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Hortitec 2026 abre com expectativa de R$ 750 milhões em negócios

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Holambra (130 quilômetros da capital São Paulo) sedia a partir desta terça-feira (17.06) a 31ª Hortitec, maior feira da América Latina voltada à horticultura, cultivo protegido e culturas intensivas. Realizado no Parque da Expoflora até quinta-feira (19), o evento deve reunir cerca de 32 mil visitantes e movimentar R$ 750 milhões em negócios durante a feira e nos meses seguintes, segundo estimativas dos organizadores.

Com 520 expositores do Brasil e do exterior, a Hortitec chega em um momento de expansão do setor hortifrutícola nacional, impulsionado pelo aumento do consumo de alimentos frescos e pela busca dos produtores por tecnologias capazes de elevar a produtividade e reduzir os impactos das mudanças climáticas.

O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores de frutas do mundo e encerrou 2025 com recorde nas exportações do setor. As exportações da fruticultura brasileira movimentaram aproximadamente R$ 7,25 bilhões em 2025, crescimento de 12% em valor e de 19,6% em volume na comparação com o ano anterior, marcando o terceiro recorde consecutivo para a fruticultura brasileira.

Na horticultura, o avanço tecnológico também vem transformando a atividade. O mercado brasileiro é concentrado em culturas como batata, tomate, melancia, alface, cebola e cenoura, sendo a agricultura familiar responsável por mais da metade da produção nacional.

Além de lançamentos em sementes e mudas, a edição de 2026 da Hortitec terá como foco soluções em agricultura de precisão, automação, irrigação, biotecnologia, cultivo protegido e manejo mais eficiente dos recursos naturais. A expectativa do setor é que os investimentos em genética e novas tecnologias permitam aumentar a produtividade e tornar as lavouras mais resilientes diante das oscilações climáticas.

Nos últimos anos, o crescimento do consumo de frutas, legumes e verduras e a demanda por produtos frescos e processados vêm estimulando novos investimentos na cadeia hortifrutícola brasileira. Mais de 70% dos consumidores brasileiros têm priorizado alimentos considerados mais saudáveis e práticos, tendência que tem impulsionado a expansão do setor.

Serviço

31ª Hortitec
Data: de 17 a 19 de junho
Local: Parque da Expoflora, em Holambra (SP)
Horário: dias 17 e 18, das 9h às 19h; dia 19, das 9h às 17h
Expositores: 520
Público esperado: 32 mil visitantes
Expectativa de negócios: R$ 750 milhões

Fonte: Pensar Agro



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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro



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