Esporte
Neymar pede desculpas para Cavani na frente do grupo após entrevero, diz jornal
Esporte
De acordo com o L’Équipe, o brasileiro teria se desculpado com o uruguaio na frente do elenco a fim de apaziguar os ânimos
Da Redação
A relação profissional entre Neymar e Cavani pode estar próxima de um ‘recomeço’. De acordo com a imprensa francesa, os dois atacantes do Paris Saint-Germain teriam feito as pazes nesta quarta-feira depois do entrevero em que ambos se envolveram durante a última partida do Campeonato Francês, no domingo.
De acordo com o jornal L’Équipe, o brasileiro, tido como um dos vilões no caso – que envolveu até o lateral Daniel Alves -, teria pedido desculpas para o centroavante uruguaio na frente do elenco no vestiário da equipe.
O periódico francês afirma que Thiago Silva, zagueiro do PSG, serviu de intérprete para o brasileiro, que teria lamentado sua atitude durante e depois da vitória sobre o Lyon por 2 a 0. Na ocasião, ele e Cavani discutiram por uma cobrança de falta, com Daniel aparentemente roubando a bola do uruguaio e entregando a Neymar. Ainda na mesma partida, o mesmo se repetiu em uma cobrança de pênalti, com o camisa 10 sendo contrariado desta vez.
A imprensa europeia afirmou que o capitão da equipe parisiense foi, inclusive, quem separou uma briga entre os dois atacantes no vestiário após o jogo. O brasileiro teria partido para cima do uruguaio após ser questionado por ele. A briga, no entanto, teria deixado o uruguaio isolado no grupo.
O técnico Unai Emery, por sua vez, se ausentou da discussão sobre quem deveria cobrar faltas e pênaltis no time. Sem informar a hierarquia atual, ele afirmou em entrevista que os dois são capazes de decidir quem poderá efetuar as cobranças de faltas e pênaltis.
Nesta quinta, Daniel Alves respondeu aos comentários do uruguaio Diego Forlán, que saiu em defesa do seu compatriota e disse que ele não deveria ter se envolvido na discussão. “Não deveria haver uma terceira pessoa na discussão. É infantil. Mas eles são amigos, são brasileiros, e se defendem”, afirmou o atacante celeste.
Em sua conta no Twitter, o lateral brasileiro negou mais uma vez que tenha ajudado Neymar. “Não sei qual jogo vocês assistiram, mas para sua informação eu não tirei a bola de nenhum companheiro, pelo contrário, me roubaram ela”, afirmou. “E para que se lembrem, o último gol de falta do PSG fui eu quem fiz, então parem de envolver meu nome em polêmicas”.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: Franck Fife/AFP
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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