Mato Grosso

AL aprova projetos emergenciais do Governo para auxiliar setores econômicos e famílias de MT

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, na manhã desta segunda-feira (22.03), os projetos de lei de autoria do Governo do Estado que definem o pagamento de auxílio financeiro a famílias de baixa renda e a liberação de crédito emergencial para atender a micro e pequenas empresas.

O Ser Família Emergencial, programa idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, vai atender cerca de 100 mil famílias de baixa renda com a transferência do auxílio de R$ 150, durante três meses.

O benefício financeiro será concedido por meio de parceria com a Assembleia Legislativa. Ao todo, serão aportados investimentos na ordem de R$ 45 milhões neste programa, sendo R$ 35 milhões dos cofres do Estado e R$ 10 milhões, disponibilizados pelo Legislativo, relativos ao duodécimo.

O auxílio emergencial será fornecido por meio de cartões, que serão distribuídos e coordenados pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc).

Presidente da Assembleia Legislativa e um dos principais articuladores deste projeto, o deputado Max Russi destacou que a criação do Ser Família Emergencial ocorre em paralelo às ações do Ser Família, que vai atender famílias em situação de vulnerabilidade, a mulher vítima de violência doméstica, a criança, o idoso e a pessoa com deficiência.

“Isso gerou algumas dúvidas nesta semana. Existe o Ser Família, que tem alguns municípios contemplados, e o Ser Família Emergencial que vai atender os 141 municípios de Mato Grosso. Serão 100 mil famílias atendidas com um cartão alimentação para compras em mercados de até R$ 150”, frisou.

Já o Desenvolve Emergencial, incluso no pacote de socorro aos bares, restaurantes e setor de eventos em Mato Grosso, irá garantir linhas de crédito no valor total de R$ 55 milhões junto à Agência de Fomento de Mato Grosso (Desenvolve MT).

As linhas de crédito do Desenvolve Emergencial poderão ser solicitadas junto à Desenvolve MT, de forma a colaborar para que os empresários destas áreas possam equilibrar o fluxo de caixa, repor estoques, pagar salários, fornecedores, fazer investimentos, entre outros.

“Esse dinheiro não pode ficar parado nas contas da Desenvolve MT. A Assembleia Legislativa vai acompanhar mensalmente quanto desse recurso está sendo emprestado. Nosso louvor a Desenvolve MT, que tem condição, tem capacidade de fazer chegar esse dinheiro aos pequenos empreendedores”, defendeu Max Russi.

O deputado Xuxu Dal’Molin lembrou que os recursos irão atender a todos os micro e pequenos empresários do segmento. Do valor total de R$ 55 milhões, R$ 45 milhões são aportes do Governo e R$ 10 milhões são da Assembleia Legislativa.

“Devemos nos preparar para aportar, inclusive, mais dinheiro se for necessário. Não é só bares e restaurantes, são todas as atividades econômicas relacionadas que estão sendo afetadas pelas medidas sanitárias”, reforçou o deputado.

Quem terá direito ao Ser Família Emergencial

– o Ser Família Emergencial será concedido às famílias com renda mensal per capita de até R$ 89;

– o auxílio abrangerá beneficiários em situação de pobreza e extrema pobreza, inscritos no Cadastro Único das Políticas Sociais Brasileiras do Ministério da Cidadania (CadÚnico), e também inscritos no Programa Bolsa Família;

– somente será permitida a concessão de um benefício por família;

– terão preferência na concessão do benefício, as famílias consideradas em estado de extrema pobreza;

– o pagamento do benefício será feito preferencialmente à mulher;

– o auxílio será destinado exclusivamente para compra de alimentos, sendo proibida a aquisição de bebidas alcoólicas, produtos a base de tabaco, cosméticos e combustíveis.

Auxílio a bares, restaurantes e setor de eventos

Para os empreendedores do tipo MEI, o Governo de Mato Grosso vai liberar R$ 15 milhões, sendo possível o tomador do empréstimo requerer até R$ 10 mil com prazo de 24 meses para pagamento. A carência é de até seis meses e, se as parcelas forem pagas em dia, o juro é zero.

Outros R$ 15 milhões estarão disponíveis para o segmento de bares, restaurantes e eventos. O valor para empréstimos será de até R$ 50 mil por empresa, com taxa de juros de 6% ao ano. Com as parcelas pagas em dia, o empresário terá os juros reduzidos para 4,80% ao ano. O prazo é de até 42 meses, com máximo de 6 meses de carência.

Também serão liberados R$ 25 milhões às micro e pequenas empresas, destinado a investimento e capital de giro associado, com limite de até R$700 mil por tomador e até R$ 50mil para capital de giro dissociado.

Os empreendedores interessados podem acessar o “Portal de Crédito” da Desenvolve MT e fazer simulações, cadastramento e solicitação de propostas de crédito de forma on-line. 

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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