Mato Grosso

Jornalista é preso por assassinar brutalmente irmã advogada a facadas

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Mato Grosso

Da Redação

A Policia do Piauí (PCPI) prendeu, na segunda-feira (15/2), o homem acusado de assassinar a facadas a sua própria irmã a advogada Izadora Santos Mourão, de 41 anos.

O coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Francisco Costa, o ‘Barêtta’, informou nesta terça-feira (16) que a advogada Izadora Mourão foi morta com sete golpes de faca no quarto do irmão, o jornalista João Paulo Mourão, que é o principal suspeito do crime.

As investigações apontam que, após matá-la, o irmão teria ido dormir no quarto da mãe. Ela, ao encontrar a filha, segundo o Barêtta, ligou para a empregada doméstica da casa pedindo para que ela dissesse que uma mulher havia entrado na residência e que João Paulo estava dormindo.

Izadora foi morta no quarto dele e, após matá-la, ele foi dormir no quarto da mãe. A mãe, quando tomou conhecimento que a filha estava ferida ou morta, ao invés de ligar para a polícia e chamar o socorro médico, ela ligou para a faxineira combinando que ela dissesse que João Paulo estava dormindo e que uma mulher teria entrado. Porém, a partir das 7 horas da manhã, ninguém entrou naquela casa”, relatou o coordenador do DHPP.

Duas facas foram utilizadas no crime. Uma delas ficou com a tia e outra com o primo do suspeito. “São duas facas utilizadas por ele, uma ficou com a tia e outra ele deixou com o primo. A tia o chamou para entregar a faca. A olho nu, nós já sabemos que tem vestígios de sangue e elas irão passar por exames periciais”, comentou Barêtta.

Para o delegado, o crime foi premeditado. “Eles possuíam umas desavenças, mas isso vai ser delineado nos autos do inquérito policial nos próximos dez dias. A motivação é muito subjetiva. Ele não fala, ele não confessa. Na verdade, ele premeditou o crime. A Izadora, nas últimas forças dela, ela ainda se locomove e deixa claro que o assassinado estava próximo dela e dentro de casa”, disse.

Irmão preso

João Paulo Mourão, irmão da advogada, foi preso na ultima  segunda-feira (15), ele é o principal suspeito de ser o autor do crime. A polícia encontrou no quarto dele roupas sujas de sangue e uma faca que teria sido utilizada para assassinar Izadora. A vítima morava com o irmão e a mãe em Pedro II.

Conforme Barêtta, pessoas da família de Izadora serão investigadas por passar informações equivocadas aos policiais durante a investigação.

Versão inventada

No dia do crime, no ultimo sábado (13), a família alegou à Polícia Militar que uma mulher, identificada apenas como Maria, teria entrado ido até à casa da advogada e, após sair, Izadora Mourão foi encontrada já sem vida.

“De acordo com relato de familiares, a mulher esteve ontem na casa da vítima, contudo, a vítima não se encontrava. Ela retornou hoje, a vítima a conhecia e como ela estava indisposta, pediu para que a mulher entrasse no quarto”, afirmou o major Jairo Oliveira.

Segundo o delegado, a história teria sido inventada para atrapalhar a investigação.

Fonte: G1 Piauí

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Obras em área de preservação são investigadas pelo MPMT

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou inquérito civil para apurar obras e intervenções realizadas pelo Município de Colíder em uma Área de Preservação Permanente (APP) às margens do Rio Jaracatiá, na Avenida do Colonizador Roque Guedes, região central da cidade. A investigação é conduzida pela promotora de Justiça Graziella Salina Ferrari, titular da 1ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Colíder.A medida foi adotada após a constatação de intervenções na APP durante vistoria realizada pelo Ministério Público nesta quinta-feira (20). Conforme o relatório elaborado pela Promotoria, foram identificados serviços de remoção de vegetação, movimentação de terra com o uso de escavadeira hidráulica, exposição do solo e colocação de pedras nas margens do curso d’água. Na portaria de instauração, a Promotoria de Justiça destaca que as faixas marginais de cursos d’água são protegidas pela legislação ambiental como Áreas de Preservação Permanente e que qualquer intervenção nesses locais depende da observância das hipóteses legais, além da obtenção de licenciamento ambiental, autorização do órgão competente e, quando necessário, outorga de recursos hídricos. A realização de intervenções em APP sem as devidas autorizações pode caracterizar infrações previstas na Lei de Crimes Ambientais.Como primeiras providências da investigação, a promotora requisitou ao Município o envio, no prazo de 10 dias úteis, de documentos relacionados ao possível licenciamento ambiental, autorizações para intervenção em APP, atos de outorga ou dispensa de outorga, além dos projetos executivos das obras e respectivas Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs). A Secretaria Municipal de Meio Ambiente também deverá apresentar cópias dos procedimentos administrativos de licenciamento e das eventuais autorizações emitidas, bem como o parecer técnico que possa ter fundamentado a liberação da intervenção. Já a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) foi oficiada para informar a existência de processos administrativos relacionados às obras e realizar fiscalização no local, com o encaminhamento posterior de relatório à Promotoria de Justiça. Além disso, a promotora solicitou apoio técnico especializado ao Centro de Apoio Operacional às Promotorias (CAEx Ambiental) para análise da área por imagens de satélite. O objetivo é identificar as condições da cobertura vegetal antes da intervenção, delimitar a extensão da APP, mensurar a área afetada, avaliar os danos ambientais já causados e os riscos decorrentes das obras, especialmente em períodos chuvosos, bem como estimar a valoração econômica dos eventuais prejuízos ambientais.O relatório de vistoria produzido pelo Ministério Público aponta intervenção direta em ambas as margens do Rio Jaracatiá, abrangendo trechos da Área de Preservação Permanente.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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