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CST da Mulher se reúne para organizar próximas ações

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Da Redação.

A Câmara Setorial Temática (CST) da Mulher se reuniu na manhã desta segunda-feira (22) para organizar as próximas ações a serem realizadas pelo grupo.

A presidente da CST, professora Jacy Proença fez a distribuição de tarefas. Entre elas está a gravação de vídeos e elaboração de texto para a campanha “Eu digo não ao assédio”. Também foi definido o grupo que vai trabalhar no convite a diferentes instituições para assinatura de um termo de cooperação técnica.

De acordo com Proença, é necessário revisar o termo que foi proposto no ano passado, antes da pandemia. Ela lembra que 11 instituições manifestaram interesse em aderir, porém destaca que o comando da grande maioria desses órgãos foi trocado e por isso a necessidade de retomar o diálogo. Esse item da pauta deverá receber mais atenção após a realização do seminário “Mulheres no espaço público”, marcado para o dia 8 de março.

A maioria das palestras e falas a serem apresentadas no evento será gravada previamente, em medida de prevenção ao novo coronavírus. “As apresentações culturais também serão gravadas e transmitidas na hora”, explica Jacy Proença.

Ela adiantou que a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria Helena Póvoas, vai gravar sua participação. Assim como a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e deputado federal Rosa Neide (PT). Já a vereadora de Cuiabá Edna Sampaio (PT) e o juiz Jamilson Haddad Campos falarão no seminário presencialmente. “Com isso, ficaremos dentro do limite de até quatro pessoas na Assembleia”, garante a presidente da CST.

Ainda durante o encontro, feito de forma híbrida (presencial e virtual), Jacy Proença comunicou a marcação de uma agenda com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no próximo dia 3 de março. E também defendeu a divulgação dos trabalhos da Câmara Setorial Temática junto a outras instituições, especialmente a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), que faz reuniões sobre os direitos das mulheres.

A presidente da CST ainda se mostrou otimista com as chances de a câmara temática ser transformada num órgão de funcionamento permanente na Assembleia Legislativa. Segundo ela, o presidente da Casa, deputado Eduardo Botelho (DEM) é favorável à ideia e garantiu que buscará meios para isso acontecer. “Ele inclusive disse que estará presente na abertura do seminário no dia 8 e permitiu que o evento seja feito aqui o dia todo”, destaca.

Foto: Angelo Varela/ALMT

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Comissão que analisará linha de crédito para motociclistas profissionais é instalada

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O Congresso Nacional instalou nesta segunda (17) a comissão que vai analisar a MP 1.366/2026. Essa medida provisória criou uma linha de financiamento facilitado para motociclistas profissionais que atuam no transporte de passageiros ou em serviços de entrega por aplicativo.

A MP também beneficia taxistas, motoristas de aplicativo e transportadores de pequenas cargas urbanas. A medida provisória atende tanto os trabalhadores autônomos como os que têm carteira assinada.

A senadora Leila Barros (PDT-DF) foi eleita presidente da comissão — que é mista, ou seja, é composta por deputados federais e senadores. A deputada Amanda Gentil (PP-MA) será a relatora do grupo.

Essa medida provisória, que foi editada em 12 de junho, faz parte do Programa Move Brasil, lançado pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito de diferentes segmentos do transporte.

Fundo

A MP 1.366/2026 autoriza o uso de recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis) para financiar:

  • a compra de veículos;
  • a renovação da frota;
  • investimentos para melhorar a atividade de transporte;
  • projetos que aumentem a produtividade;
  • iniciativas de redução das emissões de carbono.

Acesso ao crédito

Ao assumir a presidência da comissão, Leila Barros afirmou que a MP enfrenta uma das principais dificuldades de quem depende de veículos para trabalhar: o acesso ao crédito em condições favoráveis.

— É mais uma iniciativa importante do governo federal, porque enfrenta um problema concreto da vida de milhões de brasileiros: o custo de trabalhar. Estamos falando de motoristas de aplicativos, entregadores, motofretistas, mototaxistas, taxistas e outros profissionais de transporte de passageiros e de cargas. Homens e mulheres que saem de casa todos os dias e que dependem de um carro, de uma motocicleta ou de outro veículo para garantir a sua renda e sustentar as suas famílias — declarou.

Para a senadora, a dificuldade de acesso ao crédito faz com que esses profissionais continuem utilizando veículos mais antigos.

— Quem trabalha com aplicativo sabe como é difícil chegar ao sistema financeiro apresentando uma renda variável e pedir crédito com juros mais razoáveis. Muitas vezes, o resultado é continuar trabalhando com o veículo antigo, que consome mais combustível, exige mais manutenção, oferece menos segurança e compromete uma parcela cada vez maior da renda do trabalhador — ressaltou.

Sustentabilidade

Leila disse que os efeitos da MP vão além da concessão de crédito e envolvem geração de renda, mobilidade urbana, segurança no trânsito e desenvolvimento industrial sustentável.

Isso acontece, segundo ela, porque a medida provisória estimula o uso de veículos que atendem a critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica.

— Ao incentivar a renovação da frota e criar condições para a ampliação da infraestrutura de recarga e troca de baterias, por exemplo, estamos também preparando nossas cidades para a transição para uma mobilidade de baixo carbono — argumentou.

Tramitação

A senadora prometeu diálogo e agilidade na análise da MP. Segundo ela, a comissão ouvirá os setores envolvidos (por meio de audiências públicas, por exemplo) e analisará possíveis mudanças no texto.

— Como presidente desta comissão, vou trabalhar para que possamos analisar essa medida provisória com responsabilidade, ouvir os setores envolvidos, incentivar o aperfeiçoamento do texto, caso necessário, e construir as condições necessárias para a sua aprovação pelo Congresso Nacional — salientou.

Já foram oferecidas até agora 14 emendas ao texto. Após a análise da comissão, a medida provisória ainda terá de passar por votação, respectivamente, nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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