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Mais de 200 profissionais do transporte coletivo recebem treinamento contra assédio sexual

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Motoristas, monitores, promotores e fiscais que atuam diariamente na linha de frente do transporte coletivo de Cuiabá, Várzea Grande e do intermunicipal participaram de um treinamento voltado à prevenção e ao combate ao assédio sexual no transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande. O objetivo principal do evento, realizado na terça-feira (31), foi conscientizar e capacitar profissionais do setor para lidar com situações de risco, promovendo um ambiente mais seguro e respeitoso para os passageiros. O evento contou com o apoio da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, da Secretaria Municipal da Mulher e do Núcleo da Primeira-dama, e aconteceu no auditório do Sest Senat Cuiabá, com a presença de mais de 200 participantes. Cerca de 230 mil pessoas são atendidas diariamente nessa modalidade de transporte, em 130 linhas, o que reforça a necessidade de profissionais cada vez mais capacitados para o atendimento.

Promovido pela Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (AMTU), o evento contou com o apoio da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, da Secretaria Municipal da Mulher e do Núcleo da Primeira-dama. O encontro aconteceu no auditório do Sest Senat Cuiabá, com a presença de mais de 200 participantes.

Na abertura, foi exibido o vídeo da campanha “Brasil é Coletivo”, que destaca a importância do transporte público para a mobilidade urbana, inclusão social e qualidade de vida. Em seguida, ocorreu a abertura oficial, reforçando o papel do transporte coletivo como um espaço de convivência que deve garantir segurança, dignidade e respeito a todos os usuários. Diversas autoridades e representantes de instituições ligadas ao transporte e à gestão pública estiveram presentes e ressaltaram a importância da iniciativa e do trabalho conjunto para melhorar a segurança no sistema.

Palestras também foram ministradas por especialistas convidados, que abordaram várias temáticas dentro da proposta, como, por exemplo, como identificar e agir em casos de assédio e importunação sexual, além de tratar da conscientização sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes.

“Hoje damos um passo importante para fortalecer a segurança e o respeito dentro do nosso transporte coletivo. O conhecimento conscientiza e reforça nosso compromisso com a dignidade dos passageiros e com a construção de uma mobilidade urbana mais inclusiva, consciente e acolhedora para todos. Ter essa sensibilidade de trazer essa discussão em um momento tão importante como este tem que ser destacado, porque é muito especial e tão delicado para nós”, frisou a secretária municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, coronel Francyanne Lacerda.

A secretária municipal da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, também acompanhou a programação e ressaltou: “O transporte público não é só um meio de ir e vir, é um espaço onde a vida acontece, onde pessoas se encontram, trabalham, estudam e seguem seus caminhos. Por isso, ele precisa ser, acima de tudo, um ambiente seguro, acolhedor e humano. Essa iniciativa mostra que estamos comprometidos com a dignidade de cada passageiro e com a construção de uma mobilidade urbana mais consciente, inclusiva e respeitosa para todos. O respeito pelo outro está em todo lugar”.

Hadassah pontuou que, às vezes, pode parecer difícil agir, mas não estão sozinhos e não devem se abster. “Os senhores precisam entender que essa cultura que, infelizmente, existe no Brasil (de assédio e desrespeito) precisa ser extinta, e todos são convocados para essa conscientização. Parabéns pelo evento”, disse.

Segundo o diretor da Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (AMTU), Luiz Claudio Soares, apesar do baixo registro de ocorrências de importunação sexual no transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande, a entidade tem atuado de forma contínua na prevenção, com capacitação dos profissionais para lidar com essas situações, campanhas educativas, cartilhas informativas, adesivos dentro dos ônibus com QR Code para orientação e denúncia, além do cumprimento da Lei da Parada Segura.

“Ações como a ocorrida nesta data fazem parte de um esforço contínuo para aprimorar o transporte público, por meio de campanhas educativas, capacitações e políticas de proteção aos usuários em parceria com o poder público. Trata-se de uma responsabilidade que é de todos nós”, frisou o diretor.

