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Cuiabá empata com Cruzeiro e se mantém no G4 da Série B

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Da Redação

O Cuiabá empatou com o Cruzeiro,  pela 32ª rodada da Série B, em zero a zero, em partida disputada na Arena Independência, em Minas Gerais, na terça-feira (29), com o resultado, o Dourado chegou a 51 pontos na classificação e se manteve em terceiro lugar, aguardando o término da rodada para confirmar a sua posição.
Restando apenas seis jogos para o término do campeonato, o Cuiabá volta a campo na próxima terça-feira, quando recebe o Juventude, às 20h30 (horário de Cuiabá), na Arena Pantanal.

Resumo da partida

Em jogo franco durante os 90 minutos, a defesa do Dourado se sobressaiu e conseguiu anular bem o ataque da Raposa, que pressionou durante boa parte do jogo, mas não ofereceu maiores perigos ao goleiro João Carlos.
Saindo em velocidade pelos flancos, o Cuiabá teve a melhor chance do jogo nos pés de Gabriel Pierini, ainda na primeira etapa.

Depois de boa jogada de Marcinho pela direita, o meia recebeu a bola na entrada da pequena área e finalizou no meio do gol, onde o zagueiro Manoel tirou com os pés e salvou a Raposa.

Até o final do primeiro tempo, o Dourado foi mais agudo e criativo, aproveitando bem o contra-ataque, enquanto o Cruzeiro teve a posse de bola mas não conseguiu furar a defesa do Auriverde, tônica que durou até os minutos finais do jogo, onde os anfitriões, precisando desesperadamente pontuar, se lançaram ao ataque e abusaram das jogadas áreas.

Sem sofrer gols e bem postada defensivamente, a equipe comandada pelo técnico Allan Aal saiu de campo com mais um ponto na briga pela parte de cima da tabela.

O Dourado foi a campo com: João Carlos, Lucas Ramon, Ednei, Anderson Conceição e Alexandre Melo (Eduardo Kunde), Matheus Barbosa, Pierini e Nenê Bonilha, Felipe Marques (Maxwell), Marcinho (Willians Santana) e Elton (Jenison). Com assessoria.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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