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Corinthians já inicia planejamento para a próxima temporada

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Com a vaga para a Libertadores praticamente assegurada, clube começa a analisar o elenco visando 2018

Da Redação

 

O ano de 2018 já começou no Corinthians, pelo menos em relação a planejamento. Jogadores e comissão técnica mantém o foco na disputa do Campeonato Brasileiro, mas a diretoria já começa a pensar no ano que vem e começou a analisar o elenco e definir as posições em que o grupo está mais carente de opções. A renovação de contrato do técnico Fábio Carille era o último passo antes de iniciar a nova etapa.

A diretoria trabalha com a ideia de que o Corinthians estará na Libertadores do ano que vem. Assim, precisará ter um elenco melhorado sob o ponto de vista técnico e, principalmente, quantitativo. Existe ainda uma preocupação de que alguns titulares deverão ser negociados no fim da temporada e precisarão ter substitutos à altura.

Balbuena, Guilherme Arana, Fagner, Pablo e Rodriguinho são alguns dos atletas que podem deixar o clube. Mas o setor que é tratado como prioridade, por enquanto, é o ataque. Jô é titular absoluto e a diretoria e comissão técnica entendem que é preciso ter mais opções no setor.

Kazim tem contrato até dezembro do ano que vem e é um dos atletas mais queridos pelos jogadores, mas tecnicamente tem ajudado pouco ao técnico Carille. Carlinhos é muito jovem e ainda precisa amadurecer para ter mais oportunidades e aparecer como substituto de Jô. Por isso, a ordem é ir atrás de opções para a posição.

No meio de campo, um novo maestro também é visto com bons olhos. Jadson e Rodriguinho caíram de rendimento nas últimas rodadas e Carille pode até testar Marquinhos Gabriel e Clayson, mas também não são nomes vistos como certeza de sucesso.

Na zaga, os dirigentes acham difícil conseguir manter Pablo, mas mesmo que tenha sucesso, querem pelo menos mais uma opção. Além dele, o time conta com Balbuena (que pode sair), Pedro Henrique, Léo Santos e Vilson. O fato é que nenhum jogador deve chegar ao elenco nesta temporada. A busca por reforços é para o ano que vem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: JF Diorio/Estadão

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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