salários até R$ 30 mil
Brasil tem mais de 20 mil vagas para 181 concursos públicos
São 25.599 vagas para todos os níveis de escolaridade, com salários que chegam a R$ 30.404,42
Cidades
Há 181 concursos públicos com inscrições abertas no Brasil nesta segunda-feira (8). São 25.599 vagas para todos os níveis de escolaridade, com salários que chegam a R$ 30.404,42. As oportunidades abrangem preenchimento imediato e formação de cadastro reserva.
O concurso com mais oportunidades é o da Secretaria de Educação do DF. São 4.254 vagas, sendo 812 imediatas e 3.442 para formação de cadastro reserva, em cargos das carreiras do magistério público e da assistência à educação.Os cargos envolvidos são voltados para pessoas de nível superior em diversas áreas. A jornada de trabalho é de 40h semanais. A remuneração será de R$ 4.228,56, para professores e pedagogos, e de R$ 3.261,59, para gestores em políticas públicas e gestão educacional.As provas objetiva e discursiva, ambas integrantes da primeira etapa do concurso, estão previstas para serem aplicadas em 9 de outubro de 2022, nos turnos da manhã e da tarde, conforme a ocupação. A inscrição é realizada no site oficial do Instituto Quadrix até 31 de agosto.
Banco de Brasília
O certame do Banco de Brasília (BRB) oferece 50 vagas para o cargo de escriturário de nível médio — a porta de entrada na carreira bancária —, mais 150 de cadastro reserva. O Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades) é a banca responsável pela realização do concurso.
As inscrições podem ser feitas pelo site, a partir das 8h de 17 de agosto. O prazo estende-se até 3 de outubro, com taxa de participação fixada em R$ 66,50. O cargo de escriturário tem salário de R$ 3.764,66, e a jornada de trabalho é de 30h semanais. Há previsão de que as provas sejam aplicadas em novembro.
A aplicação das provas objetiva e discursiva está prevista para 6 de novembro. O certame é válido por dois anos, contados da homologação e prorrogáveis por igual período.
Universidade do Distrito Federal
A Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) abriu 350 vagas imediatas e 1.050 oportunidades para cadastro reserva nos cargos de professor de educação superior e de tutor de educação superior.
As oportunidades estão distribuídas para mais de 240 áreas de formação diferentes, entre letras, matemática, serviço social, linguística, informática, administração, arquitetura, engenharia, enfermagem, nutrição, automação, química, análise de dados, estatística e muitas outras.
A remuneração inicial desses profissionais é de R$ 2,2 mil a R$ 5,2 mil, além da gratificação de magistério superior, que é de 30% sobre o valor do salário.
O cargo de professor de educação superior, cuja oferta é de 250 vagas de provimento imediato e 750 de cadastro reserva, tem jornada de 20h ou de 40h semanais. De mesma faixa de carga horária, o cargo de tutor de educação superior disponibiliza 100 vagas efetivas e 300 cadastros.
Os interessados precisam pagar taxa única de R$ 188,90, logo após concluírem o cadastro no site oficial do Iades. As inscrições vão até 28 de agosto.
Cidades
Trocado na véspera, Maluf rompe silêncio e diz que Wellington “descartou” compromisso firmado
O empresário Marcelo Maluf (Novo) decidiu se manifestar nesta sexta-feira (7) após ser retirado da chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Em nota enviada à imprensa, ele criticou duramente a condução da mudança e afirmou que sua indicação para a vice havia sido formalizada após uma construção política que envolveu os partidos aliados.
Maluf afirmou que foi comunicado pelo próprio Wellington de que outro nome seria escolhido para a vaga. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (6), quando o PL definiu o médico Alencar Farina como novo candidato a vice-governador.
Para o empresário, a alteração não representa apenas uma mudança na composição eleitoral, mas uma quebra de compromisso.
“Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.”
Segundo Maluf, sua participação na chapa não nasceu de uma negociação informal. Ele afirmou que aceitou o convite depois de uma decisão política que, inclusive, foi levada à convenção partidária.
“Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.”
A partir da definição, afirmou o empresário, pessoas foram mobilizadas e uma estrutura de campanha começou a ser organizada.
“Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.”
A manifestação ocorre apenas dois dias depois de Maluf confirmar publicamente sua indicação para a vice. Durante a convenção do Novo, na quarta-feira (5), ele chegou a descartar a possibilidade de uma nova mudança.
“Martelo batido, prego batido e ponta virada”, disse na ocasião.
Na mesma oportunidade, Maluf confirmou a aliança entre Novo, PL e MDB e afirmou que as siglas haviam chegado a um consenso para caminhar juntas nas eleições.
A escolha de Farina representa uma mudança de última hora na chapa de Wellington, depois de semanas de negociações envolvendo a vaga de vice. Antes de ser indicado, Maluf havia desistido de uma pré-candidatura própria ao Governo pelo Novo para contribuir com a composição liderada pelo senador.
Na nota desta sexta-feira, Maluf ampliou as críticas e afirmou que quem pretende comandar o Estado precisa demonstrar capacidade de cumprir compromissos políticos.
“Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado.”
O empresário também afirmou que não pretende naturalizar o episódio como parte da disputa eleitoral.
“Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.”
Ao concluir, Maluf disse que deixa a situação com a consciência tranquila e atribuiu a responsabilidade pela decisão aos responsáveis pela mudança.
“Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.”
Nota na íntegra:
Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios – o que só contribui para apodrecer a boa política.
Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.
A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.
Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.
Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.
Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.
O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.
Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.
Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.
Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.
Marcelo Maluf
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