Também estiveram presentes o diretor da unidade Sest Senat Cuiabá, Ricardo Azevedo; o representante da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (AGER-MT), Neimar Dantas; o secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana de Várzea Grande, Gerson Scarton; e as secretárias da Mulher e da Semob.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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Estudantes de Várzea Grande recebem orientações para identificar e denunciar violência

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Palestra abordou agressões físicas e psicológicas, abuso sexual, bullying e cyberbullying, além dos canais de atendimento e proteção a crianças e adolescentes

Saber reconhecer uma situação de violência e identificar onde buscar ajuda foi o foco de uma palestra realizada com estudantes da Escola Estadual Cívico Militar Ernandy Baracat de Arruda, no bairro Nova Fronteira, em Várzea Grande. A atividade abordou diferentes formas de agressão contra crianças e adolescentes, incluindo violência física, psicológica e sexual, negligência, bullying e cyberbullying.

As orientações são da Secretaria Municipal de Assistência Social que realizou a palestra durante as ações preparatórias para a 13ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, dentro do eixo temático voltado à prevenção e ao enfrentamento das violências.

Os estudantes receberam orientações sobre como reconhecer situações de risco, identificar sinais de violência e compreender que as agressões não acontecem apenas por meio de contato físico, mas também por ameaças, humilhações, intimidações e exposição indevida no ambiente digital.

A gerente do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Santa Maria, Mara Thaís, explica que a realização da atividade foi resultado de uma articulação entre diferentes setores da rede de proteção, com o objetivo de levar informações diretamente ao ambiente escolar.

“Essa é uma temática muito importante, porque muitas vezes acontecem situações de violência dentro da própria escola e os alunos não sabem a quem recorrer ou com quem conversar. Por isso, articulamos com a rede, envolvendo a escola, a saúde e os serviços da Assistência Social, para levar essa orientação até os estudantes. Queremos que eles saibam onde buscar ajuda e conheçam os profissionais que podem acolhê-los”, destaca a gerente.

O psicólogo Ted Arruda, da equipe psicossocial da Escola Estadual Cívico Militar Ernandy Baracat de Arruda, também ressalta a importância da parceria com a Assistência Social para ampliar o conhecimento dos estudantes sobre seus direitos e os mecanismos de proteção.

“Ficamos muito felizes em receber essa atividade na escola. Trazer o tema das violências, apresentar formas de identificar e reconhecer essas situações e mostrar os lugares onde os alunos podem buscar ajuda é muito valioso. Também é importante mostrar que a rede de proteção existe, funciona e que os alunos podem confiar no poder público para garantir a segurança de todos”, afirma o psicólogo.

Além das orientações, a atividade contou com a participação dos estudantes em uma dinâmica interativa, na qual foram apresentadas situações do cotidiano para que os adolescentes identificassem os diferentes níveis de atenção e proteção necessários. As situações foram classificadas pelas cores verde, amarelo e vermelho, representando atitudes de respeito, situações que exigem atenção e circunstâncias que demandam proteção.

O estudante Cauã Raimundo, de 17 anos, avaliou positivamente a iniciativa e destacou que conheceu novas possibilidades de buscar ajuda.

“Achei a palestra muito necessária, importante e muito legal. O que mais me chamou a atenção foram os canais de busca, porque existem diversas situações pelas quais podemos passar e, às vezes, nem sabemos onde procurar ajuda ou até mesmo não conseguimos reconhecer que estamos vivendo uma situação de violência”, relata o estudante.

A palestra também reforçou a importância de crianças e adolescentes saberem onde buscar ajuda diante de situações de violência. O Conselho Tutelar, o CREAS e os serviços de saúde fazem parte da rede de proteção. Também é possível registrar denúncias pelo Disque 100, que funciona 24 horas, enquanto situações de perigo imediato devem ser comunicadas à Polícia Militar, pelo número 190.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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