Mato Grosso
Várzea-Grandenses aproveitam o sábado para negociar débitos com prefeitura de Várzea Grande
Mato Grosso
PLANTÃO FISCAL ESTÁ NEGOCIANDO DÉBITOS E PLANEJANDO COM OS CONTRIBUINTES A MELHOR FORMA DOS MESMOS ESTAREM QUITES COM A ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
Da Redação
Os várzea-grandenses aproveitaram a manhã desse sábado (21) para negociar dívidas tributárias com a prefeitura municipal. Até o dia 1º de novembro, o Município em conjunto com a Corregedoria Geral da Justiça de Mato Grosso estará ofertando condições especiais de regularização durante o primeiro ‘Mutirão Negociação Fiscal 2017’.
A ação está sendo realizada pela prefeitura de Várzea Grande, em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado e o Conselho Nacional de Justiça, foi iniciada na última segunda. Durante esse período, os dois sábados dentro desses 15 dias de negociações – 21 e 28 de outubro – serão utilizados pelo Município, com atendimento das 8h às 12h.
A dona de casa Érica Cecília de Souza, moradora do Jardim dos Estados, acordou cedo e veio aproveitar a oportunidade, não tinha com quem deixar os dois filhos pequenos, entre eles uma bebê, e mesmo assim veio verificar a situação do seu imóvel. Como contou, há seis anos ela e o esposo construíram a casa sobre um lote que está em nome de uma terceira pessoa. “Acredito que o terreno não estava com o IPTU em dia. No cadastro da prefeitura consta como ‘área não edificada’, mas há seis anos levantamos nossa casa. Por isso quero ver como está essa dívida e como posso pagar. Sempre quis regularizar essa situação e agora é o momento. A casa é o único bem que temos para deixar para nossos filhos”. Ela conta que veio neste sábado para evitar perder o prazo. “Semana que vem será a última do mutirão e se precisar correr atrás de algum documento terei tempo”.

Cristiano Taia, morador da Cohab Cristo Rei, aproveitou a manhã de hoje para levantar as pendências de seu imóvel. “Vim conhecer o tamanho da dívida para ver se as parcelas cabem no meu orçamento. Ainda não assinei a negociação porque preciso trazer um documento do cartório, mas na simulação vi que se eu parcelar entre 11 a 17 vezes vou pagar menos do que me programei, R$ 150 por mês. Na semana que vem eu volto para fechar o acordo proposto”.
E o mutirão tem atraído os contribuintes que possuem débitos. Iniciado no último dia 16, a negociação já soma 1.111 acordos, contabilizando R$ 1,86 bilhão, conforme balanço parcial apurado até ontem, dia 20.

O secretário de Gestão Fazendária, João Benedito Gonçalves Neto, pontua que Várzea Grande optou por facilitar não apenas as condições de negociação como também o atendimento. “De segunda a sexta a distribuição de senhas vai das 8h às 18h, para contemplar àqueles que estão saindo do trabalho. No sábado, um dia de maior flexibilidade, estaremos também atendendo até o ultimo contribuintes. Estamos facilitando ao máximo a possibilidade de negociação de débitos municipais aos nossos contribuintes”. Ainda como completa, “se houver necessidade diante de uma alta demanda pela negociação, tanto o Poder Judiciário quanto a Prefeitura ampliarão o número de servidores disponíveis. Tudo para que o contribuinte feche o ano de 2017 sem nenhum tipo de negativação/restrição em cartórios ou órgãos de protestos”.
AS CONDIÇÕES – Conforme a Lei Complementar 4.290/2017, o mutirão é válido para negociar todos os tipos de débitos municipais, inclusive de taxas e multas geradas até o dia 31 de dezembro de 2015, como Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e o Alvará.
Os contribuintes que optarem pelo pagamento à vista terão desconto de 100% sobre juros e multas. Para o parcelamento, a lei prevê concessão de 80% de desconto sobre juros e multas para em até 12 parcelas. De 13 a 24 vezes o desconto sobre juros e multas será de 50%.

