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FGC inicia pagamento de garantia a clientes do Banco Pleno

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Cerca de 152 mil clientes do Banco Pleno, instituição associada ao Banco Master liquidada em fevereiro, podem pedir o pagamento de garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a partir desta segunda-feira (23). O fundo começou a liberar os pagamentos.

Ao todo, os 152 mil credores têm direito a receber cerca de R$ 4,8 bilhões em garantias, referentes a depósitos, investimentos como Certificados de Depósito Bancário (CDB) e outros produtos cobertos pelo fundo.

Como resgatar

Os investidores pessoas físicas já podem solicitar o resgate por meio do aplicativo oficial do FGC. O processo inclui cadastro, validação de dados e assinatura digital do pedido.

Após a confirmação, o valor é depositado na conta indicada em até dois dias úteis.

Para pessoas jurídicas, a solicitação deve ser feita exclusivamente pelo site do fundo.

Limite de garantia

O FGC cobre até R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) por instituição financeira. Há ainda um teto global de R$ 1 milhão por investidor a cada período de quatro anos.

O FGC cobre os seguintes recursos e investimentos:

  • Contas correntes e poupança;
  • CDB e RDB;
  • Letras financeiras dos seguintes tipos: LCI, LCA, LC, LH, LCD;
  • Depósitos a prazo;
  • Operações compromissadas com títulos elegíveis.
  • Em caso de liquidação, o FGC é o caminho para recuperar os valores dentro do limite.

Recursos e investimentos não cobertos pelo FGC:

  • CRI e CRA;
  • Debêntures;
  • Letras financeiras dos seguintes tipos: LF, LI, LIG, ; 
  • Títulos públicos, porque esses papéis são cobertos pelo Tesouro Nacional;
  • Títulos de capitalização;
  • Fundos de renda fixa: em caso de quebra, têm CNPJ separado da instituição e podem ir para outro gestor;
  • Depósitos no exterior;
  • Depósitos judiciais.

Liquidação

A liberação dos recursos foi possível após a consolidação das informações dos credores pelo liquidante nomeado pelo Banco Central. A quebra do Banco Pleno ocorreu no contexto das dificuldades enfrentadas por instituições ligadas ao conglomerado financeiro do Banco Master.

Pagamentos em andamento

O FGC também informou avanços no pagamento de garantias a clientes de outras instituições do mesmo grupo. Até agora, cerca de 689 mil credores já receberam valores relacionados a bancos como Master e Letsbank, o equivalente a 89% do total de beneficiários e R$ 39 bilhões pagos.

Próximas etapas

No caso do Will Bank, o fundo ainda aguarda a lista completa de credores para iniciar os pagamentos integrais. Já houve antecipações para valores menores, com mais de 1 milhão de pessoas atendidas.

O FGC segue orientando investidores a acompanhar os canais oficiais para verificar prazos e procedimentos de resgate.



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Acordo Mercosul-UE eleva exportações brasileiras em 21%

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O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia apresenta resultados positivos para as exportações brasileiras. De maio a setembro, nos primeiros cinco meses de aplicação provisória do tratado, as vendas de produtos beneficiados pela redução ou eliminação de tarifas de importação ao mercado europeu cresceram 21%, em comparação com o mesmo período de 2025.

Entre os produtos que registraram os maiores avanços estão abacates frescos, mel e óleo de milho, cujas exportações subiram 421%, 367% e 266%, respectivamente.

Os dados foram divulgados na quinta-feira (29) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 

A entrada em vigor das preferências tarifárias em 1º de maio deste ano ampliou a competitividade de produtos brasileiros no mercado europeu e abriu novas possibilidades para empresas nacionais.

Destaques

Além dos produtos agropecuários, diferentes segmentos da indústria brasileira também apresentaram crescimento nas vendas à União Europeia.

Confira os principais avanços registrados de maio a setembro de 2026, em relação aos mesmos meses de 2025:

  •     Abacates frescos: 421%;
  •     Mel: 367%;
  •     Óleo de milho: 266%;
  •     Ferrossilício-manganês: 173%;
  •     Alumínio em bruto: 107%;
  •     Óleos combustíveis: 102%;
  •     Etanol: 95,2%;
  •     Óleo essencial de laranja: 75,8%;
  •     Maçãs frescas: 29%.

Outro destaque foi o setor de equipamentos elétricos. As exportações brasileiras de transformadores elétricos, que não haviam registrado vendas no período equivalente de 2025, alcançaram US$ 39 milhões de maio a setembro deste ano.

Orientação

Para facilitar o aproveitamento das condições negociadas, o MDIC oferece materiais técnicos e orientações no Portal Siscomex.

O conteúdo reúne informações sobre as exigências necessárias para que os produtos brasileiros tenham acesso às preferências tarifárias previstas no tratado.

Entre os materiais disponíveis estão:

  •     Manual de regras de origem: explica os critérios que os produtos devem cumprir para receber os benefícios tarifários;
  •     Manual de desgravação tarifária: apresenta os cronogramas de redução e eliminação de tarifas;
  •     Manual de indicações geográficas: reúne informações sobre a proteção de produtos vinculados a determinadas regiões;
  •     Tabelas de preferências tarifárias: permitem consultar as condições negociadas para o comércio entre os dois blocos.

Negociação

As negociações entre Mercosul e União Europeia começaram em 1999 e se estenderam por mais de duas décadas. Os instrumentos do acordo foram assinados em janeiro deste ano, e a aplicação provisória das disposições comerciais teve início em 1º de maio.

O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação, além de estabelecer regras para facilitar e ampliar as relações comerciais entre os países participantes.

O acordo conecta mercados que reúnem aproximadamente 720 milhões de pessoas e têm Produto Interno Bruto (PIB) combinado superior a US$ 22 trilhões.

A União Europeia figura entre os principais parceiros comerciais do Brasil. Com a ampliação do acesso ao mercado europeu, a expectativa é diversificar os destinos das exportações brasileiras, fortalecer a competitividade das empresas nacionais e ampliar a participação do país no comércio internacional.



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