Economia
Dólar sobe para R$ 5,44 à espera de reunião do Copom
Economia
Num dia de feriado nos Estados Unidos, o dólar fechou em leve alta na expectativa da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). A bolsa valorizou-se pelo segundo dia consecutivo e recuperou os 120 mil pontos.
O dólar comercial fechou esta quarta-feira (19) vendido a R$ 5,442, com alta de apenas 0,15%. A cotação teve um dia volátil, chegando a R$ 5,48 por volta das 14h30, mas desacelerou nas horas finais de negociação, até se aproximar da estabilidade.
A moeda norte-americana está no maior valor desde 4 de janeiro do ano passado, quando tinha fechado em R$ 5,45. A divisa acumula alta de 3,68% em junho e de 12,14% em 2024.
O mercado de ações teve um dia mais de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 120.340 pontos, com alta de 0,59%. As ações de petroleiras, de mineradoras e de bancos puxaram a alta. Pela primeira vez em oito dias, o indicador fechou acima dos 120 mil pontos.
Pela manhã, o mercado financeiro continuou a repercutir as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista à rádio CBN, Lula criticou o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e disse que o órgão sofre ingerências políticas, enquanto deveria ser autônomo.
Nesta quarta-feira (19), o Copom decide se mantém a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 10,5% ao ano ou se faz um último corte de 0,25 ponto percentual. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do BC com instituições financeiras, os analistas de mercado apostam que a taxa continuará inalterada até o fim do ano.
A possibilidade de um placar dividido, com os diretores indicados pelo governo anterior votando pela manutenção da Selic e os indicados pelo governo atual votando por um corte de 0,25 ponto percentual, voltou a pressionar o dólar. No entanto, perto do fim das negociações, prevaleceram as apostas de uma votação por unanimidade pela manutenção da taxa.
*com informações da Reuters
Economia
IBGE disponibiliza a partir de amanhã mapas-múndi inéditos
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) irá liberar, a partir de amanhã (7), Dia da Independência do Brasil, no site de sua loja, o acesso aos mapas-múndi do Brasil lançados de 2024 a 2026. A versão mais recente foi aprovada globalmente, na última sexta-feira (4), na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

A reunião é a oportunidade para que chefes de Estado e governo dos Estados-membros debatam tópicos mundiais e proponham deliberações que, embora não tenham força de lei, são dotadas de relevante carga política. No caso dos mapas-múndi, a votação foi encerrada com 164 países favoráveis à mudança e utilização da projeção Equal Earth, que se aproxima dos mapas disseminados pelo IBGE.
O único voto contrário foi dos Estados Unidos. Seis abstenções foram registradas.
Embora somente agora a pauta tenha ganhado destaque na assembleia, a reivindicação por uma representação mais fidedigna à realidade, com proporções corretas, é antiga. A fundamentação da proposta aprovada é resultado de um esforço da União Africana (UA), algo coerente, já que o continente africano é, desde o século 16, diminuído nos mapas-múndi adotados, assim como é a América do Sul.
Como referência daquela época até a atualidade, é usado um feito pelo cartógrafo Gerardus Mercator, para navegação e que espelha a percepção dos colonizadores. Regiões como a América do Norte e a Groenlândia nele aparecem ampliadas, sem corresponder às dimensões que têm concretamente.
“A adoção da projeção Equal Earth pela ONU reforça a posição da Diretoria de Geociências do IBGE de acompanhar de forma contínua as inovações cartográficas e de adotar representações do mundo que dialoguem com demandas sociais por mais equilíbrio e justiça na forma de mapear o nosso planeta”, argumenta Maria do Carmo Bueno, Diretora de Geociências do IBGE.
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