EMPREGO E RENDA

MT: mais de 2,6 mil vagas de emprego estão disponíveis

Os interessados podem comparecer aos postos de atendimento, portando documentos pessoais e comprovante de residência

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Cidades

Foto Josi Dias

O Sistema Nacional de Emprego (Sine), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), divulga nessa semana 2.606 vagas de emprego disponíveis. As oportunidades estão espalhadas em diversas áreas nos 31 postos do Sine instalados em 28 municípios no Estado de Mato Grosso.

Em Cuiabá e Várzea Grande para o público em geral, são 311 oportunidades de emprego para as áreas de: ajudante de obras, gerente de vendas, supervisor de comercial, panfleteiro, motorista de ônibus urbano, cozinheiro de restaurante, motorista de caminhão-pipa e leiturista (realiza a leitura e medição do consumo de água, gás e energia elétrica).

Somente para auxiliar de linha de produção e atendente de lanchonete estão disponíveis 63 e 40 vagas, respectivamente. Já para as Pessoas com Deficiência (PCDs) estão disponíveis 23 vagas para mensageiro, operador de caixa, armador de estrutura de concreto, porteiro, recepcionista atendente, ajudante de carga e descarga, entre outros.

No município de Sinop (a 477 km da capital) são 304 oportunidades disponíveis nas áreas de fiscal de prevenção de perdas, lavador de carros, desenhista industrial gráfico (designer gráfico), caixa (supermercado), barbeiro, agente de saneamento e mecânico de suspensão. Vale destacar que estão disponíveis 41 vagas para carpinteiros.

Em Primavera do Leste (a 235 km da capital) estão disponibilizadas 259 vagas, dentre elas: estoquista, enfermeiro, mecânico de máquina agrícola, garçom, supervisor de vendas no varejo, pizzaiolo, instalador fotovoltaico e auxiliar de cozinha.

Para o município de Rondonópolis (a 216 km da capital) são 256 oportunidades nas áreas de torneiro mecânico, encanador, instalador de película solar (insulfilm) caldeireiro da manutenção, açougueiro, montador de vidros e faturista. Destacam-se as vagas para operador de empilhadeira com 34 vagas e motorista carreteiro, com 20.

Já em Lucas do Rio Verde (a 334 km da capital) foram disponibilizadas 182 vagas, como: assistente administrativo, instalador de som e acessórios automotivos, jardineiro, camareiro de hotel, técnica de segurança do trabalho e vendedor porta a porta. Somente para operador de processo de produção e magarefe (açougueiro) são 80 e 35 vagas, respectivamente.

Outros municípios como Alta Floresta, Sorriso, Pontes e Lacerda e Barra do Garças somam 539 oportunidades nesta semana.

Atendimento

Além do trabalho de intermediação de mão-de-obra, o Sine realiza serviço de habilitação do seguro desemprego, orientação para emissão de carteira de trabalho e previdência social. É preciso verificar na unidade a disponibilidade das vagas, que são ofertadas diariamente.

Os interessados podem comparecer aos postos de atendimento, portando documentos pessoais e comprovante de residência, facilitando os trâmites do atendimento. Procure os postos mais próximos de sua residência.

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Trocado na véspera, Maluf rompe silêncio e diz que Wellington “descartou” compromisso firmado

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O empresário Marcelo Maluf (Novo) decidiu se manifestar nesta sexta-feira (7) após ser retirado da chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Em nota enviada à imprensa, ele criticou duramente a condução da mudança e afirmou que sua indicação para a vice havia sido formalizada após uma construção política que envolveu os partidos aliados.

Maluf afirmou que foi comunicado pelo próprio Wellington de que outro nome seria escolhido para a vaga. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (6), quando o PL definiu o médico Alencar Farina como novo candidato a vice-governador.

Para o empresário, a alteração não representa apenas uma mudança na composição eleitoral, mas uma quebra de compromisso.

“Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.”

Segundo Maluf, sua participação na chapa não nasceu de uma negociação informal. Ele afirmou que aceitou o convite depois de uma decisão política que, inclusive, foi levada à convenção partidária.

“Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.”

A partir da definição, afirmou o empresário, pessoas foram mobilizadas e uma estrutura de campanha começou a ser organizada.

“Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.”

A manifestação ocorre apenas dois dias depois de Maluf confirmar publicamente sua indicação para a vice. Durante a convenção do Novo, na quarta-feira (5), ele chegou a descartar a possibilidade de uma nova mudança.

“Martelo batido, prego batido e ponta virada”, disse na ocasião.

Na mesma oportunidade, Maluf confirmou a aliança entre Novo, PL e MDB e afirmou que as siglas haviam chegado a um consenso para caminhar juntas nas eleições.

A escolha de Farina representa uma mudança de última hora na chapa de Wellington, depois de semanas de negociações envolvendo a vaga de vice. Antes de ser indicado, Maluf havia desistido de uma pré-candidatura própria ao Governo pelo Novo para contribuir com a composição liderada pelo senador.

Na nota desta sexta-feira, Maluf ampliou as críticas e afirmou que quem pretende comandar o Estado precisa demonstrar capacidade de cumprir compromissos políticos.

“Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado.”

O empresário também afirmou que não pretende naturalizar o episódio como parte da disputa eleitoral.

“Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.”

Ao concluir, Maluf disse que deixa a situação com a consciência tranquila e atribuiu a responsabilidade pela decisão aos responsáveis pela mudança.

“Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.”

Nota na íntegra:

Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios – o que só contribui para apodrecer a boa política.

Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.

A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.

Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.

Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.

Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.

O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.

Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.

Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.

Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.

Marcelo Maluf



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