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CGE é o primeiro órgão a implantar produtos de auditoria e controle no SIGA-DOC

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Medida vai gerar economia com impressão e transporte para entrega dos trabalhos às secretarias estaduais, bem como agilidade nas análises da CGE

A Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) é o primeiro órgão do Governo de Mato Grosso a implantar os produtos de sua atividade finalística no recém-lançado Sistema Estadual de Produção e Gestão de Documentos Digitais (SIGA-DOC).  A partir deste mês, passam a ser tramitados pelo sistema oficial todos os documentos e produtos de controle preventivo e auditoria elaborados pela CGE-MT.

Para cada ordem de serviço expedida aos auditores do Estado, será aberto um processo no SIGA-DOC, onde serão digitalizados e armazenados todos os documentos, papeis de trabalho, matrizes de auditoria, bem como o próprio relatório ou parecer de auditoria.

Todo o trâmite dos produtos entre os setores da CGE, para despacho dos superintendentes e secretário-adjunto e homologação do secretário-controlador, por exemplo, será feito pelo sistema, sem a necessidade de impressão.

O envio dos produtos aos órgãos estaduais correspondentes também passará a ser realizado pelo SIGA-DOC, e não mais de forma física, o que vai proporcionar economia com impressão e transporte (abastecimento de combustível dos veículos oficiais) para entrega dos trabalhos, bem como agilidade nas análises da CGE.

Por enquanto, em uma fase de transição, a CGE ainda receberá, das secretarias estaduais, os processos físicos para serem digitalizados no SIGA-DOC. Mas, em breve, os órgãos estaduais terão de enviar os processos à CGE somente pelo sistema oficial.

Para a inserção dos produtos no sistema, a CGE criou grupo de trabalho interno envolvendo representantes de diversos setores, tais como Gabinete, Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados (Nger) e Superintendência de Inteligência, com o auxílio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), responsável pela administração do sistema.

“O esforço conjunto de implantação é uma diretriz da alta gestão da CGE na busca pela eficiência administrativa”, destaca o secretário-controlador geral do Estado, Emerson Hideki Hayashida.

Ligiani Silveira – CGE/MT

Segundo o superintendente de Inteligência da CGE-MT, Aprígio Guilherme Miranda de Freitas, o trabalho durou quatro meses e envolveu atividades como revisão da tabela de temporalidade de documentos da Controladoria e elaboração do fluxo e dos modelos dos processos do órgão de controle no SIGA-DOC.

Apesar de a utilização do sistema estar em andamento, a CGE finaliza portaria, a ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial, para disciplinar o trâmite dos produtos de auditoria e controle preventivo pelo SIGA-DOC. Também foi elaborado tutoral de como os auditores devem proceder. 

A próxima etapa dos trabalhos já está em andamento para implantação dos produtos das demais áreas finalísticas da CGE (Ouvidoria, Transparência, Corregedoria e Integridade) no sistema.

Ligiani Silveira | CGE-MT

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Comissão que analisará linha de crédito para motociclistas profissionais é instalada

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O Congresso Nacional instalou nesta segunda (17) a comissão que vai analisar a MP 1.366/2026. Essa medida provisória criou uma linha de financiamento facilitado para motociclistas profissionais que atuam no transporte de passageiros ou em serviços de entrega por aplicativo.

A MP também beneficia taxistas, motoristas de aplicativo e transportadores de pequenas cargas urbanas. A medida provisória atende tanto os trabalhadores autônomos como os que têm carteira assinada.

A senadora Leila Barros (PDT-DF) foi eleita presidente da comissão — que é mista, ou seja, é composta por deputados federais e senadores. A deputada Amanda Gentil (PP-MA) será a relatora do grupo.

Essa medida provisória, que foi editada em 12 de junho, faz parte do Programa Move Brasil, lançado pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito de diferentes segmentos do transporte.

Fundo

A MP 1.366/2026 autoriza o uso de recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis) para financiar:

  • a compra de veículos;
  • a renovação da frota;
  • investimentos para melhorar a atividade de transporte;
  • projetos que aumentem a produtividade;
  • iniciativas de redução das emissões de carbono.

Acesso ao crédito

Ao assumir a presidência da comissão, Leila Barros afirmou que a MP enfrenta uma das principais dificuldades de quem depende de veículos para trabalhar: o acesso ao crédito em condições favoráveis.

— É mais uma iniciativa importante do governo federal, porque enfrenta um problema concreto da vida de milhões de brasileiros: o custo de trabalhar. Estamos falando de motoristas de aplicativos, entregadores, motofretistas, mototaxistas, taxistas e outros profissionais de transporte de passageiros e de cargas. Homens e mulheres que saem de casa todos os dias e que dependem de um carro, de uma motocicleta ou de outro veículo para garantir a sua renda e sustentar as suas famílias — declarou.

Para a senadora, a dificuldade de acesso ao crédito faz com que esses profissionais continuem utilizando veículos mais antigos.

— Quem trabalha com aplicativo sabe como é difícil chegar ao sistema financeiro apresentando uma renda variável e pedir crédito com juros mais razoáveis. Muitas vezes, o resultado é continuar trabalhando com o veículo antigo, que consome mais combustível, exige mais manutenção, oferece menos segurança e compromete uma parcela cada vez maior da renda do trabalhador — ressaltou.

Sustentabilidade

Leila disse que os efeitos da MP vão além da concessão de crédito e envolvem geração de renda, mobilidade urbana, segurança no trânsito e desenvolvimento industrial sustentável.

Isso acontece, segundo ela, porque a medida provisória estimula o uso de veículos que atendem a critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica.

— Ao incentivar a renovação da frota e criar condições para a ampliação da infraestrutura de recarga e troca de baterias, por exemplo, estamos também preparando nossas cidades para a transição para uma mobilidade de baixo carbono — argumentou.

Tramitação

A senadora prometeu diálogo e agilidade na análise da MP. Segundo ela, a comissão ouvirá os setores envolvidos (por meio de audiências públicas, por exemplo) e analisará possíveis mudanças no texto.

— Como presidente desta comissão, vou trabalhar para que possamos analisar essa medida provisória com responsabilidade, ouvir os setores envolvidos, incentivar o aperfeiçoamento do texto, caso necessário, e construir as condições necessárias para a sua aprovação pelo Congresso Nacional — salientou.

Já foram oferecidas até agora 14 emendas ao texto. Após a análise da comissão, a medida provisória ainda terá de passar por votação, respectivamente, nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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