responsável técnica da unidade, Lucimar Barbosa, o momento foi uma oportunidade de alcançar um público que já estava presente no serviço de saúde e transformar aquele espaço em um ambiente de informação e acolhimento.

“Foi um momento muito importante porque conseguimos reunir as mulheres que estavam aqui para os atendimentos e proporcionar não apenas informação, mas também escuta. Falar sobre violência é necessário, porque muitas vezes a mulher está vivendo uma situação de abuso e não consegue identificar que aquilo também é uma forma de violência. Essa troca de experiências fortalece, orienta e pode ajudar alguém a perceber que não está sozinha e que precisa buscar ajuda”, destacou.

Um dos momentos mais marcantes da atividade aconteceu quando a técnica de enfermagem Bruna, servidora da unidade, compartilhou com as participantes uma experiência pessoal de relacionamento abusivo que vivenciou.

Ao falar sobre a própria história, a profissional mostrou que, por trás de uma rotina de trabalho e de cuidado com outras pessoas, também existem histórias de mulheres que precisaram encontrar forças para romper ciclos de violência.

O relato abriu espaço para que outras participantes também se sentissem encorajadas a falar. Aos poucos, mulheres que estavam na roda passaram a compartilhar suas próprias vivências, criando um ambiente de solidariedade e identificação.

Mais do que uma palestra, o encontro se transformou em uma roda de conversa, na qual histórias foram ouvidas sem julgamentos e experiências compartilhadas com o objetivo de fortalecer umas às outras.

Para a investigadora Sandra Elias Miranda de Campos, falar sobre violência é uma das principais ferramentas para que as mulheres consigam reconhecer situações de risco e saibam onde procurar ajuda.

“É muito importante levar informação para as mulheres, porque a violência nem sempre começa com uma agressão física. Muitas vezes, ela começa com o controle, com o isolamento, com a tentativa de decidir com quem a mulher pode conversar, como deve se vestir ou onde pode ir. Quando conseguimos falar sobre esses sinais e orientar, estamos ajudando essa mulher a reconhecer que aquilo não é normal e que ela não precisa permanecer em uma situação de violência”, explicou a investigadora.

Sandra também reforçou que o silêncio pode fortalecer o ciclo de violência e que a informação pode ser o primeiro passo para que uma mulher consiga pedir ajuda.

A iniciativa mostrou, ainda, a importância de aproximar as ações de prevenção e enfrentamento à violência dos serviços de saúde. As unidades são, muitas vezes, um dos primeiros lugares procurados pelas mulheres que enfrentam situações de violência, tornando os profissionais de saúde peças importantes na identificação, no acolhimento e na orientação dessas pacientes.

Para a equipe da Unidade de Saúde da Família do Água Limpa, a experiência deixou uma mensagem clara: quando uma mulher encontra espaço para falar, outra pode encontrar coragem para pedir ajuda.

A atividade encerrou o mês de agosto reforçando que combater a violência contra a mulher não significa apenas falar sobre agressões, mas também ensinar a reconhecer sinais, fortalecer redes de apoio e mostrar que nenhuma mulher precisa enfrentar sozinha um relacionamento abusivo, controlador ou violento.

Em meio a exames, consultas e atendimentos de rotina, a unidade abriu espaço para algo ainda mais essencial: ouvir.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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