Economia
Preço da carne em MT deve cair em torno de 25% ainda este ano; veja
Economia
Da Redação
Após vários meses com o preço da carne ‘lá nas alturas’ há uma luz no fim do túnel ainda neste ano para quem gosta de comemorar as festas de fim do ano com churrasco ou uma ceia ‘mais gorda’.
Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de MT (Sindifrigo), Paulo Bellicanta, o produto já sofreu uma baixa de cerca de 25% e o consumidor final deve começar a ver essa diferença entre esta semana e a outra. Bellicanta explicou que a arroba do boi baixou em torno de 15%. Para o atacado e o varejo o preço da carne deve cair entre 20% a 25%.
O novo preço já deveria estar sendo praticado no comércio, no entanto, como explicou o presidente, as empresas estocaram carne quando o preço ainda estava em alta e continuam trabalhando com o valor antigo para manter sua margem de lucro e fazer frente ao preço atual.
“Isso tem segurado a baixa que fatalmente existirá para o consumidor. Já deveria ter ocorrido. E se não houve ainda no máximo entre essa semana e a semana que vem vão ocorrer baixas muito significativas de 20 a 25%. Com toda certeza isso vai ocorrer porque é o produto com novo preço que está chegando no atacado e nas distribuidoras de carne no varejo”, contou Paulo Bellicanta.
No entanto, para o atacado e varejo, os empresários já estão comprando a carne com o preço mais barato o que deve refletir para a população, carne mais barata até a próxima semana. Alta nos preços Desde o início do ano até este momento vivenciamos uma escalada nos preços da carne que podemos considerar ‘absurda’.
Nos últimos tempos os cortes mais baratos variavam entre R$ 15 a R$ 20. Isso se deve a diversos fatores, entre eles, a pandemia do novo coronavírus, que favoreceu um ‘efeito cascata’.Aumentou a exportação de gado e ainda venda para outros estados, consequentemente, gerando a falta de matéria e pouca oferta em Mato Grosso.
Em contrapartida, a demanda cresceu a partir do programa federal ‘Auxílio Emergencial’, quando a população teve recursos para continuar comprando o produto. Resultado: Maior demanda com pouca oferta é igual a preços altos para o consumidor.
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar relações comerciais
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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