Mato Grosso
Vinte novos aspirantes a oficiais da Polícia Militar chegam às ruas
Mato Grosso
Com a formatura da 21ª turma a Academia encerra um ciclo no ensino policial, a partir de agora o CFO exigirá bacharelado em Direito
Da Redação
Na noite desta quinta-feira (19.10), a Polícia Militar formou 20 novos aspirantes a oficiais. Em solenidade no pátio do Quartel do Comando Geral (QCG), os formandoas da turma ‘Aspirante Fonseca’ prestaram juramento em ato presidido pelo comandante-geral, coronel Marcos Vieira da Cunha. Juramento de bem-servir os mato-grossenses arriscando a própria vida, se necessário for, em defesa da sociedade.
O coronel Cunha parabenizou os novos aspirantes e os lembrou que a formatura apenas finaliza um período da preparação policial militar. Destacou que o conhecimento técnico profissional foi alcançado nos bancos acadêmicos, mas a sabedoria só virá com as experiências vividas no dia a dia da tropa, no banco da viatura, nas diligências no interior, nos ensinamentos dos praças antigos e nos conselhos do comandante imediato. “Essa busca pela sabedoria não se encerra, o aprendizado na carreira policial militar é uma constante, é permanente e infinito”, completou.
O Curso de Formação de Oficiais(CFO) tem duração três anos, em regime integral, totaliza mais de 4 mil horas-aulas. Além das disciplinas do ensino regular, esse grupo chega às ruas com conhecimento a mais, todos apreenderam sobre patrulhamento rural e técnicas de enfrentamento ao “novo cangaço” em curso extra no Batalhão de Operações Especiais(Bope).
Essa é a 21ª turma formada pela Academia Costa Verde (APMCV). Desde 1993, quando começou oferecer o curso de CFO, a academia formou 605 bacharéis em Segurança Pública. Entretanto, essa é última turma cujo ingresso na carreira exigiu o ensino médio. Ser Bacharel em Direito será requisito obrigatório para todos os candidatos ao oficialato a partir do próximo concurso.

HOMENAGENS
A Polícia Militar, por meio da Academia Costa Verde, aproveitou o ato de formatura para homenagear com a medalha ‘Mérito de Ensino Polícia Militar’ os professores, profissionais do mais diversos segmentos que contribuíram com a formação policial militar mato-grossense.
Entre os agraciados estão: o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rui Ramos; a desembargadora Maria Erotides Kneip Baranjak; o secretário de Segurança, Gustavo Garcia; o secretário da Casa Civil, Max Russi; o comandante geral da PMMT, coronel Marcos Vieira da Cunha, os coronéis Alexandre Torres Maria, Alexandre Correa Mendes, Henrique Corria da Silva Santos, Wesney de Castro Sodré, Edvan Manoel de Azevedo, entre outros oficiais, praças e civis.

NOME DA TURMA
‘Aspirante Fonseca’, denominação da 21ª turma, é uma homenagem a aluno Westelley Kelvin Fonseca Dias, de 21 anos, que morreu em acidente de trânsito em abril de 2015, no primeiro ano do CFO.
Mato Grosso
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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