Plano Diretor de Cuiabá
IPDU inicia a segunda etapa do processo de revisão
A terceira audiência pública, será na noite desta quinta-feira (16), a partir das 18h40, na Escola Municipal Aristotelino Alves Praieiro, situada à Avenida 4, nº 984
Economia
Cuiabá já iniciou a segunda etapa do processo de revisão do Plano de Desenvolvimento Urbano. Nessa fase, já foram realizadas duas audiências públicas, nos bairros Jardim das Américas e Cidade Alta. Durante os eventos, temáticas relacionadas ao meio ambiente (como a recuperação de rios e córregos), a desburocratização dos processos administrativos, construção de calçadas, asfaltamento foram amplamente debatidos.
Os encontros são coordenados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Sustentável, por meio do Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano e Sustentável (IPDU).
“Cumprimos mais uma etapa do processo de revisão do Plano Diretor, iniciado em 2019. Essas audiências servirão de base para construção de elementos, mais especificamente diretrizes e objetivos específicos, e podem constar no plano de desenvolvimento do município”, declarou o diretor técnico do Plano Diretor e coordenador do processo, Lauro Carneiro.
O processo de revisão foi dividido em etapas: sendo a 1ª etapa de Diagnóstico- para conhecimento e reconhecimento; já a 2ª etapa de Prognóstico- propostas e construção de projetos e objetivos. Por fim, a 3ª etapa- Legalização dos objetivos- elaboração de uma minuta de lei.
“Estamos realizando audiências setoriais, regionalizadas, e distritos rurais para que ao final seja feita uma audiência pública geral para pactuação do processo inteiro. O ideal é que seja realizada vinte dias após a última audiência. Precisamos aguardar o andamento das etapas”, elencou o diretor.
Até o dia 2 de outubro serão realizadas outras oito (8) audiências públicas nas quatro regionais da capital para que os moradores e lideranças comunitárias apresentem as principais demandas, em, transparência ao processo.
“A apresentação desses apontamentos irá contribuir na elaboração de um planejamento urbano para o futuro, definindo o que é possível de se colocar em práticas, as políticas públicas viáveis para os próximos 10 anos. Além do mais, esse plano, ao final de todas as etapas será transformada em lei municipal”, esclareceu Lauro Carneiro.
Durante os encontros, o secretário municipal de lideranças comunitárias, Ricardo Lobo agradeceu a presença dos representantes . “Pois por mais que muitos pensem que o Plano será executado a curto, médio e longo prazo, todos tem o direito e o dever de colaborar com o processo de reconstrução da cidade. É importante que todos tenham a consciência de fazer a nossa parte enquanto líderes comunitários. Devemos apontar os caminhos, seja em qual segmento for, para que uma hora dessas, as benfeitorias cheguem na comunidade da gente. Somente dessa forma, é que mais tarde, possamos cobrar a efetivação dessas melhorias para que cheguem lá na ponta, à população de uma forma geral que tanto precisa do poder público”, afirmou o secretário.
“Cada dia é uma luta, uma batalha. Aqui é a casa dos presidentes da regional leste. Aqui é que chegam as demandas. Isso só aumenta o laço da regional com a Prefeitura de Cuiabá. Muitos dizem que não querem mais citar algo pois nunca foram atendidos. No entanto, se não apontar, aí sim que os benefícios não chegam nas comunidades. Esse é o papel dos presidentes de bairro. Correr atrás para conseguir uma Cuiabá cada vez mais humanizada e melhor para se viver”, ponderou o subprefeito da Regional Leste, Paulo Peixe.
Próxima etapa:
A terceira audiência pública, será na noite desta quinta-feira (16), a partir das 18h40, na Escola Municipal Aristotelino Alves Praieiro, situada à Avenida 4, nº 984, esquina com a rua Projeta, no bairro 1º de março, Cuiabá. “A minha gestão trabalha todos os dias com foco em tornar Cuiabá uma cidade cada vez mais moderna, com mais qualidade de vida para a nossa gente, mais sustentável, com melhor mobilidade urbana e preservando nosso patrimônio histórico. E é por isso que estamos dando continuidade com a revisão do Plano Diretor, escutando as pessoas, porque a cidade é feita para elas, a gestão Emanuel Pinheiro trabalha para elas”, finalizou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.
Economia
BC reforça regras de proteção ao consumidor nas ofertas de crédito
As propagandas de empréstimos obedecerão a novas regras a partir do próximo ano, decidiu nesta sexta-feira (23) o Banco Central (BC). O órgão aprovou três resoluções para reforçar a proteção dos consumidores na contratação de crédito.

As mudanças também criam um painel para consulta de dívidas e aumentam as exigências para a oferta de crédito durante transações pelo Pix.
As medidas buscam evitar ofertas inadequadas, dar mais clareza sobre os custos dos empréstimos e ajudar os clientes a avaliar se conseguem assumir novas dívidas. As regras também preveem proteção adicional para pessoas em situação de vulnerabilidade financeira.
As resoluções serão implementadas em etapas. A regulamentação sobre ofertas ativas de crédito começa a valer em 31 de março de 2027. As regras sobre o Painel de Dívidas Consolidadas e sobre a oferta de crédito no Pix entram em vigor em 1º de julho de 2027.
O que muda?
As três resoluções tratam de situações diferentes da relação entre bancos e clientes:
- Resolução BCB 601: determina a disponibilização de um painel com informações sobre dívidas, além de simulações de custos e alertas antes de novas contratações.
