EMPREGO SOLIDÁRIO
VG: Prefeitura terá dois pontos de seleção
Os interessados devem se apresentar munidos de documentos pessoais (RG, CPF, Carteira de Trabalho e Reservista)
Cidades
O impacto provocado pela pandemia da Covid-19 no mercado de trabalho, ainda contribui para a alta no desemprego, porém ações de incentivo a contratações de pessoas – a exemplo do programa ‘Emprego Solidário’ – têm ofertado vagas para profissionais de diversos segmentos, que estão tendo a oportunidade de ter o salário todos os meses, além de outros benefícios. Em parceria com empresas privadas, o programa municipal ‘Emprego Solidário’ tem por objetivo incluir de forma produtiva trabalhadores que residem em Várzea Grande, bem como dar oportunidade a imigrantes residentes no município.
Nesta quarta-feira (15), a Prefeitura Municipal de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Assistência Social realiza a seleção para a contratação de profissionais para o setor de repositor de loja, promotor de carnes, operador de caixas, auxiliar de prevenção e auxiliar de perecíveis. As vagas estão sendo oferecidas pelo Grupo Pereira Fort Atacadista e Supermercado Comper. Para essa seleção os profissionais interessados devem procurar o Centro de Assistência Social – CRAS – do bairro Santa Maria. Já na quinta-feira (16) a seleção, para as mesmas funções, será feita no Centro de Assistência Social – CRAS – do bairro Cristo Rei, a partir das 8h30.
A titular da pasta, Ana Cristina Vieira lembra que os interessados devem se apresentar munidos de documentos pessoais (RG, CPF e Carteira de Trabalho e Reservista). “É necessário que todos estejam com a documentação legível e em dia para que possa facilitar a inscrição do documento para a seleção. Em algumas situações é importante que o interessado tenha experiência no setor, porque esse é um dos requisitos que facilitam na hora da seleção”, orientou.
A secretária disse ainda que várias empresas têm procurado a secretaria de Assistência Social para firmar parceria, oferecendo as vagas existentes em suas empresas, haja visto que a nossa equipe está preparada para fazer o atendimento nos pontos de seleção. “Temos espaço físico que comporta um número grande de pessoas e toda a estrutura necessária para a seleção dos profissionais. Nossa equipe está desempenhando um bom trabalho e essa dinâmica realizada nos Cras tem sido fundamental para o sucesso alcançado pelo programa Emprego Solidário”.
Já a coordenadora do programa de Atenção Básica, Bernadete Miranda disse que várias empresas estão procurando a secretaria para oferecer as vagas existentes, empresas que já são parceiras e empresas que pretendem fazer a parceria. “Nos próximos dias estaremos nos reunindo com a direção de futuras empresas parceiras e assim que tivermos uma resposta positiva estaremos abrindo novas oportunidades de emprego”, comemorou.
O projeto ‘Emprego Solidário’ é fruto das parcerias firmadas com o Sistema S, Câmara de Dirigentes Lojistas de Várzea Grande (CDL/VG), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio/MT) e empresas privadas.
Cidades
Trocado na véspera, Maluf rompe silêncio e diz que Wellington “descartou” compromisso firmado
O empresário Marcelo Maluf (Novo) decidiu se manifestar nesta sexta-feira (7) após ser retirado da chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Em nota enviada à imprensa, ele criticou duramente a condução da mudança e afirmou que sua indicação para a vice havia sido formalizada após uma construção política que envolveu os partidos aliados.
Maluf afirmou que foi comunicado pelo próprio Wellington de que outro nome seria escolhido para a vaga. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (6), quando o PL definiu o médico Alencar Farina como novo candidato a vice-governador.
Para o empresário, a alteração não representa apenas uma mudança na composição eleitoral, mas uma quebra de compromisso.
“Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.”
Segundo Maluf, sua participação na chapa não nasceu de uma negociação informal. Ele afirmou que aceitou o convite depois de uma decisão política que, inclusive, foi levada à convenção partidária.
“Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.”
A partir da definição, afirmou o empresário, pessoas foram mobilizadas e uma estrutura de campanha começou a ser organizada.
“Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.”
A manifestação ocorre apenas dois dias depois de Maluf confirmar publicamente sua indicação para a vice. Durante a convenção do Novo, na quarta-feira (5), ele chegou a descartar a possibilidade de uma nova mudança.
“Martelo batido, prego batido e ponta virada”, disse na ocasião.
Na mesma oportunidade, Maluf confirmou a aliança entre Novo, PL e MDB e afirmou que as siglas haviam chegado a um consenso para caminhar juntas nas eleições.
A escolha de Farina representa uma mudança de última hora na chapa de Wellington, depois de semanas de negociações envolvendo a vaga de vice. Antes de ser indicado, Maluf havia desistido de uma pré-candidatura própria ao Governo pelo Novo para contribuir com a composição liderada pelo senador.
Na nota desta sexta-feira, Maluf ampliou as críticas e afirmou que quem pretende comandar o Estado precisa demonstrar capacidade de cumprir compromissos políticos.
“Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado.”
O empresário também afirmou que não pretende naturalizar o episódio como parte da disputa eleitoral.
“Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.”
Ao concluir, Maluf disse que deixa a situação com a consciência tranquila e atribuiu a responsabilidade pela decisão aos responsáveis pela mudança.
“Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.”
Nota na íntegra:
Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios – o que só contribui para apodrecer a boa política.
Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.
A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.
Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.
Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.
Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.
O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.
Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.
Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.
Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.
Marcelo Maluf
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