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Jayme: Inresponsabilidade e falta de Palnejamento

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Da Redação

O senador da republica Jayme Campos (DEM), aumentou o tom para criticar a postura do presidente Bolsonaro desde o início da pandemia da Covid-19 no Brasil. Ele ainda acusou o Governo Federal de irresponsabilidade e falta de planejamento.

“Acho que houve um descuido por parte das autoridades, sobretudo do Governo Federal, que foi de uma forma, até certo ponto, irresponsável. Não houve nenhum planejamento”, criticou, em entrevista à Rádio CBN Cuiabá.

“O próprio presidente da República sempre contestou, achou que não devia ter distanciamento social, que não tinha que usar máscara, que tinha que tomar Ivermectina e não sei mais o quê. Tudo, menos um tratamento adequado. Deu no que deu”, disse Jayme

Segundo o senador, se o Bolsonaro não dá bons exemplos, ao cidadão na rua também não buscará respeitar as autoridades e copiará o seu comportamento.

“O presidente Bolsonaro tinha que dar bons exemplos. Estava tomando banho há poucos dias numa cidade balneário, andando de moto aquática sem máscara. Semana passada estava desfilando de caminhonete e sem máscara”, citou.

O Senador Jayme Campos ressaltou que o sistema de saúde do País, tanto da rede pública quanto privada, está estrangulado e a população caminha para viver, nos próximos dias, uma “crise sem precedentes”.

“Chegamos ao ponto da exaustão. O Governo transformou-se de incompetente para impotente. É inconcebível, em pleno século 21, faltar oxigênio, como aconteceu no Amazonas”, lamentou Jayme Campos.

 Ainda apontou “irresponsabilidade de grande parcela da sociedade que não está respeitando as orientações médicas para deixar de disseminar o vírus”.

“Tem que haver uma conjugação de esforços entre os governos e, sobretudo, a sociedade civil organizada. O cidadão tem que ter responsabilidade”, disse.

Troca de ministros

Jayme afirmou que a tragédia no País foi, de certa forma, anunciada e ressaltou que a troca de ministros à frente da Pasta de Saúde ajudou para a confusão no planejamento do Brasil no combate à pandemia.

“Lá no início, quando surgiu a pandemia da Covid-19, o ministro [Luiz Henrique] Mandetta já havia rezado a missa. Dizia que tínhamos que respeitar a ciência, que a pandemia não seria resolvida da noite para o dia”, disse.

Segundo o senador, as autoridades não deram atenção ao alerta e preferiram achar que o então ministro queria se autopromover, a fim de sair candidato a algum cargo político no futuro.

“Desrespeitaram todas as regras possíveis, que a ciência já tinha falado e só aqueles menos esclarecidos não entendiam”criticou

“Acho que o Governo Federal tinha que preocupar mais nessa pandemia. Houve mudança de três ministros de Estado. Qual planejamento poderia ser formatado nessa insegurança?”, questionou.

O Senador ressaltou a atuação do atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a quem acusou de não ser competente para ocupar o cargo em que está.

“Acho que o Pazuello deve ser um cidadão muito competente, mas na área estratégica e de logística lá do Exército, não para ser ministro da Saúde. Ele tem recebido duras críticas e com razão. Qual o preparo, qual o conhecimento da ciência médica? Ele não tem conhecimento”, criticou.

“Eu acho que ele não estava preparado. Não desmerecendo a capacidade dele, mas para tocar uma área tão importante, precisávamos de um profissional que tivesse conhecimento técnico para isso. Eu não aceitaria um convite desses. Qualquer pessoa com um mínimo de consciência não aceitaria”, completou.

Falta de vacina

Para o senador, o país encontra-se em uma situação difícil no momento, tendo demorado demais para adquirir vacinas e com o presidente antecipando o embate eleitoral de 2022 ao “bater de frente” com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

“Podem falar o que for de João Dória, mas para mim, ele se preocupou com bastante antecedência e ajudou na aquisição dos insumos para produção da vacina através do Instituto Butantan. Temos capacidade de produção, falta investimento”, ressaltou.

Jayme lamentou o ritmo lento de vacinação no país e citou que a Organização Mundial de Saúde já alertou que o Brasil, se continuar nesse ritmo, deve ultrapassar os Estados Unidos em termos de óbitos por Covid-19.

“E lá eles estão avançando com a vacinação, têm estrutura. Aqui, vacinamos 6,7 milhões, nem 2% da população de 215 milhões. Nesse ritmo, quando vamos chegar? Daqui a 20 anos”, disparou.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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