Mato Grosso

Operação da PF confirma denuncia feita por jornalistas contra conselheiros

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Mato Grosso

Da Editoria:  Pedro Ribeiro e Laerte Lannes  

Reportagem Especial

 

Em teoria, apenas em teoria, o Tribunal de Contas do estado poderia provocar a maior limpeza moral em toda a sua historia, caso o presidente Antônio Joaquim de Moraes Rodrigues Neto, tivesse ´pulso´ forte e decidisse fiscalizar a dinheirama que ´sangrou´ pelos ralos da corrupção na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Mas, o que se viu, foi o próprio tribunal envolvido até o ´pescoço´ em um ‘esquema’ espúrio de chantagem e extorsão contra o próprio ex-governador. Paradoxalmente na linha de frente estava o próprio Antônio Joaquim e o conselheiro José Carlos Novelli, considerados os próceres daquela instituição.

Para contar essa historia que teve diferentes capítulos, os jornalistas Pedro Ribeiro e Laerte Lannes, dos jornais Página 12 e o Mato Grosso há mais de dois anos atrás se embrenharam em busca de informações com suas fontes em órgãos públicos, cruzaram dados e fizeram verdadeiros périplos nos mais diferentes locais em busca de informações que pudesse mostrar a denuncia que os conselheiros fizeram ´achaque´ de R$ 53 milhões contra o ex-governador Silval Barbosa em troca de aprovação de suas contas. Com documentos em mãos, inclusive com cópia de imposto de renda, os jornalistas começaram a investigar o enriquecimento ilícito do conselheiro Antônio Joaquim.

O que se viu – a partir daí – foi a conotação dos mais diferentes crimes cometidos pelo conselheiro. Surpresos com tamanho dispudor do conselheiro, os jornalistas começaram divulgar uma série de reportagem contra as ações de Rodrigues nada republicanas.

O desdobramento do jornalismo investigativo feito pelos jornalistas Pedro Ribeiro er Laerte Lannes, chegou em seu ápice, nesta quinta 14/09, quando policiais e delegados federais, além de procuradores da república,cumpriram mandados de busca e apreensão na sede do TCE e nas residências do próprio Antônio Joaquim e de José Carlos Novelli, Valter Albano, Waldir Teiss e Sérgio Ricardo.  

Eles cumpriram determinação expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, de busca e apreensão de documentos. A determinação do ministro é com base em um pedido feito pelo Procurador da República Rodrigo Janot, que acusa formalmente os cinco conselheiros pelos crimes de corrupção/extorsão, lavagem de dinheiro, organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira e crimes contra a ordem tributária.

Os cinco foram afastados do cargo por tempo indeterminado por ordem do ministro Luiz Fux, que deve pedir ainda em definitivo a cassação de possíveis aposentadorias dos envolvidos e o definitivo afastamentos dos acusados sem ônus para o TCE. 

Os mandados cumpridos na quinta-feira, 14, fazem parte da Operação Malebolge – o oitavo círculo do Inferno de Dante – e destinou-se a reforçar conjunto probatório acerca de pagamento do ´achaque´ feito para os conselheiros no valor de R$ 53 milhões e que foi divulgados pelos jornalistas há dois anos atrás.

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Servidores da Corregedoria concluem curso de mediação e conciliação

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Dez servidores do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) e assessores de gabinetes da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) concluíram o Curso Básico de Mediação e Conciliação Judiciais. A capacitação desenvolveu conhecimentos teóricos e práticos sobre mediação e conciliação judiciais, para a atuação autocompositiva no âmbito judicial.

O gestor de capacitação e avaliação do Nupemec, Carlos Campelo é um homem de pele clara, cabelos curtos grisalhos e barba grisalha, veste camisa polo escura. Ele está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.Segundo o gestor de capacitação e avaliação do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Carlos Campelo, a formação contribui para ampliar a cultura do diálogo e da solução consensual de conflitos.

“As técnicas aprendidas durante a capacitação não se restringem ao ambiente de trabalho e podem ser aplicadas em diversas situações do cotidiano. Quando mais profissionais estiverem atuando nessa área, sejam servidores ou sociedade em si, mais pessoas irão conseguir resolver seus conflitos com diálogo, pois o primeiro passo para que isso ocorra é saber se comunicar”, afirmou.

A diretora do Daje, Shusiene Machado, é uma mulher de pele clara, cabelos castanhos lisos na altura dos ombros, veste blazer cinza sobre blusa da mesma tonalidade e usa colar com pingente em formato de cruz. Ela está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, destacou que a capacitação contribuiu para ampliar o conhecimento da equipe sobre os mecanismos consensuais de resolução de conflitos e irá fortalecer o apoio às atividades desenvolvidas pelos Juizados Especiais.

“Esse curso será um divisor de águas na nossa atuação, na gestão dos conciliadores credenciados que atuam nos processos judicias dos Juizados Especiais. Pois agora compreendemos não apenas a parte administrativa, mas também a teoria e a prática da mediação judicial”, explicou.

Curso – A capacitação foi dividida em duas etapas. A parte teórica, realizada presencialmente entre 24 e 28 de setembro de 2025, com carga horária de 40 horas e que incluiu simulações práticas de audiências de mediação. E a segunda etapa, o estágio supervisionado realizado entre fevereiro a junho deste ano, pela plataforma Microsoft Teams, com 60 horas práticas com casos reais.

Ana Tereza Pereira Meira, instrutora de mediação e justiça restaurativa, é um mulher de pele clara, cabelos longos castanho-claros, veste blusa sem mangas em tom claro com detalhes escuros e usa brincos discretos. Ela está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.A instrutora de mediação e justiça restaurativa, Ana Tereza Pereira Meira, responsável pelo acompanhamento da etapa prática, destacou que a formação proporciona mudanças que refletem diretamente no atendimento prestado à população. “A pessoa que faz um curso de mediação, se torna diferente. Os alunos aprendem uma comunicação melhor, uma comunicação mais harmônica e isso ajuda no atendimento do público e do Poder Judiciário”, disse.

O gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa é um homem de pele clara, cabelos curtos grisalhos, veste camisa social amarela de mangas longas. Ele está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.Para o participante da capacitação, o gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa, a formação proporcionou uma compreensão melhor da realidade dos conciliadores e juízes leigos que atuam nos Juizados Especiais. “Antes a gente trabalhava mais sob a perspectiva administrativa, agora nós sabemos exatamente como funciona, quais os desafios e isso contribuirá para o nosso trabalho de apoio e gestão”, pontuou.

O treinamento é uma iniciativa da CGJ-MT, com apoio da Escola dos Servidores e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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