Mato Grosso

DEM e MDB duas forças com destinos que dependem de consenso em 2021, para ter sucesso em 2022

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Mato Grosso

Da Redação.

O ano de 2021 já começa “a todo vapor” no cenário da política, com duas forças partidárias, praticamente ditando os ritmos das alterações das “peças”, de um lado o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do outro o Democratas (DEM).

O MDB detém os agentes políticos, que representam os chefes do poder executivo dos dois maiores colégio eleitorais de Mato Grosso, com o prefeito Emanuel Pinheiro de Cuiabá, juntamente com o prefeito Kalil Baracat de Várzea Grande.

“Entre outras lideranças, como deputados estadual e federal, prefeitos e vereadores”.

Emanuel Pinheiro foi eleito prefeito de Cuiabá, com 51,15%, somando o total de 135,871 votos.

Kalil Baracat foi eleito prefeito de Várzea Grande, com 46,12% somando o total de 50. 918 votos.

Somando um total: 186,789 votos, uma base eleitoral desejada por muitos, que fortalece um grupo, e influencia em muitas decisões, já que as eleições municipais chegaram ao fim, os prefeitos e vereadores tomaram posse, e o momento requer cautela e sabedoria, para iniciar os trabalhos rumo a 2022.

Se por um lado o MDB possui os dois prefeitos das duas maiores cidades do Estado, o “gigante” DEM, conta com o Governador do Estado, Mauro Mendes, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, como também o senador da república, Jayme Campos.

“Entre outras lideranças, como deputados estadual, prefeitos e vereadores”.

Se na atualidade, as duas siglas possuem lugares de destaques no cenário da política em Mato Grosso, algo em comum também movimentam os partidos, as incompatibilidades políticas e administrativas internas, que viabiliza a iminência de rachas.

As diferenças entre as lideranças das duas siglas, mostram que mesmo possuindo um potencial gigantesco, a inviabilidade das diretrizes, está compactuando para rompimentos, que neste momento, não irá acrescentar em nada, pelo contrário, a divisão de forças, com lideranças buscando espaços em outros partidos, só irá enfraquecer de um lado, para fortalecer de outro.

Ainda no ano passado, foram cogitadas as mudanças de partidos, tanto prefeito eleito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), que supostamente seguiria para o PTB, como também, do governador Mauro Mendes e todo seu grupo, que estaria deixando o DEM e migrando para um sigla, ainda desconhecida.

Tanto a permanência, quanto a saída das principais estrelas de um partido para outro sigla, muda de imediato o cenário político, já que aqueles considerados fortes, com grande potencial de comandar as principais disputas, não terão mais tanta força para tais funções, deixando as posições de protagonistas, para seguir de coadjuvante, o popular “carona”.

As escolhas de “consertar a velha estrada ou procurar novos caminhos”, é esperada por todos agente políticos, que começam definir estratégias no decorrer deste ano.

Para muitos apoiadores, tanto MDB, quanto do DEM, potencializar o que já está forte, é o melhor caminho para o grupo, que se aparar as arestas e unir forças, ganhará “musculatura” para definir representantes, disputando em todas esferas, com reais chances de vencer, agora depende de sabedoria, bom senso, despir da vaidade e pensar no coletivo.

 

Foto: Ilustrativa  

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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