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Justiça condena estuprador a 16 anos por abusar de sobrinha

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A Justiça Estadual condenou, na última sexta-feira (12), um homem a 16 anos e seis meses de prisão pelo crime de estupro de vulnerável, contra a sua própria sobrinha de 12 anos na época dos acontecimentos, a criança passava uns dias de férias na casa da tia do agressor quando foi atacada. O caso ocorreu no município de Nortelândia (250 km de Cuiabá-MT).

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o caso ocorreu em 2018. O pai, a mãe e o padrasto da adolescente descobriram o que estava acontecendo depois que percebeu uma mudança no comportamento da menor, que chorava repentinamente e ficava agressiva quando estava próxima de outros homens.

Os familiares também notaram a diferença por meio das publicações da menina nas redes sociais. Os parentes disseram que a jovem postava mensagens e vídeos de pessoas se suicidando e se automutilando, indicando sinais de depressão.

Ao ser questionada pela mãe, a vítima revelou que foi estuprada no período em que passou com os tios. Segundo o relato, o agressor se aproveitava do momento em que a esposa saía para trabalhar – entre 3h e 15h – para abusar da adolescente.

A jovem contou que, por duas vezes, foi atacada enquanto dormia. O suspeito foi até o quarto dela e tentando segurá-la para manter relações sexuais, mas a vítima conseguiu se desvencilhar e impediu a ação. Conforme a garota, o homem oferecia um celular e outros presentes em troca de sexo.

Porém, na terceira tentativa, o suspeito invadiu o cômodo da sobrinha, usou de mais força para prender os braços e as pernas da menor para consumar a penetração e só parou depois que ejaculou da menor. A jovem contou que, depois de ser molestada, o agressor não tentou mais nada.

A menor foi submetida a um exame de corpo delito, que comprovou a ruptura himenal, que caracteriza o estupro. O laudo técnico também constatou que a vítima possuía diversas lesões e cicatrizes nos braços e em outras partes do corpo oriundas de automutilação.

O réu negou o crime, mas o juiz Victor Lima Pinto Coelho, da Comarca de Nortelândia, entendeu que o suspeito não apresentou elementos que comprovasse que a adolescente inventou os fatos narrados e fundamentou a sua decisão com base no resultado dos exames e na coesão dos depoimentos da vítima e testemunhas.

O magistrado indeferiu o pedido da defesa para que o agressor recorresse em liberdade e determinou que o réu cumpra a pena em regime fechado.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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