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Mãe de Isabele vai atuar como assistente de acusação contra pais da menor que assassinou sua filha

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Da Redação

 

Considerado um dos crimes mais bárbaros da história policial em Mato Grosso, o assassinato da adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14, continua rendendo capítulos sequenciais em âmbito judicial. O fato novo é que, atendendo pedido de Patrícia Hellen Guimarães Ramos, mãe de Isabel, a 8ª Vara Criminal autorizou para que ela atue como assistente de acusação na ação movida pelo Ministério Público de Mato Grosso contra Marcelo Cestari e Gaby Soares, pais da adolescente que tirou a vida de sua filha. Isabele foi morta no condomínio Alphaville, após receber um tiro no rosto desferida pela melhor amiga. 

Segundo avaliação da 6ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, favorável ao pedido de Patrícia para atuar como assistente de acusação, é intrínseca a relação dos fatos que culminaram com a morte de Isabele. Daí que o promotor Milton Pereira Merquíades se manifestou por acatar esse pedido. 

Anteriormente, os pais da menor atiradora {Marcelo Cestari e Gaby Soares}, por meio de embargos, contestaram oficialmente a decisão da Justiça estadual que qualificou ambos por homicídio culposo, com base em denúncia do Ministério Público. Também foram acusados de entrega de arma de fogo a pessoa menor de idade, fraude processual e corrupção de menores. Para os advogados do casal, tal decisão não se fundamental legalmente, posto estar amparada em contradições, omissões e obscuridade na decisão. Milton Pereira, promotor, manifestou-se pelo não conhecimento do recurso, oportunidade em que deferiu o pedido da mãe de Isabele, que requereu habilitação para atuar na acusação na condição de assistente.

Eis um dos trechos do despacho da Promotoria: “Analisando detidamente os autos, não há dúvidas quanto a legitimidade da requerente para intervir em todos os termos da denúncia e da ação penal pública como assistente da acusação, com fundamento nos artigos arts. 268 e 31, do CPP, tanto em relação crime de homicídio que diretamente vitimou a sua filha, bem como aos demais fatos denunciados, eis que entrelaçados com o evento morte”.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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