Mato Grosso

Botelho reafirma compromisso com moradores do Renascer e Cinturão Verde

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Mato Grosso

Da Redação

Antigo sonho de milhares de famílias à aquisição do título definitivo de suas terras voltou à pauta nesta semana, com apoio do primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM). Duas reuniões públicas foram realizadas pelo Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), para apresentação do projeto de regularização fundiária do bairro Renascer e da comunidade Cinturão Verde, em Cuiabá.

Por live, mediada por Ítalo Carvalho, da Empresa de Geotecnologia, Botelho destacou o trabalho que vem sendo feito, tanto que muitas reuniões in loco foram realizadas, alguns títulos foram entregues e a Assembleia Legislativa liberou recursos para ajudar na consolidação da entrega dos documentos, que dão segurança jurídica às famílias. A reunião remota também contou com a participação do presidente Francisco Serafim (Intermat), do presidente do Renascer, José Carlos da Silva, do promotor de Justiça, Carlos Eduardo, que acompanha os tramites legais.

Botelho defende que a regularização fundiária é urgente e necessária. Considera um dos grandes problemas de Mato Grosso, deixando as famílias esperando pelo documento há anos.

“Sabemos que um dos grandes problemas da agricultura familiar, dos chacareiros, dos que moram na zona rural, é a falta de regularização fundiária, a maioria não tem o documento. É um problema do estado todo. E o governador Mauro Mendes pegou essa luta como uma de suas bandeiras. Vai resolver, senão todos, mas a maior parte da questão. É um problema secular, uma questão desde a época do Império que vem esse problema. E, agora, com esse trabalho que vem sendo feito, tenho certeza que dará bons resultados. Reafirmo nosso apoio ao trabalho feito pelo Intermat. Podem contar conosco, com a Assembleia Legislativa”, explicou Botelho, ao citar o imbróglio sobre a regularização e a demarcação de áreas conhecidas como Sesmarias em Mato Grosso, em que gerações passaram apenas documento de gaveta.

Foto: Secom-AL

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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