Mato Grosso

Homem é encontrado com faca cravada nas costas

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Mato Grosso

Da Redação

Um homem de 36 anos, nome não divulgado, foi encontrado com sinais de tortura e uma faca cravada nas costas. A vítima estava amarrada a um tronco de árvore e foi encontrada na madrugada nas proximidades da região do Pontal Verde, zona rural de Sorriso (420 km da Capital).

A vítima foi socorrida por três amigos, que o levaram para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, onde recebeu os primeiros atendimentos. Porém, devido à gravidade das lesões, o paciente foi encaminhado para o Hospital Regional, onde ficou sob cuidados médicos específicos.

A Polícia Militar (PM) foi acionada ainda na UPA, onde as testemunhas acompanhavam o amigo.

Segundo os relatos, os quatro foram acampar na região para pescar, onde estavam desde à manhã desde do último sábado (20). No domingo chegou outro grupo, quatro homens e uma mulher, em um Renault Sandero, que teriam atolado o carro e eles teriam ajudado a tirar o veículo.

Na sequência, a vítima voltou a pescar à margem do rio, sozinho, enquanto os amigos saíram para pescar de barco. O outro grupo montou acampamento, começou a beber, fazer churrasco e pescar.

Ainda segundo as vítimas, ao retornarem não encontraram o amigo. Foram procurar nas barracas e ouviram um carro arrancando do local, então, foram ver o que estava acontecendo no acampamento vizinho e encontraram o amigo preso a um tronco no chão, com a faca cravada nas costas e com diversas lesões.

O triou soltou a vítima e correu para a unidade de saúde, onde a PM foi acionada.

Diante dos relatos, ainda na madrugada, os militares se deslocaram à região buscando pelos agressores, quando ainda no trajeto encontraram um homem conduzindo um Corolla.

Questionado pela PM sobre o que estaria fazendo àquela hora na região, o motorista relatou que tinha ido buscar o filho, que pediu ajuda, pois, ele e os amigos tinham ‘feito m****’  e que a polícia estaria atrás deles.

O motorista ressaltou que, quando o rapaz falou que tinha polícia no meio, ele desistiu de ir onde o filho estava. Ele avisou que não seria conivente com o fato.

A PM continuou as buscas, localizou os dois acampamentos e durante o patrulhamento, encontrou o rapaz tentando escapar. Ele estava de calça, descalço e sem camisa.

Após ser preso, o acusado confessou o crime e relatou que estava com os amigos e a vítima bebendo no rio, quando começou uma discussão e o grupo pegou o rapaz e cometeu o crime.

Ainda nas buscas pelos outros envolvidos, os militares conseguiram encontrar mais dois comparsas, que foram presos em flagrante junto ao rapaz.

Com o trio, os policiais apreenderam facas diversas, facão, punhal, munições deflagradas e apetrechos de pesca.

A ocorrência por tentativa de homicídio foi registrada e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil, onde os acusados foram entregues, presos em flagrante e colocados à disposição da Justiça.

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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