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Balanço do governo entre demissões e admissões indica alta do desemprego

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Da Redação

A equipe econômica do governo já nota os efeitos da pandemia do coronavírus no mercado de trabalho formal. Há aumento do desemprego já a partir de abril. Com a desaceleração da economia, as contratações com carteira assinada diminuíram, o que traz queda no ritmo de recolocações e aumenta a desocupação dos brasileiros. Segundo fontes do Ministério da Economia, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) deve voltar a ser divulgado, depois de quase cinco meses, até o fim desta semana. As informações não são animadoras. O ritmo de demissões aumentou e as admissões arrefeceram. Na lógica de um mercado de trabalho dinâmico, no qual desligamentos e contratações acontecem aos milhares diariamente, é exatamente este movimento que anuncia um ciclo de alta do desemprego.

A volta da publicação do Caged também acenda uma luz que foi apagada desde o fim do ano passado. Tradicionalmente divulgado todos os meses, o indicador havia sumido das publicações do governo desde dezembro. E, no fim do ano passado, o último dado disponível do Caged, o Brasil tinha um estoque de 39 milhões empregos com carteira assinada. Este volume, o maior da série histórica, foi resultado de uma estabilidade da curva de demissões durante todo 2019 e da aceleração da de admissões. Enquanto que a média de desligamentos permaneceu próxima de cerca de 1,3 milhão de pessoas por mês, a de contratações oscilou mais, mas chegou a alcançar 1,5 milhão de novos empregos com carteira por mês. Isso mudou em 2020 após o início da crise, causada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A queda nas contratações em 2020, resulta em fechamento de postos de trabalho e, consequentemente, no aumento da fila do desemprego. A tendência é que a prevista depressão econômica — estimada em um tombo de 5,9% do PIB de acordo com o Boletim Focus desta segunda-feira, 25 — deteriore ainda mais o mercado de trabalho formal. A preocupação maior está no fato de que é uma característica do emprego no Brasil ser um dos últimos fatores a serem afetados por crises econômicas. A explicação está na burocracia e custo para demitir — muito mais alto do que em outros países. O problema é que a dificuldade para demitir se transforma na postergação da decisão de contratar quando a economia retoma, deixando mais lento o processo de geração de empregos.

Mesmo sem os dados oficiais do desemprego — que não são divulgados desde janeiro pela área econômica — o Ministério tem medido as demissões pelos pedidos de seguro-desemprego. Segundo o último balanço de pedidos de seguro-desemprego, houve um aumento de 9,6% nas solicitações entre janeiro e a primeira quinzena de maio, entre o mesmo período do ano passado. Isso significa cerca de 250 mil pedidos a mais de seguro-desemprego. Na avaliação da equipe econômica, apesar de o salto no número de pedidos não ser tão grande — como acontece em outros países, como os Estados Unidos — será o volume de admissões que definirá o ritmo de aumento do desemprego. Será exatamente isto o que o Caged mostrará nos próximos dias.

Na avaliação da equipe econômica, a trajetória só não será pior porque as medidas engendradas para combater a perda de postos formais têm se mostrado eficazes. O programa de redução de jornada ou suspensão de contratos, chamado de Bem, já foi pactuado para 8,1 milhões de trabalhadores até esta segunda-feira, 25. Esses funcionários da iniciativa privada, além de manterem os postos de trabalho durante a vigência das medidas — que variam de dois a três meses —, conquistam estabilidade e impedem que a curva mostra uma ascensão rápida do desemprego.

 

 

 

 

Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/balanco-do-governo-entre-demissoes-e-admissoes-indica-alta-do-desemprego/

Foto: MARCELLO CASAL JR

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Prefeitura libera creches integrais e suspende aulas da tarde na rede municipal durante jogo do Brasil

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A Prefeitura de Cuiabá definiu como será o funcionamento da rede municipal de ensino na próxima segunda-feira. O prefeito Abilio Brunini explicou que as creches de período integral não terão atendimento durante todo o dia, enquanto as escolas municipais funcionarão apenas no período da manhã, com suspensão das aulas vespertinas para que famílias e servidores possam acompanhar a partida entre Brasil e Japão pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, no dia 29.

Segundo o prefeito, os pais de crianças matriculadas nas creches municipais devem se programar com antecedência. “As creches de período integral vão ser liberadas o dia todo. Então, pais, por favor, se organizem, se planejem, porque segunda-feira as creches municipais vão liberar o dia todo”, afirmou.

Nas escolas municipais, o funcionamento será parcial. As aulas do período matutino ocorrerão normalmente, enquanto as atividades da tarde estarão suspensas. A medida acompanha o decreto municipal que estabeleceu ponto facultativo a partir das 12h nas repartições públicas não essenciais.

Na área da Saúde, as Unidades de Saúde da Família (USFs), os Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs), ambulatórios e setores administrativos atenderão até o meio-dia. Pacientes com consultas e procedimentos eletivos agendados para a tarde terão os atendimentos antecipados para o período da manhã ou remarcados para terça-feira (30), conforme a disponibilidade de cada unidade. As equipes entrarão em contato para informar a nova data e horário.

Abilio destacou que a reorganização dos serviços foi planejada para garantir que os atendimentos essenciais não sejam comprometidos. “As unidades básicas de saúde vão funcionar pela manhã. No período vespertino estarão liberadas, mas os agendamentos da tarde devem ser feitos no período da manhã ou no dia seguinte”, explicou.

Os serviços de urgência e emergência permanecerão funcionando normalmente durante todo o dia. Continuam com atendimento 24 horas as UPAs Pascoal Ramos, Morada do Ouro, Leblon e Verdão, além da Policlínica do Pedra 90, Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), Hospital Municipal São Benedito, Hospital e Pronto-Socorro Municipal, Centro Médico Infantil (CMI) e as Residências Terapêuticas.

A administração municipal afirma que o expediente especial busca permitir que servidores e famílias acompanhem a partida da Seleção Brasileira, ao mesmo tempo em que preserva o funcionamento dos serviços essenciais e reduz os impactos na mobilidade urbana durante o horário do jogo.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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