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Homem mata esposa a facadas e toma soda cáustica

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Da Redação

Um homem identificado como Marcelo Aparecido Martins, 36 anos, foi preso na noite do ultimo domingo (21), após matar a facadas a própria esposa, 42 anos, em Novo Horizonte do Norte (665 km de Cuiabá). Após o crime, o homem bebeu soda cáustica para tentar se matar.

De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu por volta das 17h. Adriana Barra foi encontrada caída na sala da residência do casal, já sem vida e com bastante sangue. Ela estava com várias marcas de facadas pelo corpo.

Durante perícia pela casa, os policiais encontraram sangue em diversos cômodos.

Foi constatado, ainda, que alguém havia ingerido soda cáustica, pois, havia sangue na embalagem do produto e um copo com a substância diluída com água e marcas de que havia acontecido a ingestão. A faca utilizada no crime foi encontrada na sala.

A prisão de Marcelo foi realizada já na noite de domingo. A Polícia recebeu informações de que ele havia fugido para Juara (690 km de Cuiabá) e realizou buscas na cidade. O irmão do criminoso ligou para a polícia e disse que havia encontrado Marcelo em uma serraria.

O irmão relatou ainda que estava levando o bandido para o Hospital Municipal da cidade para receber atendimento médico.

No hospital, os policiais encontraram os dois. Marcelo confessou o crime.

Após ser hospitalizado, o criminoso foi encaminhado para a delegacia da cidade e preso em flagrante pelo crime de feminicídio.

A Polícia Civil vai investigar o caso.  

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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