Mato Grosso
Pedófilo abusa de criança de 9 anos no Atacadão do Tijucal
Mato Grosso
Da Redação
Um homem de 27 anos, cuja mãe alegou à Polícia ser portador de distúrbios mentais, abusou de uma menina de 9 anos quando ela se dirigiu ao banheiro do Atacadão do Tijucal na manhã de ontem (9). A menina acompanhava a avó em compras e pediu para usar as instalações sanitárias, momento em que o tarado a abordou no recinto e praticou atos libidinosos. Assustada, a menina sequer gritou durante o abuso, saindo correndo depois.
Ao perceber que a neta aparentava comportamento estranho, a avó indagou o que havia acontecido. A criança mal conseguiu dizer algo, de tão nervosa que estava. Apontou, então, para o lado dos banheiros. A avó desconfiou que algo grave realmente acontecera, e a levou até lá para descobrir a causa. Chorando muito, a menina descreveu o homem que passou as mãos em sua genitália e violou outras partes do seu corpo.
A partir das descrições fornecidas pela menina aos funcionários do supermercado, o pedófilo começou a ser procurado nas instalações. A avó, juntamente com a criança, também auxiliou na busca, com o tarado sendo localizado tranquilamente escolhendo mercadorias. A direção do Atacadão acionou a Polícia Militar, que encontrou o homem já imobilizado pelos funcionários. Detido em flagrante, o pedófilo foi encaminhado à delegacia. Sua mãe também o acompanhou, e informou que ele teve surto psicótico por não estar fazendo uso de medicamentos controlados, visto que está em tratamento. As investigações da Polícia Civil prosseguem sobre esse caso.
Mato Grosso
Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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