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Max Russi quer rapidez na liberação de crédito às micro e pequenas empresas

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Da Redação.

O presidente da Assembleia, deputado Max Russi (PSB), pediu urgência do governo do Estado, quanto a regularização dos serviços da plataforma digital da Agência de Fomento de Mato Grosso (Desenvolve MT), por onde são feitos os cadastros às linhas de crédito, além da necessidade de que tais análises sejam realizadas com a maior com a maior agilidade possível.

“É importante que esse problema seja resolvido o quanto antes, para não prejudicar quem precisa desse suporte financeiro. Estamos falando de centenas de cidadãos que, empregam, geram receita para o estado, que dão duro para garantir o seu sustento, além de empregar pessoas”, enfatizou Max Russi.

No documento encaminhado ao Executivo, o parlamentar alegou que pouco após o início das atividades, o sistema do Desenvolve MT caiu por falta de estrutura em sua plataforma digital e que, muitos pequenos empresários tentavam acessar o site ao mesmo tempo, o que, segundo Max Russi, mostra a necessidade de quem precisa com urgência da liberação do crédito.

Vale lembrar que, a Assembleia é parceira do governo e abriu mão de R$ 10 milhões, oriundos do duodécimo para ajudar o setor. Além desse aporte, o Estado injetou outros R$ 45 milhões. Esse suporte emergencial visa atender às micros e pequenas empresas, com intuito de minimizar os impactos financeiros causados pela pandemia do coronavírus.

Desenvolve Emergencial – Os interessados terão o prazo de até 42 meses para quitar o empréstimo, com seis meses de carência. Outra opção, voltada às microempresas, é o empréstimo no valor de até R$ 10 mil com carência de dois anos para quitação. Para essa finalidade, o governo do Estado disponibilizará R$ 15 milhões. E a terceira possibilidade, é para empréstimos de até R$ 700 mil a micro e pequenas empresas.

 

Foto: Fablício Rodrigues

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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