Economia

Contas do governo fecham com déficit de R$ 68,7 bi no semestre

Esse resultado vem da diferença entre o superávit de R$ 129,5 bilhões do Tesouro Nacional e do Banco Central contra o rombo de 198,2 bilhões na Previdência Social, de acordo com nota do Tesouro.

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Foto: Raphael Ribeiro/Banco Central

As contas do governo central – que envolve Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social –, ficaram no vermelho, no primeiro semestre, em R$ 68,7 bilhões. No mesmo período do ano passado, o déficit foi menor: R$ 43 bilhões. O Tesouro apresentou um balanço nesta sexta-feira (26).

Esse resultado vem da diferença entre o superávit de R$ 129,5 bilhões do Tesouro Nacional e do Banco Central contra o rombo de 198,2 bilhões na Previdência Social, de acordo com nota do Tesouro.

O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, disse acreditar que as contas podem se aproximar da meta de déficit zero durante o segundo semestre, mas é preciso trabalhar as despesas:

“quando você olha a perspectiva de 12 meses, o acumulado do ano, tem alguns fatores que geraram um resultado um pouco maior, mas a gente começa um processo de recuperação e considero crível, possível de fato, fica dentro do intervalo da banda primária desse exercício”. 

As receitas cresceram por causa do aumento de arrecadação dos impostos cobrados de empresas, da tributação de investimentos no exterior e do  bom desempenho do mercado de trabalho.

Segundo o Tesouro, a subida das despesas é explicada principalmente pela antecipação do pagamento do 13º salário da previdência social, que terminou em junho, além do aumento dos beneficiários do BPC e da valorização do salário-mínimo.

Somente no mês de junho, o prejuízo foi de R$ 38,8 bilhões. Melhor que o mesmo mês do ano passado, quando o resultado foi de R$ 45,1 bilhões negativos.

 

Fonte: Daniella Longuinho / Eliane Gonçalves – https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/economia/audio/2024-07/contas-do-governo-fecham-com-deficit-de-r-687-bi-no-semestre

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Conab estima safra de grãos de 360,8 milhões de toneladas em 2025/26

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A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 deve alcançar 360,8 milhões de toneladas, volume 2,4% superior ao colhido na temporada anterior. A estimativa consta do 11º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo a estatal, o crescimento corresponde a um acréscimo de 8,5 milhões de toneladas em relação ao ciclo 2024/25. O resultado é influenciado pela expansão de 2,1% na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares.

A produtividade média das lavouras está prevista em 4.322 quilos por hectare, desempenho próximo ao registrado na safra passada, segundo a Conab.

Soja e milho

A soja continua sendo o principal produto agrícola do país e deve atingir produção de 180,5 milhões de toneladas. A produção do milho deve chegar a 143 milhões de toneladas.

A Conab destaca que condições climáticas registradas desde junho afetaram negativamente o desenvolvimento das lavouras de milho cultivadas no Nordeste, especialmente no nordeste da Bahia, em Sergipe e parte de Alagoas.

Algodão, feijão e arroz

Entre as demais culturas, a produção de algodão em caroço está estimada em 5,8 milhões de toneladas, equivalentes a 4,1 milhões de toneladas de pluma.

A produção de feijão, considerando as três safras, deve ficar em 3 milhões de toneladas – volume 3,2% abaixo do obtido no ciclo anterior. Apesar da queda, a Conab avalia que a oferta é suficiente para garantir o abastecimento do mercado interno.

Para o arroz, a estimativa é de 11,1 milhões de toneladas. A redução da produção é atribuída à diminuição da área cultivada. Segundo a companhia, o plantio ocorreu em área 14% menor que a registrada no ciclo anterior. Ainda assim, a colheita prevista atende à demanda doméstica.

Trigo

Entre as culturas de inverno, o destaque é o trigo, que tem produção estimada em 5,8 milhões de toneladas.

A previsão representa queda de 26,2%, na comparação com a safra de 2025. De acordo com a Conab, a redução está relacionada à retração de 20,4% na área destinada ao cultivo do cereal.



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