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Polícia Civil prende dois casais durante investigações de latrocínio em Chapada dos Guimarães

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O corpo da vítima, Nicomedes Francisco Pinto Lopes, de 69 anos,foi localizado na manhã desta quinta-feira (25), na região do Distrito da Guia

Dois homens e duas mulheres envolvidos no latrocínio que vitimou o idoso Nicomedes Francisco Pinto Lopes, de 69 anos, em Chapada dos Guimarães (67 km ao norte de Cuiabá) foram presos pela Polícia Civil na madrugada desta quinta-feira (25.03), em ação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

O corpo do idoso foi localizado na manhã desta quinta-feira (25), nas proximidades do Distrito da Guia, em uma estrada que dá acesso a uma empresa da região.

O crime aconteceu na noite de domingo (21.03), no bairro Pôr do Sol, em Chapada dos Guimarães. Assim que foi acionada na manhã de segunda-feira (22), os policiais do município iniciaram as diligências para apurar os fatos que inicialmente era tratado como extorsão e desaparecimento.

De acordo com as informações iniciais, o filho da vítima recebeu uma mensagem de SMS informando sobre uma transferência da conta de seu pai, através da transação PIX no valor R$ 4,9 mil, para um conta bancária de uma mulher.

Estranhando a transação, o filho enviou uma mensagem para o pai pelo aplicativo whatsapp perguntando sobre outro assunto, para não ser direto, porém a mensagem foi visualizada e não foi respondida. Ele então tentou contato telefônico com o pai, o que também não conseguiu.

Ao longo da segunda-feira (22), foi identificado que os criminosos fizeram outras compras com os cartões da vítima, sendo com valores altos no cartão de débito e outras no cartão de crédito.

Desconfiado, o filho foi até a casa do pai e ao chegar viu que a residência estava trancada, o cachorro amarrado o que não era de costume, assim como o veículo Jeep Renegade da vítima não estava no local. Na casa também foi encontrada uma escada e no muro percebidas marcas de pegadas de botas.

Durante a investigação para apurar os fatos a equipe de Chapada dos Guimarães solicitou apoio da GCCO por se tratar de um possível sequestro, a qual iniciou os trabalhos de suporte técnicos e operacionais.

O carro da vítima, Jeep Renegade, foi encontrado pela Polícia Militar abandonado no bairro Jardim Vitória, na Capital. Realizada a perícia no veículo, foi possível identificar o primeiro casal, na noite de quarta-feira (24), no bairro jardim União, em Cuiabá, que estava com parte dos produtos (um Iphone 8 e uma TV 50″) roubados da casa da vítima.

Os suspeitos (o homem de 31 e portador de tornozeleira eletrônica e a mulher de 28 anos) foram presos em flagrante pelos crimes de associação criminosa e receptação. A Polícia Civil não descarta a participação de ambos no roubo, fato que será apurado.

Dando continuidade as diligências, foi identificado o segundo casal, que recebeu as transferências feitas da conta da vítima. Os suspeitos foram localizados e confessaram ter recebido o valor de R$ 4,9, a mando de um grupo criminoso.

O casal contou que recebe com frequência esses valores ilícitos e ficam com 25% das quantias transferidas. Depois de interrogados, o jovem de 19 anos e a moça de 18, foram autuados em flagrante por receptação e associação criminosa.

As investigações continuam de forma conjunta pela Delegacia de Chapada dos Guimarães e GCCO para identificar e prender os autores do latrocínio.

 Assessoria de Comunicação Social

www.pjc.mt.gov.br
asscom@pjc.mt.gov.br
(65) 3613-5673

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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