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Suspeito invade oficina em VG e tenta matar desafeto a golpes de facão

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Mato Grosso

Da Redação

A polícia militar prendeu um homem de 26 anos, após invadir uma oficina mecânica, na tarde da última quinta-feira (18), e tentar matar seu desafeto com golpes de facão, no bairro Hélio Ponce, em Várzea Grande.

Consta no boletim de ocorrência, que por volta das 17h, dois homens estavam discutindo. Diante da situação uma equipe da policia militar foi até o local, e encontraram o criminoso já detido pela vítima e por um amigo, que relatou estar na oficina trabalhando, quando o acusado chegou com um facão em mãos.

O homem conseguiu desviar dos golpes e correu em volta de um dos veículos que estavam no local para tentar fugir. Durante a fuga, o criminoso deu vários golpes no carro, causando alguns danos. Com a ajuda de um amigo, a vítima conseguiu conter o acusado e tomou o facão e o deteve até a chegada a polícia. O criminoso foi preso em flagrante por tentativa de homicídio.

Ele foi encaminhado para a Central de Flagrantes. Durante o registro do boletim de ocorrência, os policiais viram que tanto o bandido quanto a vítima possuem passagens criminais.

A Polícia Civil investiga o caso

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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