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Copa do Mundo já tem mais de 1,5 milhão de ingressos solicitados

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Fifa informa que 70% das entradas foram compradas por torcedores russos

Da Redação

 

A oito dias de terminar a primeira fase das vendas de ingressos para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, a Fifa informou nesta quarta-feira que mais de 1,5 milhão de entradas já foram solicitadas. Os bilhetes começaram a ser comercializados em 14 de setembro. Nessa primeira etapa de vendas, os pedidos de ingressos podem ser feitos até as 6 horas (de Brasília) de 14 de outubro.

Segundo a Fifa, 70% dos ingressos adquiridos até agora foram comprados por torcedores russos. Entre os 30% restantes, Brasil, México, Argentina, Estados Unidos, Alemanha, Colômbia, China, Israel e Inglaterra estão entre os países com o maior número de torcedores que solicitaram ingressos. O jogo de abertura, com mais de 90 mil ingressos solicitados, e a grande final, com 132 mil, foram os duelos que mais atraíram procura.

Nesta etapa, os torcedores solicitam as entradas, que, em caso de maior disponibilidade do que procura, como já é o caso da grande final, serão sorteadas, sem importar a ordem em que foram pedidos os ingressos. As respostas sobre as solicitações serão dadas até 16 de novembro.

A entidade máxima do futebol informou que os ingressos começarão a ser enviados a partir de abril de 2018 até as semanas que antecedem o início da Copa do Mundo. Os pedidos de ingressos só podem ser feitos no site da Fifa (www.fifa.com/tickets). Os torcedores podem se inscrever para ingressos individuais, para um estádio específico ou ingresso para acompanhar a seleção de sua escolha nesta fase.

Os ingressos mais baratos, para a fase de grupos, custam US$ 105 (R$ 326). Os mais caros, para a final, são de US$ 1.100 (R$ 3.420). As vendas serão divididas em três fases: a atual, que termina 12 de outubro; uma segunda, que começa depois do sorteio das seleções, em 1° de dezembro e a última, que terá início em 18 de julho e acaba em 15 de julho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: David Mdzinarishvili/Reuters

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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