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São Paulo bate Sport e deixa a zona de rebaixamento após 13 rodadas

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Time consegue vitória por 1 a 0 no Morumbi e sai das quatro últimas posições do Campeonato Brasileiro

Da Redação

 

Foram 13 rodadas angustiantes na zona de rebaixamento, incluindo as oito últimas. A jornada dura e perigosa para o São Paulo neste Campeonato Brasileiro pelo menos começa agora a parecer mais positiva, pois depois da vitória deste domingo por 1 a 0 sobre o Sport, no Morumbi, o time saiu das quatro últimas posições e contou com a ajuda dos outros resultados da rodada para dar um salto.

O time que passou metade das 26 rodadas perto do descenso à Série Bconseguiu a reação ao ganhar um confronto direto. Placar magro, é verdade. Com futebol econômico, também. Mas ainda assim foi tudo na medida certa para a equipe conseguir o alívio momentâneo esperado e sair da incômoda zona de rebaixamento.

A partida chamou a atenção pelos uniformes inusitados. O São Paulo abriu mão das cores tradicionais para estrear a nova camisa três, preta, com calções e meiões cor de vinho, diante do rubro-negro Sport, mas que vestiu dourado. A aparência diferente não fez o futebol ser melhor, e as duas equipes erraram muitos passes e fizeram um jogo tecnicamente ruim.
A torcida mais uma vez compareceu em bom número para uma tarde ensolarada marcada pelo “até breve” ao Morumbi. Como o estádio será cedido para shows, o São Paulo vai mandar cinco partidas no Pacaembu e só retornará para casa na última rodada, daqui dois meses. O público sentiu a necessidade de marcar presença e não desanimou mesmo com um começo pouco empolgante do time.

O São Paulo não conseguiu manter o bom ritmo de atuação do primeiro tempo contra o Corinthians. O jogo foi lento, com muitos erros de passes e recuos perigosos para Sidão. A primeira chance perigosa, inclusive, foi do Sport, com um chute no travessão dado por Anselmo. Restava ao público perseguir o ex-são-paulino Wesley para se animar, já que a partida não era atrativa.

Com mais posse de bola e um time superior, o São Paulo manteve o domínio e abriu o placar em uma falha do time pernambucano. Edimar cruzou, a defesa afastou mal e Marcos Guilherme, aos 35 minutos de jogo, pegou a sobra para abrir o placar. Foi a senha para a equipe se tranquilizar, pois o resultado significava a saída da zona de rebaixamento e um salto na tabela.

O desafio no segundo tempo era jogar como terminou a etapa inicial. Mas o São Paulo voltou lento, sem criatividade e com toques laterais sem ofensividade. Pratto vinha buscar o jogo no meio-campo e deixava o time desorganizado e sem ataque. O Sport tentou se aproveitar dessa instabilidade, ficou com a bola mais tempo nos pés e levou perigo durante o segundo tempo.

O São Paulo só foi chutar a gol pela primeira vez no segundo tempo aos 36 minutos. Foi o estopim para a torcida e a equipe voltarem a pressionar o Sport. O despertar veio na hora certa e segurou o time pernambucano. O sufoco, porém, durou até o fim. Ainda nos acréscimos Sidão fez duas defesas importante para dar ao clube do Morumbi a vitória tranquilizante.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 1 X 0 SPORT

SÃO PAULO: Sidão; Éder Militão, Rodrigo Caio, Arboleda e Edimar; Petros, Hernanes, Lucas Fernandes (Marcinho), Cueva (Shaylon), Marcos Guilherme (Gomez) e Pratto. Técnico: Dorival Junior.

SPORT: Magrão; Raul Prata, Ronaldo Alves, Oswaldo Henriquez e Sander (Osvaldo); Anselmo (Thomas), Rithely e Wesley; Rogério (Thallyson), Mena e André. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Gol: Marcos Guilherme, aos 35 minutos do primeiro tempo.

Cartões amarelos: Sander e Rithely.

Público: 43.071 pessoas.

Renda: R$ 1.065.285,00.

Local: Morumbi, em São Paulo.

Fonte: O Estado de S. Paulo
Foto: Alex Silva/Estadão
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Flamengo perde nos pênaltis e está eliminado da Libertadores

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O Flamengo está fora da Copa Libertadores. Nesta quinta-feira (22.10), o Rubro-Negro empatou em 0 a 0 com o Estudiantes no Maracanã, no Rio de Janeiro, pelo jogo de volta da semifinal, e acabou eliminado ao perder por 3 a 2 na disputa de pênaltis. O goleiro Muslera foi o grande nome da noite: defendeu três cobranças e assegurou a classificação argentina diante de 72.492 torcedores.

A equipe de Leonardo Jardim até teve um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo, após a expulsão de Baltasar Rodríguez, mas não conseguiu superar a defesa adversária. Na disputa por penalidades, Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique pararam no goleiro uruguaio. Arrascaeta e Léo Pereira foram os únicos a converter para o Flamengo.

