Mato Grosso

Várzea Grande adere a campanha da Fecomércio contra a pirataria e o contrabando

Publicado em

Mato Grosso

LUCIMAR CAMPOS DEFENDEU ESTE TIPO DE ATUAÇÃO COMO FORMA DE REDUZIR A ALTA CARGA TRIBUTÁRIA QUE CASTIGA A POPULAÇÃO

Da Redação

 

Critica da alta carga tributária cobra pelo poder público de uma maneira em geral, principalmente quando não há retorno nos serviços públicos prestados a população, a prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos frisou que o poder público municipal vai aderir a campanha da Fecomércio-MT –  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso contra a pirataria e o contrabando e que causa um prejuízo estimado em todo mundo da ordem de US$ 638 bilhões.

A mesma campanha será lança nesta quarta-feira, 20, em Brasília, mais precisamente no Congresso Nacional a pedido da Confederação Nacional do Comércio – CNC.

Lucimar se demonstrou impressionada com os números e prejuízos que a pirataria e o contrabando acarretam no Brasil e no mundo. “Somente no Brasil são R$ 130,4 bilhões de perdas setoriais mais a sonegação de impostos”, informou o presidente da Fecomércio-MT, Hermes Martins da Cunha que juntamente com o superintendente da entidade, Evaldo Silva foram apresentar as ações que a mesma defende junto aos Poderes Públicos Federal, Estadual e Municipal para combater este maleficio que deixa de gerar empregos, dividendos e estabiliza a economia de uma maneira em geral.

A10.jpg

Somente em medicamentos a pirataria e o contrabando promovem perdas anuais da ordem de R$ 10 bilhões.

“Reafirmo minha convicção de que não precisamos criar ou aumentar mais impostos, precisamos combater os gargalos e isto não depende apenas do Poder Público, mas da população, de entidades do porte da Fecomércio-MT e da Confederação Nacional do Comércio – CNC entre outros”, disse Lucimar Sacre de Campos.

A prefeita da segunda maior cidade de Mato Grosso, assinalou ainda que se a estrutura funcionasse como deve, com certeza haveria uma queda na alta carga tributária que no Brasil penaliza a todos, primeiro por ser exagerada e segundo pelo fato de que os serviços públicos ficam sempre a desejar perante a população.

Hermes Martins da Cunha apontou que a pirataria e o contrabando escondem uma série de outras organizações criminosas. “A falsificação e contrabando andam de mãos dadas com o crime organizado, tráfico de drogas e armas e da exploração de trabalho análogo ou escravo de crianças, jovens e até mesmo adultos”, lembrou o presidente da entidade.

Segundo Hermes Martins da Cunha, a OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, estima que a falsificação e a pirataria custam às empresas, no mundo US$ 638 bilhões por ano.

Ao todo 17 sindicatos de diversas categorias participam da política de combate a pirataria e contrabando.

“É importante ter o apoio da Prefeitura de Várzea Grande e da prefeita Lucimar Sacre de Campos que tem se notabilizado por realizar uma administração proeminente e voltada pelo engrandecimento da cidade e pelo atendimento à população”, disse Hermes Martins da Cunha para quem o arrojo da prefeita tem feito com que Várzea Grande seja palco de boas notícias.

Já para o superintendente da Fecomércio-MT, Evaldo Silva, o mais importante é o engajamento de gestores públicos comprometidos com a construção de um pais, um Estado e municípios melhores. “É visível para nós que constantemente estamos em Várzea Grande que a cidade respira outros ares e que o desenvolvimento se tornou palavra de ordem, aonde todos ganham, o povo, o comércio, a indústria, enfim todo mundo passa a fazer parte deste ciclo virtuoso de melhora da qualidade de vida, isto demonstra que a prefeita Lucimar Sacre de Campos trabalha no rumo certo e com certeza já colhe e irá colher mais resultados positivos”, disse.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Publicados

em


Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA