Esporte
Léo Moura admite que meta do Grêmio no Brasileiro é garantir vaga da Libertadores
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Equipe gaúcha está na 3ª colocação da competição, 11 pontos atrás do líder Corinthians
Da Redação
O lateral-direito Léo Moura, do Grêmio, admitiu em entrevista coletiva neste sábado, em Porto Alegre, que o time tricolor gaúcho não pensa mais no título do Campeonato Brasileiro. A intenção, segundo o jogador – que também tem atuado como meio-campista -, é terminar a competição na zona de classificação para a Copa Libertadores do ano que vem.
“Todo clube que entra para disputar o Brasileiro pensa em título. Mas sabemos que a distancia é grande. O que mais nos motiva é ficar entre os quatro para disputar a Libertadores no ano que vem. Temos que manter o foco no Brasileiro, sim. A Libertadores (semifinais contra o Barcelona de Guayaquil) a gente só vai jogar no final do mês. É essa a motivação que tem que existir. Voltar a vencer no Brasileiro, ficar colado no líder que até o final do campeonato vai nos dar a chance de estar garantido na próxima Libertadores”, revelou o defensor.
Léo Moura, que renovou contrato com o clube gaúcho por mais um ano, entende que o Grêmio viveu um período de instabilidade devido à saída de alguns jogadores importantes ao longo da temporada.
“Precisa ter um pouco mais de frieza e tranquilidade. Em alguns momentos, estamos nos precipitando um pouco, dando muita bola para os adversários, coisa que não fazíamos antes. Talvez pela perda da características de alguns jogadores que hoje não estão. Temos que recuperar isso, porque faz a diferença no campo”.
Para o próximo compromisso pelo Campeonato Brasileiro, neste domingo, às 16 horas, em Porto Alegre, diante do Fluminense, o técnico Renato Gaúcho – que encerrou a preparação do elenco para o duelo com um treino neste sábado, no CT Luiz Carvalho – terá de utilizar uma equipe mista, pois não poderá contar com alguns jogadores considerados titulares.
O volante Michel e os zagueiros Bressan e Kannemann estão suspensos pelo terceiro cartão amarelo. Já o atacante Lucas Barrios, o meia Fernandinho e o lateral-direito Edílson estão lesionados. O atacante Luan e o meia Douglas fizeram atividades separadamente do restante do grupo. Por outro lado, o volante Cristian fará sua estreia no time titular.
O Grêmio é o terceiro colocado do Brasileiro, com 43 pontos. A equipe precisa da vitória para, na pior das hipóteses, ao menos manter a distância de 11 pontos para o líder Corinthians. Essa larga vantagem, porém, só poderá ocorrer se o time corintiano também vencer neste domingo, no Mineirão, o Cruzeiro.
O técnico Renato Gaúcho relacionou os seguintes jogadores para o embate com o time tricolor carioca:
Goleiros: Marcelo Grohe e Paulo Victor;
Laterais: Cortez, Leonardo, Léo Moura e Marcelo Oliveira;
Zagueiros: Bruno Rodrigo, Geromel e Rafael Thyere;
Volantes: Arthur, Cristian, Jaílson, Kaio, Machado e Ramiro;
Meias: Jean Pyerre e Patrick;
Atacantes: Beto da Silva, Dionathã, Everton, Jael e Michael Arroyo.
Fonte: Estadão Conteúdo
Foto: Lucas Uebel/Grêmio Fbpa
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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