CUIABÁ

Cuiabá discute parceria com a Empresa Brasileira de Correios para o fomento ao programa IMEX

O subgerente de Desenvolvimento de Mercado do Correios do Estado, Albert Sympson, afirmou que a expectativa em torno do IMEX são as melhores, buscando o fortalecimento da economia local.

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Economia

Evandro Almeida Cordeiro

O secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico (SMATED), Francisco Vuolo, reuniu-se, nesta semana, com representantes da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) para tratar de parcerias destinadas ao fomento do programa de Importação e Exportação (IMEX) Cuiabá. A iniciativa integra o programa  ‘Pra Frente Cuiabá’, que tem como  finalidade fortalecer as atividades econômicas do município, vislumbrando os mercados de importações e exportações.

A empresa pública federal atuará no fornecimento de consultorias, serviços de transporte e palestras para o público-alvo, corrigindo assim, os gargalos enfrentados pelos empreendedores de pequeno e médio porte, aliados a outros dois parceiros da iniciativa, o Arco Norte Terminais e o Porto Seco de Cuiabá.

“Será uma solução a mais que o IMEX irá apresentar aos empreendedores, para que possam ter novas oportunidades de comercialização dentro e fora do Estado, bem como em todo país. Já estamos nos preparativos finais para formalização do acordo”, disse Vuolo.

O subgerente de Desenvolvimento de Mercado do Correios do Estado, Albert Sympson, afirmou que a expectativa em torno do IMEX são as melhores, buscando o fortalecimento da economia local. “Esperamos atender os empreendedores de forma eficiente, complementando o programa com a logística internacional, Uma parceria muito positiva e esperamos, o quanto antes, que o nosso plano de trabalho seja executado com sucesso”, declarou.

Recentemente, o gestor participou de uma reunião, viabilizada pela Secretaria de Turismo (SMT), com a Câmara Texana de Comércio do Brasil, para traçar estratégias internacionais de fomento à economia local, por meio do impulsionamento da agricultura familiar, alavancando, consequentemente, os índices de geração de emprego e renda, com o apoio das tecnologias de ponta.

IMEX

O processo do IMEX é dividido em quatro etapas: a primeira de Diagnóstico, onde é realizada a verificação do perfil e potencial da empresa em participar do mercado exterior. A segunda, que é a Capacitação, que consiste na qualificação das empresas participantes sobre os processos de importação ou exportação. Terceira, Plano de Negócios, por meio da elaboração das etapas para importar ou exportar o produto desejado pela empresa e, por fim, o Acompanhamento, com objetivo de promover o monitoramento e o desenvolvimento das empresas nas operações de importação e exportação.

NATHANY GOMES/SECOM-MT

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Reforma tributária impulsiona doações de imóveis a herdeiros

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A Reforma Tributária promulgada em dezembro de 2023 provocou um aumento no número de doações de imóveis em todo o país. Segundo o Colégio Notarial do Brasil (CNB), em 2025, foram registradas 185.861 escrituras públicas – um crescimento de 59% em comparação aos 116.225 atos formalizados em 2020.

Para especialistas, a “corrida” aos cartórios e à plataforma digital do CNB, o e-notariado, reflete uma crescente busca das famílias para antecipar a transferência de patrimônio, antes da entrada em vigor das novas regras do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD).

O ITCMD é um imposto que os estados e o Distrito Federal cobram sobre a herança e a doação de bens ou direitos patrimoniais. Cada unidade federativa tem autonomia para definir seus próprios prazos e taxas.

Com a gradual entrada em vigor da Reforma Tributária, quanto maior for o valor do bem maior será o percentual das alíquotas do ITCMD, podendo chegar ao máximo de 8%.

A título de exemplo, no Distrito Federal, o governo distrital cobra uma alíquota progressiva de 4% a 6% para heranças e doações, independentemente do valor do patrimônio transmitido. Em São Paulo, há dois projetos de lei em discussão na Assembleia Legislativa: um que reduz a alíquota progressiva atualmente cobrada no estado, limitando-a ao máximo de 4%, e outro que institui o teto de 8%.

Além disso, conforme o texto da Emenda nº 132/2023, que institui a Reforma Tributária, a base de cálculo do imposto passará a ser o valor de mercado do imóvel ou bem, e não mais seu valor patrimonial – geralmente, mais baixo.

“A expectativa é que esse volume de doações continue crescendo e, portanto, também as lavraturas de escrituras”, declarou, em nota, o presidente do CNB, Eduardo Calais.

Ainda segundo a entidade, que representa os mais de 9 mil notários e tabeliães do Brasil, o registro de escrituras públicas de doações de imóveis começou a aumentar já em 2020, antes mesmo da Reforma Tributária ser promulgada, mas se intensificou nos últimos anos, até atingir, em 2025, o maior número da série histórica.

“Nos últimos meses, é nítido o aumento na procura de clientes que buscam antecipar sua sucessão patrimonial, seja por meio de doações diretas a descendentes, seja pela integralização de ativos em holdings familiares”, acrescentou, na mesma nota, Joanna Oliveira Rezende Barbosa, especialista em planejamento patrimonial.

Para os especialistas, há muitas famílias acompanhando a movimentação legislativa nos estados e no Distrito Federal para decidir se antecipam as doações em vida, e como fazê-las. Até porque, conforme já estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mudanças na cobrança do imposto precisam ser previamente aprovadas e regulamentadas pelo poder local.

Doações exigem cautela

Por outro lado, o advogado Matheus Bertolo Piconez alerta que agir impulsivamente pode gerar uma série de problemas, inclusive familiares.

Por exemplo: se os pais antecipam a doação para o(s) filho(s) do único imóvel que possuem, sem estabelecer seu direito de, enquanto vivos, continuarem morando ou se beneficiando da renda gerada pelo bem, passarão a depender da boa vontade do(s) herdeiro(s).

“A antecipação faz sentido quando vem acompanhada de planejamento completo, não como uma corrida de última hora”, acrescentou o advogado.

Piconez destaca a importância de o interessado também definir os termos gerais do acordo de transmissão do bem e verificar se dispõe dos recursos financeiros necessários para honrar despesas imediatas, já que a doação de um imóvel ou patrimônio não elimina a obrigação de pagar o ITCMD e outras despesas.

Presidente da seção do Colégio Notarial do Brasil no Distrito Federal, Geraldo Felipe de Souto destaca que, além de poderem registrar as escrituras remotamente, por meio da plataforma e-notariado, é possível realizar o planejamento sucessório sem abrir mão do pleno controle patrimonial. Uma das opções mais adotadas para isto é a chamada doação com reserva de usufruto.

“A Reforma Tributária trouxe urgência para conversas que muitas famílias ainda não tinham tido. Planejar a sucessão patrimonial deixou de ser algo para o futuro e passou a ser uma decisão do presente”, comentou Souto, garantindo que os cartórios de notas estão prontos para orientar cada família sobre as melhores alternativas para cada caso.



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