- Resolução BCB 602: permite bloquear propagandas e ofertas ativas de crédito e estabelece proteção adicional para clientes em situação de vulnerabilidade financeira.
- Resolução BCB 603: estabelece regras para ofertas de crédito durante a iniciação de transações pelo Pix, incluindo consentimento prévio e intervalo mínimo antes da primeira oferta.
Bloqueio de ofertas
Com vigência prevista para 31 de março de 2027, a Resolução BCB 602 estabelece regras para as ofertas ativas de crédito, como propagandas e mensagens que bancos e outras instituições financeiras enviam aos clientes para oferecer empréstimos e outros produtos.
Com a mudança, as instituições deverão disponibilizar um mecanismo claro para que o consumidor bloqueie esse tipo de publicidade.
Para clientes em situação de maior vulnerabilidade financeira ou com risco de endividamento excessivo, haverá exigências adicionais: as ofertas dependerão de autorização prévia, específica e inequívoca do cliente.
Nesses casos, as ofertas autorizadas deverão ter como objetivo melhorar as condições financeiras do consumidor, sem disponibilizar novos recursos para contratação de dívidas.
Veja exemplos de operações permitidas nesse contexto:
Renegociação: substituir uma dívida por condições de pagamento mais adequadas.
Portabilidade: transferir uma operação de crédito para outra instituição, conforme as regras aplicáveis.
Migração de produto: trocar uma modalidade de crédito por outra com condições mais vantajosas.
A medida não impede o cliente de procurar espontaneamente um banco, pesquisar opções e contratar produtos financeiros. O foco é aumentar o controle sobre as ofertas que chegam até ele.
Quando começa: 31 de março de 2027.
Painel de dívidas
Em vigor a partir de 1º de julho, a Resolução BCB 601 prevê que as instituições financeiras disponibilizem aos clientes o Painel de Dívidas Consolidadas. A ferramenta reunirá informações sobre operações de crédito para facilitar a compreensão do endividamento e do comprometimento da renda.
Na prática, o painel deverá ajudar o consumidor a visualizar quanto deve e avaliar melhor o impacto de assumir uma nova obrigação financeira.
Antes de uma nova contratação, as instituições também deverão apresentar simulações dos custos da operação e de seus efeitos financeiros, acompanhadas de alertas quando houver situações de maior risco.
O que o painel deverá oferecer?
- Informações sobre dívidas: consulta às operações de crédito mantidas na própria instituição;
- Simulações de custos: estimativas para ajudar o cliente a entender o impacto financeiro de um novo empréstimo;
- Alertas de risco: avisos sobre situações que possam comprometer a capacidade de pagamento;
- Ampliação dos dados: incorporação posterior de informações do Sistema de Informações de Créditos (SCR) e do Open Finance.
O SCR é uma base de informações sobre operações de crédito mantida pelo Banco Central. Já o Open Finance permite o compartilhamento autorizado de dados financeiros entre instituições participantes.
Inicialmente, o painel contemplará as operações mantidas na própria instituição financeira. Em uma etapa posterior, a integração com o SCR e o Open Finance permitirá ampliar a visão sobre as dívidas do cliente em diferentes instituições.
A ampliação dessas informações poderá ajudar o consumidor a ter uma visão mais abrangente de sua situação financeira e a identificar o peso das dívidas no orçamento.
Crédito durante o Pix
Também com vigência a partir de 1º de julho, a Resolução BCB 603 estabelece novas exigências para a oferta de crédito durante a iniciação de transações pelo Pix.
A medida busca evitar que o consumidor seja levado a contratar um empréstimo sem compreender adequadamente as condições da operação ou sem ter tempo suficiente para avaliar a proposta.
Entre as exigências estão:
- Consentimento específico: a oferta de crédito dependerá de autorização prévia do usuário;
- Prazo mínimo: deverá haver um intervalo de pelo menos 24 horas entre a habilitação da oferta e a apresentação da primeira oferta de crédito;
- Simulador: as instituições deverão disponibilizar ferramentas para simular as condições do crédito;
- Consulta de operações: os clientes terão acesso a um ambiente para consultar as operações contratadas;
- Regras adicionais: a resolução estabelece restrições para determinadas modalidades do Pix e regras para devoluções relacionadas a operações de crédito.
Uma das principais distinções é que a nova regulamentação não altera o recebimento normal de uma transferência pelo Pix: o beneficiário continuará recebendo o valor de forma instantânea e integral.
O foco das regras é a oferta de crédito associada à iniciação de transações, e não o funcionamento básico do sistema de pagamentos.
Como afeta o consumidor?
As mudanças procuram dar ao cliente mais condições de avaliar propostas, controlar a publicidade recebida e compreender o impacto das dívidas antes de contratar novos empréstimos.
Na prática, o consumidor terá os seguintes benefícios:
- Mais controle sobre propagandas e ofertas ativas de crédito;
- Proteção adicional em situações de vulnerabilidade financeira;
- Informações mais organizadas sobre as dívidas e a capacidade de pagamento;
- Simulações e alertas antes de assumir novos compromissos;
- Mais transparência nas ofertas de crédito relacionadas ao Pix.
As medidas, informou o BC, também buscam reduzir o risco de superendividamento, situação em que o consumidor acumula dívidas que comprometem sua capacidade de pagar as despesas e obrigações financeiras.
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