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Kalil Baracat: “Proposta de VG é mais dura contra covid-19”

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Da Redação

“A exemplo de outros municípios e estados, e do Brasil, como um todo, nós também já chegamos ao limite do suportável em relação aos casos de covid-19. Essa pandemia sobrecarregou o sistema de saúde pública e privado. Os altos índices de contaminação pelo novo coronavírus nos forçam, assim, a tomar medidas ainda mais drásticas em Várzea Grande do que aquelas que vêm sendo preconizadas pela ala estadual. Trata-se de uma proposta trabalhada conjuntamente com a equipe de Saúde. Ou seja: no “lockdown” local, vamos ampliar o tempo de paralisação do comércio em VG, simultaneamente enrijecendo as restrições em vigor”.

Essa declaração é do prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, ao traçar um paralelo acerca das providências locais de contenção do vírus e a proposta anunciada há dias pelo governador Mauro Mendes, a de antecipar feriados {*A proposta do governador Mauro Mendes é de decretar feriado entre os dias 24 a 26 de março e 1 e 2 de abril, projeto já encaminhado ao Legislativo, para aprovação.}

Conforme o prefeito Kalil, o “lockdown” em nível estadual, que visa reduzir a circulação de pessoas, tem pontos positivos. “Concordamos nisso. Porém, em Várzea Grande, ele terá características ainda mais rígidas. Vamos manter em funcionamento apenas os serviços essenciais nesse período, de 27 a 05 de abril”.

Baracat disse que essa proposta da Prefeitura foi apresentada na mesa de discussão na live realizada pelo Governo de Mato Grosso. “Interessante destacar que ela é similar à da FIEMT – Federação das Indústrias de Mato Grosso. O entendimento da FIEMT foi por paralisações temporárias de três dias nesta semana, mais dois na próxima, incluindo, na sequência, os feriados de Sexta-Feira Santa e Páscoa. Nosso objetivo é acatar uma proposta que efetivamente encampe medidas eficazes para blindar a população contra essa doença. Estamos lidando com inimigo poderoso, e ele tem por alvo aniquilar nosso bem mais precioso: a vida!”

Kalil destacou também, que independente das medidas adotadas pelos gestores, a própria população pode colaborar nesse sentido, evitando todo tipo de aglomeração e mantendo o distanciamento social. “Soma-se a isso a adoção de outras medidas: uso de máscaras e higienização pessoal rigorosa. “Sabão e álcool em gel se tornaram aliados preciosos da vida humana. É importante que todos façam uso desses produtos para reforçar a proteção contra o vírus”.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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