Com a vaga garantida, o Estudiantes enfrenta o Palmeiras na final da Libertadores, marcada para 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu. A decisão reedita o confronto de 1968, quando o clube argentino conquistou o título continental ao superar o Verdão no jogo de desempate, também disputado no Centenário. O Flamengo, por sua vez, se despede da competição após dois empates sem gols na semifinal e concentra as atenções na reta final do Campeonato Brasileiro.

O jogo

O Estudiantes começou pressionando a saída de bola rubro-negra e criou a primeira oportunidade aos dois minutos, com Santiago Núñez finalizando de fora da área para defesa de Rossi. O Flamengo tentou assumir o controle por meio da posse de bola, mas encontrou dificuldades para furar a marcação argentina. Aos oito minutos, Pedro fez o pivô e acionou Lucas Paquetá, que chutou por cima do gol.

Aos 15, a equipe visitante voltou a assustar. Após cobrança de escanteio, González Pirez cabeceou, Marcos Rojo desviou e Rossi fez grande defesa, com Alex Sandro afastando o rebote. Um minuto depois, Baltasar Rodríguez arriscou de longe, obrigou o goleiro a se esticar e ainda acertou a trave.

A melhor chance do Flamengo na primeira etapa surgiu aos 23 minutos. Carrascal encontrou Pedro dentro da área, e o centroavante ajeitou de calcanhar para Emerson Royal, que finalizou para o bloqueio de Núñez na pequena área. Aos 32, Pedro voltou a levar perigo ao passar por dois marcadores e invadir a área antes de finalizar cruzado, sem que Carrascal alcançasse na segunda trave. Apesar da maior posse de bola, o Rubro-Negro terminou o primeiro tempo sem finalizar na direção do gol.

O panorama mudou logo aos quatro minutos da etapa final, quando Baltasar Rodríguez puxou a camisa de Samuel Lino perto da área e recebeu o segundo cartão amarelo. Com um jogador a mais, o Flamengo passou a pressionar. Na cobrança da falta, aos cinco minutos, Paquetá bateu com perigo e obrigou Muslera a espalmar, na primeira finalização rubro-negra em direção ao gol.

Aos 13, Paquetá cabeceou após escanteio cobrado por Carrascal, mas o goleiro argentino defendeu sem dificuldades. Aos 18, Jardim promoveu a entrada de Arrascaeta no lugar de Carrascal. O uruguaio voltou a atuar após se recuperar de uma cirurgia no punho esquerdo, utilizando proteção no local.

O Flamengo manteve a posse e insistiu principalmente em jogadas pelas laterais. Aos 22 minutos, Samuel Lino recebeu dentro da área e finalizou, mas Mancuso bloqueou. Na reta final, Bruno Henrique e Gonzalo Plata também entraram para reforçar o ataque. A oportunidade mais clara veio aos 36 minutos: Paquetá lançou Plata, que apareceu livre diante de Muslera e cabeceou, com o goleiro saindo bem e fechando o ângulo. Aos 41, Paquetá voltou a assustar em cabeçada após cruzamento de Jorginho, perto da trave direita. A pressão dos minutos finais, porém, não terminou em gol, e a decisão foi para os pênaltis.

Nos pênaltis, o Estudiantes levou a melhor por 3 a 2. Arrascaeta abriu a série rubro-negra convertendo sua cobrança, mas Jorginho e Lucas Paquetá pararam em Muslera. Léo Pereira marcou o segundo do Flamengo, e Bruno Henrique também teve o chute defendido pelo goleiro uruguaio. Pelo lado argentino, José Sosa, Mancuso e Tiago Palacios converteram, enquanto Cetré desperdiçou ao mandar a bola por cima do gol.

Próximos jogos

O Flamengo volta a campo na segunda-feira, 26 de outubro, às 20h (de Brasília), quando recebe o Atlético-MG pelo Campeonato Brasileiro. No mesmo dia, às 19h, o Estudiantes visita o Unión de Santa Fe pelo Campeonato Argentino.

Árbitro Gustavo Tejera (URU)
Assistente Nicolas Taran (URU)
Assistente Carlos Barreiro (URU)
VAR Antonio Garcia (URU)
FLAMENGO ESTUDIANTES
Técnico Leonardo Jardim Alexander Medina
Escalação Rossi; Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro (Ayrton Lucas); Erick Pulgar (Bruno Henrique), Jorginho e Lucas Paquetá; Carrascal (Arrascaeta), Pedro (Joaquín Freitas) e Samuel Lino (Plata) Muslera; Mancuso, González Pirez, Santiago Núñez e Marcos Rojo (Tomás Palacios); Piovi, Alexis Castro (José Sosa), Baltasar Rodríguez e Tobio Burgos (Cetré); Joaquín Correa (Tiago Palacios) e Carrillo (Gaich)

Fonte: Esportes





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