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Exportações de ovos renderam R$ 525 milhões em 2025, aponta ABPA

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As exportações brasileiras de ovos alcançaram um marco histórico em 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgados nesta quinta-feira (08,01). O país embarcou 40,8 mil toneladas de ovos in natura e processados ao longo do ano, volume 121,4% superior ao registrado em 2024.

Em faturamento, o avanço foi ainda mais expressivo. As vendas externas do setor somaram cerca de R$ 525 milhões, crescimento de 147,5% na comparação com 2024, quando a receita havia ficado próxima de R$ 212 milhões.

De acordo com a entidade, mesmo com o salto das exportações, o impacto sobre o mercado interno permaneceu limitado. Os embarques internacionais representaram pouco mais de 1% da produção nacional, enquanto cerca de 99% dos ovos produzidos no país continuaram abastecendo o mercado doméstico, sem prejuízo ao consumo interno.

Entre os principais destinos dos ovos brasileiros em 2025, os Estados Unidos lideraram os embarques, com 19,6 mil toneladas, crescimento expressivo na comparação anual. Na sequência aparecem Japão, Chile, México e Emirados Árabes Unidos.

Especialistas do setor destacam que, após a desaceleração das vendas ao mercado norte-americano em função de barreiras tarifárias, houve uma reorganização da estratégia comercial. Com isso, novos destinos ganharam relevância, especialmente o Japão, considerado um mercado de maior valor agregado e com forte exigência sanitária.

No mês de dezembro, o Brasil exportou 2,2 mil toneladas de ovos, alta de 9,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita no mês alcançou cerca de R$ 27,5 milhões, crescimento de 18,4% na comparação anual.

A avaliação do setor é de que as exportações devem manter um ritmo semelhante em 2026. A consolidação da presença do Brasil no mercado internacional, aliada a fatores sazonais — como temperaturas mais elevadas no início do ano e a proximidade da quaresma, período de maior consumo — tende a contribuir para o equilíbrio entre oferta interna e vendas externas.

Para o produtor rural, os números reforçam um movimento estrutural: o ovo brasileiro ganha espaço no comércio global, amplia a geração de receita e diversifica mercados, sem comprometer o abastecimento doméstico.



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Frango sobe 6,6% em abril fica mais barato que carnes de boi e porco

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O preço do frango resfriado subiu 6,6% na primeira quinzena de abril, passando de cerca de R$ 6,73/kg em março para R$ 7,18/kg, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). A alta foi puxada principalmente pelo aumento do frete, pressionado pelo diesel, e pela melhora no consumo no início do mês.

Na comparação com a carne bovina, o frango voltou a ganhar vantagem. Hoje, enquanto o frango gira em torno de R$ 7/kg, o boi no atacado (carcaça) opera na faixa de R$ 20 a R$ 22/kg, o que coloca a relação em cerca de 3 vezes mais caro para a carne bovina. É o maior diferencial dos últimos anos, o que favorece a troca no consumo: quando o boi sobe, o consumidor migra para o frango.

Já frente à carne suína, o cenário é inverso. A carcaça suína caiu e hoje gira próxima de R$ 12 a R$ 13/kg, reduzindo a diferença para o frango e tornando o suíno mais competitivo. Na prática, o frango ganha mercado do boi, mas perde espaço para o porco.

No campo, o impacto vai além do preço da carne. O aumento do frete pesa diretamente no custo da cadeia — do transporte de ração ao escoamento da produção — e limita ganhos maiores ao produtor.

O Brasil é um dos maiores players globais da proteína de frango. Em 2025, a produção ficou próxima de 15 milhões de toneladas, com exportações ao redor de 5 milhões de toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal. Isso significa que cerca de 65% a 70% da produção fica no mercado interno, que segue como principal destino da carne de frango.

O consumo doméstico continua elevado. O brasileiro consome, em média, 45 a 47 quilos de carne de frango por ano, o maior entre as proteínas. Esse volume explica por que pequenas variações de preço têm impacto direto no mercado.

Para o produtor, o momento é de atenção. O preço reage, mas os custos — principalmente transporte e insumos — seguem pressionados. Para o consumidor, o frango continua sendo a proteína mais acessível frente ao boi, mas começa a disputar espaço com o suíno, que ficou mais barato nas últimas semanas.

Fonte: Pensar Agro



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