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Pedro Taques assumiu papel de “bombeiro” em Mato Grosso

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A “herança maldita” das eras dos governos Silval Barbosa e Blairo Maggi caiu nas mãos de Pedro Taques como uma bomba relógio, obrigando o atual governador a imprimir maior celeridade para tocar a máquina estadual e atender os anseios da população

Da Editoria: G. Alves

 

O nome de Pedro Taques emergiu naturalmente das funções graduadas no Judiciário para ser alçado à condição de governador de Mato Grosso. O então o procurador da republica (responsável por trancafiar criminosos temidos) foi eleito maciçamente para consertar a série de estragos causados pelos seus antecessores no cargo, Silval Barbosa e Blairo Maggi. Taques não tardou a descobrir que teria mais problemas do que imaginava para concretizar parte das metas traçadas de governo: os rastros de corrupção dos ex-gestores imprimiram cicatrizes irreversíveis na estrutura governamental, inviabilizando muitos projetos.

Até então, para a maioria das pessoas, havia somente “indícios” de atos corruptos dos governos anteriores, nada provado. Mesmo após entregar o caixa do Estado zerado, o ex-governador Silval Barbosa tentou maquiar as contas governamentais com números fictícios, atribuindo “magnitude gestora” ao seu desempenho. Mas essa “prestação de contas” não convenceu em nada o seu sucessor, que determinou à Justiça o andamento de investigação minuciosa na administração estadual.

Em pouco tempo, os escândalos de corrupção dos governos Silval Barbosa e Blairo Maggi vieram à tona e pipocaram em praticamente todos os setores da administração estadual.  Tudo perpetrado em proveito de lucro financeiro dos ex-governadores, que contavam com séquito batalhão de seguidores. O grupo cúmplice incluía parlamentares, Tribunal de Contas e integrantes do próprio Judiciário Estadual, alguns presos e outros já afastados de suas respectivas funções.

Após ter feito delação premiada, ex-governador Silval BARBOSA entregou lista de cúmplices do sistema corrupto que imperou livremente no seu governo e no de Blairo Maggi. As manobras ilícitas incluem Conselheiros, parlamentares,  em âmbito estadual/federal, ministro de Temer e membros do Judiciário

.O caso extrapolou as fronteiras do Estado após o ex-governador Silval Barbosa – que estava detido no Centro de Custódia da Capital – ter feito acordo de delação premiada e “entregar” a lista de comparsas. E ganhou ainda mais notoriedade quando o Supremo Tribunal Federal determinou busca e apreensão nas casas do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que se julgava inatingível pelas denúncias de práticas corruptas que pairavam sobre sua gestão de governador. Vários conselheiros do Tribunal de Contas do Estado também foram afastados por determinação do STF.

A descoberta de infindáveis atos ilícitos praticados pelos governos passados acarretou certo impasse inicial na dinâmica de trabalho proposta pelo governador Pedro Taques. Impasse não suficiente para desanimar o atual gestor de dar continuidade ao seu moderno projeto de reconstrução de Mato Grosso. Enfático, Taques tem afirmado estar estarrecido diante dos rombos financeiros descobertos até agora. Porém, está notadamente confiante de que Mato Grosso conseguirá superar tais entraves, contabilizando novas vitórias empreendedoras.

“Infelizmente, esses escândalos das gestões corruptas impactaram negativamente vários setores governamentais. Inicialmente, quase comprometeram a marcha desenvolvimentista que ora realizamos no Estado, que precisa de mais obras estruturais e sociais. Temos empreendido bastante, mas poderíamos estar bem mais à frente se não tivéssemos nos defrontado com essa gama interminável de corrupção antes vigente nos meandros da administração estadual”.

 

 

 

 

 

 

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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