Mato Grosso

Criminosos invadem escritório e executam homem com tiro na cabeça em Querência

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Um homem identificado como, Danilo Carlos Zortea de 31 anos, foi morto com quatro tiros no peito e na cabeça, após ter seu escritório de contabilidade invadido, no bairro Setor E, na cidade Querência (945 km de Cuiabá).

De acordo com a Polícia Civil, a hipótese é que o crime tenha sido encomendado por vingança.

Imagens da câmera de segurança do escritório mostram o momento em que os bandidos invadem o local. Eles chegam de capacete, balaclava e luvas. Um deles está com uma mochila azul nas costas.

A ação dos bandidos demora menos de um minuto. Eles chegaram por volta das 11h27, entraram com uma arma em mãos e poucos segundos depois saíram.

No momento da fuga, um deles tira a balaclava e fica com o rosto à mostra. O outro criminoso ainda volta para onde o trabalhador foi executado, verifica algo e depois vão embora juntos.

A Polícia Civil foi até o local logo após o crime e encontrou Danilo já morto. Ele estava com quatro marcas de tiros pelo corpo, sendo na cabeça e no peito.

O caso continua sendo investigado.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

Publicados

em


Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA