Parceria com a prefeitura

IBGE abre concurso com 128 vaga para recenseador em VG

As vagas são para nível fundamental completo e as inscrições podem ser feitas até a próxima quarta-feira (15) no Portal do IBGE

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Foto: Prefeitura de VG

Uma parceria entre a Prefeitura de Várzea Grande e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está oportunizando 128 vagas para recenseadores que irão trabalhar exclusivamente no município, na coleta de dados para o Censo 2022.

As vagas são para nível fundamental completo e as inscrições podem ser feitas até a próxima quarta-feira (15) no Portal do IBGE. A oportunidade de emprego temporário é para o processo seletivo simplificado complementar (PSS).

“O Censo é realizado a cada 10 anos e estava previsto para 2020, mas foi adiado nos últimos 2 anos por causa da pandemia da COVID-19 e de problemas orçamentários. O Supremo Tribunal Federal – STF determinou, contudo, que o governo federal realizasse o Censo em 2022 e para isso precisamos da cooperação das prefeituras para ajudar na divulgação, na disponibilidade de locais para realizarmos os treinamentos e outras ações que são fundamentais para todo o processo”, explica o chefe substituto do IBGE em Mato Grosso, Marcio Cavichiolli completando que o apoio do poder público municipal é fundamental para a realização do Censo, principalmente, no trabalho de conscientização da população local para que receba em sua residência um pesquisador do IBGE.

O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, lembra que em março deste ano esteve reunido com a equipe do IBGE e defende que é através do censo demográfico que o município vai corrigir distorções na partilha dos recursos federais e estaduais arrecadados pelos Governos Federal e Estadual. “Além de gerar emprego e renda, mesmo que temporariamente aos várzea-grandense, os recenseadores darão mais transparência à realidade de Várzea Grande que é a segunda maior de Mato Grosso e a 97ª mais populosa do Brasil e não recebe os repasses de transferência como deveria justamente por não ter um número consolidado de sua população”, disse.

Kalil Baracat ainda pontuou: “A partilha dos impostos arrecadados pelos Governos Federal e Estadual e que pertencem aos municípios levam em consideração a população como quesito primordial, logo se temos uma divergência entre os residentes em nossa cidade, passamos a receber menos recursos do que o correto, por isso o Censo é tão essencial para Várzea Grande e para as demais cidades brasileiras, pois só se faz justiça social contabilizando todos aqueles residentes e que devem ter acesso a educação, a saúde, ao social, a segurança e as obras que garantem qualidade de vida para todos”, frisou o prefeito de Várzea Grande.

Para o prefeito de Várzea Grande uma das melhores formas para promover o desenvolvimento da cidade é através da geração de emprego e renda, tornando o maior número de pessoas economicamente ativos para que o desenvolvimento seja uma realidade.

“Recentemente estivemos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, em busca de conhecimento, know-how para que ainda neste ano de 2022 possamos colocar em funcionamento o Parque Tecnológico visando propagar a inovação e o empreendedorismo, sendo atrativo para novas indústrias e a capacitação de mão de obra especializada” asseverou Kalil Baracat.

A SELEÇÃO – Em Mato Grosso foram disponibilizadas 1.691 vagas para recenseadores, sendo 128 para Várzea Grande e, em todo o país 48.535 vagas. Após inscrição gratuita pelo endereço eletrônico https://www.ibge.gov.br, a seleção será feita por análise curricular.

“Os candidatos devem preencher o formulário com os dados relativos à formação e essa análise de títulos será classificatória. Quando forem convocados, eles precisam comprovar a titulação”, explica o coordenador de Recursos Humanos, Bruno Malheiros.

De acordo com o edital, é recomendado que o recenseador tenha uma jornada de trabalho mínima de 25 horas semanais. O profissional também passará por um treinamento obrigatório antes do início da coleta do Censo. A divulgação do resultado está prevista para o dia 30 de junho.

O recenseador tem como principal função entrevistar os moradores durante a coleta. Como a remuneração é por produção, ela pode variar de acordo com o tempo dedicado ao trabalho e o grau de dificuldade na abordagem aos domicílios. É possível calcular uma estimativa do valor a ser recebido também no Portal do IBGE. A previsão de duração de contrato do recenseador é de até três meses.

As contratações serão efetuadas nos termos da Lei 8.745, que permite a admissão de pessoal por tempo determinado a fim de atender a necessidade temporária de excepcional interesse público.

O Censo Demográfico 2022 inicia em 1º de agosto, mas de 06 a 15 de junho está sendo realizado em Várzea Grande, no Anexo I da Secretaria de Educação Cultura Esportes e Lazer, o treinamento para 25 alunos, entre Agentes Censitários Municipais (ACMs) e Agentes Censitários Supervisores (ACSs).

De acordo com o coordenador Censitário de Subárea, Jairo Souza da Silva, esta é a quinta etapa de treinamento do Censo 2022 e “esses agentes censitários foram contratados pelo IBGE na última semana e serão os instrutores, entre 18 e 25 de julho, dos recenseadores que trabalharão em Várzea Grande.

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Trocado na véspera, Maluf rompe silêncio e diz que Wellington “descartou” compromisso firmado

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O empresário Marcelo Maluf (Novo) decidiu se manifestar nesta sexta-feira (7) após ser retirado da chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Em nota enviada à imprensa, ele criticou duramente a condução da mudança e afirmou que sua indicação para a vice havia sido formalizada após uma construção política que envolveu os partidos aliados.

Maluf afirmou que foi comunicado pelo próprio Wellington de que outro nome seria escolhido para a vaga. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (6), quando o PL definiu o médico Alencar Farina como novo candidato a vice-governador.

Para o empresário, a alteração não representa apenas uma mudança na composição eleitoral, mas uma quebra de compromisso.

“Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.”

Segundo Maluf, sua participação na chapa não nasceu de uma negociação informal. Ele afirmou que aceitou o convite depois de uma decisão política que, inclusive, foi levada à convenção partidária.

“Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.”

A partir da definição, afirmou o empresário, pessoas foram mobilizadas e uma estrutura de campanha começou a ser organizada.

“Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.”

A manifestação ocorre apenas dois dias depois de Maluf confirmar publicamente sua indicação para a vice. Durante a convenção do Novo, na quarta-feira (5), ele chegou a descartar a possibilidade de uma nova mudança.

“Martelo batido, prego batido e ponta virada”, disse na ocasião.

Na mesma oportunidade, Maluf confirmou a aliança entre Novo, PL e MDB e afirmou que as siglas haviam chegado a um consenso para caminhar juntas nas eleições.

A escolha de Farina representa uma mudança de última hora na chapa de Wellington, depois de semanas de negociações envolvendo a vaga de vice. Antes de ser indicado, Maluf havia desistido de uma pré-candidatura própria ao Governo pelo Novo para contribuir com a composição liderada pelo senador.

Na nota desta sexta-feira, Maluf ampliou as críticas e afirmou que quem pretende comandar o Estado precisa demonstrar capacidade de cumprir compromissos políticos.

“Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado.”

O empresário também afirmou que não pretende naturalizar o episódio como parte da disputa eleitoral.

“Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.”

Ao concluir, Maluf disse que deixa a situação com a consciência tranquila e atribuiu a responsabilidade pela decisão aos responsáveis pela mudança.

“Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.”

Nota na íntegra:

Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios – o que só contribui para apodrecer a boa política.

Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.

A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.

Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.

Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.

Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.

O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.

Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.

Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.

Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.

Marcelo Maluf



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