O secretário Neto explica que na opção à vista o contribuinte está livre dos acréscimos de juros e multas sobre o valor a pagar, mas a correção monetária, encargo que incide sobre os débitos, e parte integrante do poder da moeda, portanto, não pode ser excluída, nem mesmo com o amparo da lei.
Além dessa relação de impostos passíveis de condições especiais de pagamento, o secretário municipal chama à atenção para o parágrafo único da lei que permite negociações para os Autos de Infração e Imposição de multas (AIIM). Eles poderão ser parcelados em no máximo 12 vezes, com desconto de 20%.
Todo atendimento ao público nesses dias de mutirão está sendo realizado em dois pontos da cidade, um na sede da Prefeitura de Várzea Grande, no Centro de Atendimento ao Cliente (CAC), que trata dos débitos não ajuizados, e outro na sede da Procuradoria Fiscal do Município, para negociar débitos já ajuizados, àqueles inscritos na dívida ativa municipal.
Aos sábados, por exemplo, todos os 14 guichês do CAC estão exclusivos para atender ao mutirão. Em dias da semana, noves deles atendem às negociações e o restante opera no acolhimento de rotina dos contribuintes, como emissão de guias.

A procuradora municipal, Sadora Xavier, pontua que o momento e único ao contribuinte inadimplente, especialmente aos grandes devedores que estão com ações ajuizadas. “Estamos unindo esforços a benefícios para atrair os devedores e manter nossa política de investimentos contínuos e de não aumentar a carga tributária sobre aqueles que pagam”.
Ainda conforme a Lei Complementar 4.290/2017, a procuradora frisou que as negociações feitas e que forem quebradas terão acréscimos de 10% sobre o valor original, além de perderem as condições facilitadoras que estão sendo ofertadas. “Quem não aproveitar esse momento começará a ser executado em até 60 dias após o fim do mutirão. “Temos uma legislação que nos respalda nas ações e vamos retomar as execuções fiscais. Vale lembrar que há três anos o contribuinte não tinha uma oportunidade de negociação diferenciada como essa e tão cedo não haverá outra”.
Mato Grosso
Servidores da Corregedoria concluem curso de mediação e conciliação
Dez servidores do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) e assessores de gabinetes da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) concluíram o Curso Básico de Mediação e Conciliação Judiciais. A capacitação desenvolveu conhecimentos teóricos e práticos sobre mediação e conciliação judiciais, para a atuação autocompositiva no âmbito judicial.
Segundo o gestor de capacitação e avaliação do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Carlos Campelo, a formação contribui para ampliar a cultura do diálogo e da solução consensual de conflitos.
“As técnicas aprendidas durante a capacitação não se restringem ao ambiente de trabalho e podem ser aplicadas em diversas situações do cotidiano. Quando mais profissionais estiverem atuando nessa área, sejam servidores ou sociedade em si, mais pessoas irão conseguir resolver seus conflitos com diálogo, pois o primeiro passo para que isso ocorra é saber se comunicar”, afirmou.
A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, destacou que a capacitação contribuiu para ampliar o conhecimento da equipe sobre os mecanismos consensuais de resolução de conflitos e irá fortalecer o apoio às atividades desenvolvidas pelos Juizados Especiais.
“Esse curso será um divisor de águas na nossa atuação, na gestão dos conciliadores credenciados que atuam nos processos judicias dos Juizados Especiais. Pois agora compreendemos não apenas a parte administrativa, mas também a teoria e a prática da mediação judicial”, explicou.
Curso – A capacitação foi dividida em duas etapas. A parte teórica, realizada presencialmente entre 24 e 28 de setembro de 2025, com carga horária de 40 horas e que incluiu simulações práticas de audiências de mediação. E a segunda etapa, o estágio supervisionado realizado entre fevereiro a junho deste ano, pela plataforma Microsoft Teams, com 60 horas práticas com casos reais.
A instrutora de mediação e justiça restaurativa, Ana Tereza Pereira Meira, responsável pelo acompanhamento da etapa prática, destacou que a formação proporciona mudanças que refletem diretamente no atendimento prestado à população. “A pessoa que faz um curso de mediação, se torna diferente. Os alunos aprendem uma comunicação melhor, uma comunicação mais harmônica e isso ajuda no atendimento do público e do Poder Judiciário”, disse.
Para o participante da capacitação, o gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa, a formação proporcionou uma compreensão melhor da realidade dos conciliadores e juízes leigos que atuam nos Juizados Especiais. “Antes a gente trabalhava mais sob a perspectiva administrativa, agora nós sabemos exatamente como funciona, quais os desafios e isso contribuirá para o nosso trabalho de apoio e gestão”, pontuou.
O treinamento é uma iniciativa da CGJ-MT, com apoio da Escola dos Servidores e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
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