Mato Grosso

Quem será o verdadeiro “pai” do VLT?

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Mato Grosso

Da Redação.

“Filho feio, ninguém quer assumir”, uma frase popular, que aqui em Mato Grosso, pode ser utilizada como comparação para o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que agora virou disputa política, econômica e jurídica, porém já foi um sonho idealizado por um seguimento, transformado por outros em pesadelo.

Com objetivo de transformar Cuiabá em uma Capital, com destaque no desenvolvimento econômico do país, as informações do “canto do Aracuã”, apontam que até codinome “Capital do Agronegócio” surgiu muito antes das discussões atuais, que as primeira cogitações já teriam acontecido há cerca de 20 anos, por volta de 2002.

“O VLT é um meio de transporte utilizado em várias cidades da Europa, há décadas, por ser considerado um transporte público eficiente”.

De acordo com informações de bastidores, nos primórdios dos anos 2000, quando as tecnologias começaram avançar, tanto em Cuiabá, quanto nas maiores cidades do estado, surgiu o sonho, projetos e planos, de ter uma Capital que fosse referência da aptidão econômica da região, para o mundo.

Neste contexto, além de rodovias, hidrovias, ferrovias e estradas que condizem com o potencial econômico produzido no então “Celeiro do Brasil”, foi também cogitado um meio de transporte público moderno, eficiente, ecologicamente correto, econômico, que colocasse Cuiabá em comparação com as cidades dos grandes centros mundiais.

“Os empresários irão chegar no aeroporto, pegar o VLT e descer no Centro Político Administrativo. Um sonho à ser realizado”?

Assim, teria surgido do tão sonhado VLT, que no papel, nos primeiros desenhos dos traçados e nas primeira planilhas de custos, estaria dando tudo certo, mas na época, o “aracuã” teria soltado o primeiro canto, avisando que:

“Estamos no Brasil, em Mato Grosso, mais precisamente, em Cuiabá”.

De sonho virou projeto, o dinheiro chegou, caiu nas mãos de agentes públicos e empreiteiros, quem era para fiscalizar, foi omisso ou conivente, “o filho que tinha um futuro brilhante pela frente, virou um órfão abandonado, rejeitado por todos”, que teve alto custo, bancado com dinheiro público, corroído pela corrupção, já se vão quase duas décadas, que separam o sonho do pesadelo, sem nenhuma solução.

“Na Europa, de onde o modelo do VLT foi verificado, o sistema de cobrança da tarifa é integrado, ou seja, na sua maioria, a mesma tarifa paga para o usuário andar de ônibus, serve de integração para o VLT”.

Todo filho, independe de feio ou bonito, tem um pai, quem será o verdadeiro “pai” do VLT, Blairo Maggi, Silval Barbosa ou José Geraldo Riva?

Alguém terá que assumir as consequências de uma criação desastrosa, que causou danos aos cofres públicos, corrompeu com o favorecimento de enriquecimento ilícito, com atos de corrupção ativa e passiva, alguém terá que resolver este projeto considerado utopia por muitos, e um avanço tecnológico que iria beneficiar diretamente, outros.

Com todos esses atos e boatos, só resta ao povo de Mato Grosso questionar:  Até quando a corrupção irá continuar destruindo com sonhos e desenvolvimento da região?

 

 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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