“Obrigação X Satisfação”

Contas colocam em risco compras com 13º

Aquecimento do comércio no período do natal pode significar retomada da economia.

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Economia

Assim, como acontece com boa parte da população brasileira, muitos terão que escolher entre pagar as contas ou fazer as sonhadas compras, isso acontece praticamente todos os anos, mas neste período, após praticamente dois anos de pandemia, a situação se agravou, deixando milhares de pessoas desempregadas.

O mercado consumidor de qualquer forma será beneficiado, seja recebendo algum pagamento das contas atrasadas, ou até mesmo com as novas comprar, mas para quem tem que decidir se vai pagar ou comprar, fica uma “dúvida cruel”, já que a satisfação momentânea pode se transformar em “dor de cabeça” por longos meses, com acúmulos de dívidas, virando a verdadeira “bola de neve”.

Foto: Agência Brasil

O natal é uma das datas mais esperadas pelo comércio, é momento de presentear aos mais queridos, as lojas se enfeitam e enchem de produtos para todos os tipos de bolsos e gostos. Os jantares familiares e empresariais, propiciam para a tradicional brincadeira do “amigo oculto”, quando são feitas as trocas de presentes, motivando as pessoas comprarem nem que seja do mais simples objeto, lotando as lojas e aquecendo o mercado consumidor.

Foto: Gil Veloso/Funalfa

Seria praticamente como certo a movimentação comercial, se não fossem esses dois últimos anos de pandemia, quando milhares de pessoas perderam seus empregos, a norma de ficar em casa, como forma de biossegurança, fechou muitas empresas, o setor de serviço e turismo foram afetados drasticamente.

Com muitas dívidas, várias pessoas estão procurando uma forma de parcelamento, para voltar obter crédito, e com o que restou do dinheiro, fazer novas compras.

Para fomentar o desenvolvimento do comércio local, muitas empresas estão renegociando as dívidas, atendendo a demanda tanto dos empresários, quanto dos consumidores.

Para muitos especialistas, o comércio do natal deste ano, não vai conseguir suprir os prejuízos dos últimos meses, mas vai colaborar para o início da recuperação da economia, um verdadeiro natal para todos.

 

Foto: Várzea Grande Shoppings / Divulgação.

 

 

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Economia

Setor de serviços cresce 1,2% em abril, primeira alta em seis meses

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O setor de serviços, formado por atividades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza, internet e tecnologia da informação (TI), cresceu 1,2% na passagem de março para abril. O resultado marca a primeira alta em um intervalo de seis meses.

Em março, o desempenho recuou 1,1%. No acumulado de 12 meses, o setor apresenta expansão de 2,9%. Já na comparação com abril de 2025, houve crescimento de 1,9%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação entre meses imediatamente seguidos, a última alta foi em outubro de 2025, com expansão de 0,3%, quando alcançou o nível mais alto da série iniciada em janeiro de 2011.

Veja o comportamento do setor nos últimos seis meses:

  • Abril: +1,2%
  • Março: -1,1%
  • Fevereiro: 0%
  • Janeiro: 0%
  • Dezembro: -0,3%
  • Novembro: -0,1%

O resultado de abril é a maior variação positiva desde outubro de 2024, quando os serviços cresceram 1,3%.

O analista do IBGE Rodrigo Lobo detalha que os dados de abril colocam o setor no mesmo patamar do fechamento de 2025. Ele acrescenta que não é possível afirmar que o setor mudou a tendência de desempenho.

“O setor de serviços se mantém operando em patamar elevado, apenas 0,3% abaixo do topo da série, alcançado em outubro de 2025, mas sem uma trajetória muito bem definida, seja ascendente ou descendente.”

Atividades

Para calcular o desempenho do setor, os pesquisadores do IBGE coletam informações de 166 tipos de serviços, classificados em cinco grandes grupos de atividades. Os cinco ficaram no campo positivo na passagem de março para abril, com a maior influência positiva vindo de transportes, armazenagem e correios.

  • Serviços prestados às famílias: 1,4%
  • Informação e comunicação: 0,5%
  • Serviços profissionais e administrativos: 0,4%
  • Transportes, armazenagem e correio: 0,9%
  • Outros serviços: 2,2

Das atividades acima, a com maior peso é a de transportes, armazenagem e correio, que representa mais de um terço (36,4%) no setor de serviços brasileiro.

Preço de avião ajudou

“O resultado do setor de transportes é explicado, em grande medida, pelo avanço de 7% observado no segmento de transporte aéreo de passageiros. Esse avanço ocorre após dois resultados negativos seguidos, quando o segmento perdeu, de forma acumulada, 16,6%, entre fevereiro e março de 2026”, diz Lobo.

O gerente da pesquisa explica que o preço das passagens aéreas está por trás do bom desempenho do setor em abril.

“Em fevereiro e março houve avanço de 18,4% nos preços, enquanto em abril houve queda de 14,45% desse subitem do [índice de inflação] IPCA.”

Em abril de 2026, o volume de transporte de passageiros subiu 2,6% na comparação com o mês imediatamente anterior. Já o volume do transporte de cargas teve retração de 0,9%.

Índice de atividades turísticas

A Pesquisa Mensal de Serviços traz ainda o índice de atividades turísticas (Iatur), que subiu 4,1% em abril, na comparação com o mês anterior. No acumulado de 12 meses, o índice avança 2,7%.

Os resultados deixam as atividades de turismo 11,2% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 2,2% abaixo do maior nível já alcançado, em dezembro de 2024.

O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa e que são ligadas à atividade turística, como hotéis, agências de viagens, bufê e transporte aéreo de passageiros.

São divulgadas informações de 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.



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