Economia

Governo quer R$ 50 bi do BNDES este ano e R$ 130 bi no ano que vem

Publicado em

Economia

Pedido de devolução antecipada de parte dos empréstimos feitos pelo Tesouro já foi encaminhado

Da Redação

 

O governo federal pediu oficialmente que o BNDES devolva, antecipadamente, R$ 180 bilhões dos empréstimos concedidos pelo Tesouro Nacional ao banco. Desse total, R$ 50 bilhões entrariam no caixa do governo ainda este ano, e R$ 130 bilhões no ano que vem. 

O ofício com o pedido já foi encaminhado pela presidência do conselho do banco, junto com documentos dos ministérios do Planejamento e da Fazenda. Os valores finais e a forma de pagamento serão negociados, a partir de agora, com a equipe econômica.

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2017 | 05h00

BRASÍLIA – O governo federal pediu oficialmente que o BNDES devolva, antecipadamente, R$ 180 bilhões dos empréstimos concedidos pelo Tesouro Nacional ao banco. Desse total, R$ 50 bilhões entrariam no caixa do governo ainda este ano, e R$ 130 bilhões no ano que vem. 

O ofício com o pedido já foi encaminhado pela presidência do conselho do banco, junto com documentos dos ministérios do Planejamento e da Fazenda. Os valores finais e a forma de pagamento serão negociados, a partir de agora, com a equipe econômica.

Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o banco considera que há espaço para negociar e que o pedido não foi “taxativo, mas algo dentro das possibilidades”. A avaliação é de que o documento deixa margem para a negociação de alternativas. O banco já deixou claro que quer negociar valores menores.

Nos últimos anos, o Tesouro repassou recursos bilionários ao BNDES como forma de engordar o caixa do banco e ampliar os financiamentos. Era uma estratégia dos governos Lula e Dilma Rousseff de alavancar os investimentos sem impacto direto no Orçamento. Com a crise e a mudança de governo, no ano passado, a orientação mudou. Em dezembro, o BNDES já devolveu R$ 100 bilhões. A dívida atual com o Tesouro, mesmo assim, ainda supera os R$ 450 bilhões.

O comando do BNDES tem ressaltado, nos últimos dias, que a perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) abre espaço para a ampliação dos desembolsos de empréstimos do banco. E que é preciso considerar o impacto dessa demanda futura nos valores a serem devolvidos. Conforme informou o Estadão/Broadcast, a ideia inicial do governo era pedir a devolução antecipada de cerca de R$ 100 bilhões no ano que vem.

A devolução é necessária para o cumprimento da chamada “regra de ouro” do Orçamento, prevista na Constituição. Essa norma proíbe o Tesouro de se financiar (emitir dívida) para bancar despesas de custeio do governo. Só é permitido emitir dívida para o refinanciamento da própria dívida ou para despesas de investimento. Na proposta de Orçamento, o governo precisa comprovar a fonte de financiamento da regra de ouro. A área econômica quer uma margem para administrar esse risco também até o final deste ano.

Sem a restituição do dinheiro do empréstimo do Tesouro feito ao BNDES, o governo não tem como cumprir a “regra de ouro”. O não cumprimento deixaria as autoridades federais sujeitas até à responsabilização criminal, explicou uma fonte da área econômica. Por isso, a ideia é fazer um cronograma de devolução para que o dinheiro esteja de volta ao caixa da União.

Um integrante da equipe econômica disse à reportagem que o governo não vai “forçar o BNDES a fazer o que não possa cumprir”. Segundo a fonte, o banco não pode mais contar com recursos do Tesouro e terá de ir ao mercado para captar os recursos necessários para bancar os financiamentos das empresas.

Procurado os ministérios da Fazenda e do Planejamento não comentaram. A reportagem não conseguiu resposta da assessoria do BNDES.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Economia

TST: 60% dos empregados da Caixa devem permanecer em atividade

Publicados

em


Decisão liminar do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Mauricio Godinho Delgado determinou a manutenção do percentual mínimo de 60% dos empregados da Caixa Econômica Federal em serviço, durante greve decretada no dia 10 de setembro.

A medida ocorre após a Caixa Econômica Federal ajuizar dissídio coletivo de greve contra a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), na quinta-feira (24).

No pedido da Caixa ao TST foi solicitada a manutenção de 80% do pessoal em atividade, alegando impacto direto aos serviços essenciais, a exemplo da compensação bancária e do pagamento de benefícios sociais. A empresa também justificou a falta de consenso nas negociações quanto ao novo modelo de custeio do plano Saúde Caixa.

De acordo com o TST, o percentual de 60% é suficiente para a preservação do atendimento às necessidades inadiáveis da comunidade, sem inviabilizar o exercício constitucional do direito de greve da categoria.

Negociações

Por meio de nota, a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Luiza Hansen, informou que os trabalhadores já haviam solicitado ao banco a continuidade das negociações, por meio de ofício enviado na terça-feira (22). 

“Acreditamos que a negociação sempre é a melhor forma de se chegar à solução. O ajuizamento nunca é o melhor caminho e pode trazer grandes prejuízos, especialmente na fase de julgamento. Esperamos que ainda haja possibilidade de avançar na conciliação.”

Na decisão liminar, o ministro também garantiu a manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho, com vigência entre setembro de 2024 e agosto de 2026, até a decisão definitiva do caso.

Delgado também negou a proibição de atividades que dificultem o livre acesso às agências, ao destacar que não há indícios de excesso por parte do movimento grevista

O julgamento do dissídio coletivo pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho está agendado para às 14h30 da próxima terça-feira (29).

O processo corre sem segredo de justiça, com exceção de documentos para os quais a Caixa solicitou a medida.



TOP FAMOSOS

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA