Mato Grosso

Assembleia avalia estudos para aquisição de oxigênio para os municípios

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Mato Grosso

Da Redação

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) avalia a possibilidade de lançar um pacote de medidas para ajudar a população a enfrentar a pandemia da covid-19, doença que avança a cada dia mais em Mato Grosso. De acordo com o primeiro-secretário da ALMT, deputado Eduardo Botelho (DEM), está sendo feito levantamentos para saber a viabilidade das ações que os deputados pretendem lançar.

Com os estudos em mãos, a Mesa Diretora pretende comprar oxigênio para doar aos municípios que enfrentam dificuldades para adquirir o produto e tratar seus doentes em decorrência de complicações da Covid-19.

Em suas redes sociais, Botelho anunciou que a pesquisa está sendo feita pela Casa de Leis. Também informou que os parlamentares avaliam a compra de 30 mil cestas básicas, para serem doadas às famílias de baixa renda, uma forma de amenizar a situação dos que perderam empregos e passam dificuldades para sustentar os filhos durante a pandemia.

A outra boa notícia, conforme Botelho, será a adaptação do pátio da ALMT em um pequeno centro de triagem específico para covid-19, uma forma de ajudar o governo a desafogar o atendimento realizado na Arena Pantanal.

“A Assembleia Legislativa está trabalhando e buscando ajudar. O presidente Max Russi (PSB), com toda Mesa Diretora, autorizou a fazer estudos para a compra de oxigênio para que possamos doar aos municípios. Isso está em curso pelo setor de compras da Assembleia, que providenciará a compra de uma grande quantidade de oxigênio para doação. Está também em andamento a possibilidade de compra de 30 mil sacolões para população de baixa renda. E outro estudo de viabilidade para montar no pátio da Assembleia um pequeno centro de triagem, para diminuir o congestionamento que hoje existe na Arena Pantanal. Tudo isso estamos fazendo, nós deputados buscando soluções para diminuir o sofrimento das pessoas de Mato Grosso”, informou Botelho, ao reforçar a necessidade de higienização das mãos e distanciamento para o combate ao coronavírus.

Foto: Marcos Vergueiro 

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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