Economia
Mato Grosso segue como maior produtor de grãos do país
Economia
Da Redação
Com 67,392 milhões de toneladas, Mato Grosso segue como primeiro estado brasileiro produtor de grãos, colocando uma grande frente (mais de 30 milhões de toneladas) em relação ao segundo colocado, o Paraná, cuja produção é de 37,074 milhões de toneladas. Estes são os números do 11º levantamento do Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), publicado nesta semana.
Com esta performance, Mato Grosso responde por quase 28% da safra nacional de grãos, estimada em 241,3 milhões de toneladas, e por 61,15% do total previsto para a região Centro-Oeste, de 110,2 milhões de toneladas. Resumindo, o estado mantém a liderança nacional na produção de soja, milho e algodão (tanto em caroço quanto em pluma).
Com 32,454 milhões de toneladas estimadas, Mato Grosso é responsável por 28,2% da soja brasileira, por 31,6% do milho (31,4 milhões de toneladas) e por 66,2% do algodão em caroço (4,453 milhões de toneladas), colhidos no país. Com relação ao algodão em pluma, sua produção (1,781 milhão de toneladas) representa 66,18% do total nacional.
Na região Centro-Oeste, a diferença em relação aos seus pares, também é alta. Chega a responder por 93,16% da produção de algodão em caroço, 93,14% do algodão em pluma, 60,25% do milho e 61,65% da soja.
No caso do milho, o carro-chefe é a segunda safra, conhecida como safrinha – a colheita da primeira safra é insignificante. Segundo o último levantamento da Conab, enquanto a primeira safra registrou 261,8 mil toneladas, a segunda foi de 31,144 milhões de toneladas.
Segundo o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), as principais regiões produtoras de milho em Mato Grosso são Médio-norte, com 16 municípios, capitaneados por Sorriso, Nova Mutum, Nova Ubiratã e Lucas do Rio Verde, com 43,42% do total colhido no estado; e Sudeste, com 32 municípios, liderados por Primavera do Leste, Itiquira, Campo Verde, Santo Antônio do Leste, Novo São Joaquim, Alto Garças e Rondonópolis, com 18% da produção estadual.
Fonte: http://www.mt.gov.br/-/12387007-mato-grosso-segue-como-maior-produtor-de-graos-do-pais
Foto: $imgCred
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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